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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Descoberta bactéria que vive em temperaturas abaixo de zero

A descoberta pode trazer avanços sobre a busca da vida fora do planeta Terra. Pela primeira vez, foram encontradas bactérias vivendo na Antártida.

Encontrada em no lago Whillans a 800 metros de profundidade, a bactéria foi recolhida juntamente com água e resíduos minerais em uma amostra para pesquisa.  John Priscu, da Universidade Montana State, nos EUA, líder da expedição científica, analisou a amostra em microscópio e realizou testes químicos, que mostraram que elas estavam vidas e metabolizando energia.

Visando mais estudos, como análise do DNA, o cientista pretende determinar o tipo de bactéria encontrada e como ela vive. Como não há luz solar no lago, ela deve se alimentar de fontes externas, como o derretimento das geleiras ou sedimentos das rochas ao redor do lago.

Chris McKay, cientista da Nasa, afirmou que essa análise pode dizer se as bactérias do lago vão ajudar a descobrir vida extraterrestre. "Se a bactéria estiver usando uma fonte de energia local, vai ser muito interessante. Se estiver só consumindo matéria orgânica vinda de outros locais, nem tanto."

No Sistema Solar, há registros de água líquida subterrânea, encontradas abaixo de grandes camadas de gelo. Nessas condições, há a possibilidade de de bactérias usarem fontes de energia local para sobreviver.

Os cientistas acreditam que o material recolhido agora dê uma pista de um ecossistema até agora desconhecido.

Para saber com mais detalhes, clique aqui.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A água pode não ser tão importante para a vida como imaginávamos


Desde muito cedo, aprendemos na escola que a água é vital à vida, especialmente por ser responsável por funções importantes em nosso corpo — como o transporte de substâncias para dentro e fora das células, por exemplo. Mas, recentemente, uma pesquisa chegou a uma constatação chocante ao mundo científico: o H2O pode não ser tão necessário da forma que imaginávamos.
Para chegar a essa surpreendente conclusão, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Biologia Estrutural da França trocou a água que normalmente reveste as mioglobinas (proteínas importantes ao nosso corpo) por um polímero sintético. Era esperado que tal modificação mudasse drasticamente as funções dessas proteínas — que são responsáveis por transportar oxigênio aos músculos e dar à carne a cor vermelha. No entanto, o resultado impressionou os próprios cientistas.
Ao observarem as "mioglobinas sem água", os pesquisadores perceberam que elas continuaram a se comportar da mesma forma, pois permaneceram flexíveis e se vinculando ao oxigênio e aos tecidos. Tal descoberta derrubaria o dogma de que a água é a molécula mais importante, já que, segundo Martin Weik, coautor do trabalho, haveriam maneiras de substituí-la por outra coisa e ainda manter as proteínas “felizes”.

Clique aqui para ver a notícia original em inglês