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domingo, 20 de outubro de 2013

Combinação virtual de DNAs para prever doenças em bebês

O teste visa a combinação de DNA de um homem e uma mulher que pretendem ter filhos, com a finalidade de prever possíveis doenças genéticas que os bebês possam ter. O teste deve ser lançado em dezembro nos Estados Unidos. 

A ideia do teste, que é feito por computador, é simular milhares de vezes as combinações entre o código genético da cliente com os códigos dos vários doadores em potencial. Através dos resultados obtidos, os homens com os quais ocorrer maior frequência de produção de "bebês digitais" com riscos de anomalias genéticas serão descartados da lista de possíveis pais.

Para Anne Morriss, confundadora da Genepeeks, o teste é um avanço tecnológico e permite eliminar doadores com elevados riscos de doenças pediátricas recessivas raras, uma vez que 30% das crianças com doenças genéticas raras não ultrapassam os 5 anos de idade.

O teste funciona simulando o processo de reprodução formando óvulos e espermatozoides virtuais. A junção destes forma um provável genoma de uma criança. O genoma é estudado e então pode-se determinar o risco de que o genoma resulte em uma criança com alguma doença e, para cada par de pessoas analisadas, os testes se repetem 10 mil vezes.

Leia a reportagem completa em: BBC Brasil

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Teste de identificação de medicamentos falsos



Cartão muda de cor de acordo com a substância do medicamento (Foto: Saint Mary's College/Divulgação)
Cartão muda de cor de acordo com a substância do medicamento
Cientistas norte-americanos anunciaram a criação de um novo teste capaz de detectar rapidamente se um medicamento é falsificado ou legítimo.
O teste recebeu o nome de PAD, sigla em inglês para “dispositivo de análise em papel” e foi feito para comprovar a autenticidade de pílulas de paracetamol, uma substância usada para aliviar febre e as dores no corpo.
No entanto, os especialistas já têm planos para adaptá-lo a antibióticos e remédios contra a malária, o que seria de grande utilidade para a medicina. A Organização Mundial da Saúde estima que, no mínimo, 10% dos medicamentos usados nos países em desenvolvimento sejam falsificados. Países como Quênia, Nigéria, Índia, Vietnã e Panamá já registraram mortes causadas por esse problema.
O teste criado nos Estados Unidos consiste em um cartão de papel com substâncias químicas que reagem com o medicamento. Quando a reação acontece, o cartão muda de cor e indica qual é a substância contida no medicamento.
Para fazer o teste, a pílula deve ser partida ao meio e esfregada no cartão. Em seguida, o cartão deve ser mergulhado em água, para que as substâncias presentes no comprimido penetrem e reajam com as do cartão. Quando isso acontece, o cartão muda de cor.
O processo leva menos de dez minutos e poderia ser usado por hospitais, clínicas e agências reguladoras. Por enquanto, os criadores estimam que o custo de produção será abaixo de US$ 1,50 – cerca de R$ 3.
Os testes disponíveis para a identificação de remédios falsificados geralmente são feitos em laboratórios de países industrializados. Um lote suspeito encontrado na África precisa ser enviado para a Europa ou para os Estados Unidos, e o processo leva, ao todo, entre três e seis meses.
Segundo os pesquisadores, o teste já poderá ser produzido em pequena escala dentro de um ano. O principal desafio dos produtores no momento é prolongar a validade do PAD e melhorar as condições de armazenamento. As primeiras remessas foram enviadas a colaboradores do projeto no Quênia, país onde não há tecnologia de ponta para realizar o teste em laboratório.

Leia a reportagem completa aqui.