
Existem métodos de tratamento de esgoto eficientes para a eliminação desses hormônios, como os oxidativos avançados e os que utilizam ultrafiltração, mas nem sempre são usados porque possuem custos elevados.
A importância do estudo feito no Brasil é o seu ineditismo. “A inovação do nosso trabalho foi que, pela primeira vez, aplicou-se em larga escala o teste com as leveduras para monitorar a qualidade de águas brutas e tratadas, comparando os resultados com análises químicas de compostos estrogênicos. Isso nunca havia sido feito antes”, diz Gisela, que trabalhou durante 22 anos na Divisão de Toxicologia, Genotoxicidade e Microbiologia Ambiental da Cetesb. O teste Blyes (sigla de bioluminescent yeast estrogen screen ou ensaio com levedura bioluminescente para detecção de estrógeno) foi desenvolvido pela equipe do microbiologista John Sanseverino e da bióloga molecular Melanie Eldridge, do Centro de Biotecnologia Ambiental da Universidade do Tennessee, com quem a pesquisadora Gisela mantém contato desde 2008.
As mesmas amostras foram submetidas à análise química pela técnica de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas, método já utilizado por algumas companhias de saneamento na detecção de compostos estrogênicos em água. “Concluímos que o nosso teste é muito eficiente, mais fácil de usar e mais barato”, diz Gisela. Sensibilidade é outra vantagem do Blyes.
A expectativa dos pesquisadores é que os resultados chamem a atenção das instituições regulatórias ligadas ao ambiente e ao saneamento básico para a necessidade de definir normas e ações corretivas na gestão dos serviços de água e esgoto.
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