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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dispositivo captura células cancerosas circulantes no sangue

A metástase é um processo relacionado a disseminação de tumores malignos ocasionado pelas células tumorais circulantes (CTCs). As CTCs são células raras que se soltam de um tumor original e se espalham pelo corpo, originando novos tumores. Por isso, a detecção dessas células no início da doença pode fornecer informações importantes sobre o tipo de câncer e sua progressão.

Nos últimos anos, pesquisadores da UCLA, nos Estados Unidos, desenvolveram o "NanoVelcro", chip capaz de isolar CTCs para análise, trabalhando como um velcro.

Recentemente, a equipe melhorou o "NanoVelcro" através da substituição do nanofio original de silicone por um novo tipo de polímero, o qual é mais eficiente na fixação das células cancerosas presentes na amostra de sangue. Utilizando um feixe de laser miniaturizado, foi possível imobilizar CTCs únicas. 

A ideia é que os médicos possam personalizar o tratamento através dessa análise, feita a partir de amostras de sangue de cada paciente. "Com esta tecnologia, estamos chegando mais perto do objetivo de uma biópsia líquida altamente aplicável, onde podemos coletar amostras de células cancerosas por uma coleta de sangue simples e entender os genes que lhes permitem crescer", concluem os pesquisadores.

Fonte: iSaúde

terça-feira, 12 de junho de 2012

Processo celular pode indicar metástase em câncer


Uma pesquisa internacional publicada nesta semana (dia 27) na revista Nature Medicine, com a participação de pesquisadores brasileiros do Hospital A.C. Camargo, poderá ajudar a descobrir biomarcadores de disseminação de câncer, a metástase. Esses marcadores podem ser usados para detectar as metástases em estágio ainda muito inicial ou serem usados para o desenvolvimento de drogas que impeçam o desenvolvimento da doença. A chave para essas futuras aplicações está nos exossomos, pequenas vesículas liberadas pelas células do corpo, inclusive as tumorais. Os pesquisadores conseguiram identificar proteínas presentes em exossomos provenientes de células de melanoma, o mais grave entre os tipos de câncer que atingem a pele, que participam do processo metastático desses tumores.
Todas as células do corpo liberam de modo controlado essas minúsculas vesículas que têm seu conteúdo solúvel recoberto por uma membrana semelhante à celular. Essas vesículas carregam proteínas e material genético como RNA mensageiro e microRNA. Depois de liberadas pelas células, as microvesículas podem circular pelo corpo por meio do sangue ou do sistema linfático.
Segundo o atual estudo, liderado por David Lyden do Weill Cornell Medical College, localizado nos Estados Unidos,  as células tumorais liberam exossomos que seguem até a medula óssea. Ali, eles recrutam células e as educam para participar do processo de metástase. “Essas células ‘educadas’ migram para um órgão específico do corpo e o prepara para receber as células tumorais que formarão a metástase”, conta a bioquímica Vilma Martins, pesquisadora do Hospital A.C. Carmargo, uma das autoras do trabalho. Ainda não se sabe como é escolhido o órgão onde as metástases se instalarão. “Pode ser que as vesículas também contenham essa informação”, completa a bioquímica.
Além de circular pelo sangue, os exossomos podem estar presentes em líquidos secretados pelo corpo como urina e saliva. Por isso, a presença das vesículas nesses fluidos serviria como um biomarcador relevante sobre o processo de metástase.
O próximo passo dos pesquisadores será identificar os componentes das microvesículas liberadas por vários tipos de tumores e de que forma esse conteúdo participa do processo tumoral e metastático. “Essa é uma área da biomedicina que tem crescido nos últimos anos e deve trazer resultados muito relevantes não apenas no entendimento e no tratamento do câncer, mas também de outras patologias como as doenças neurodegenerativas e cardiovasculares”, ressalta Vilma.
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

sábado, 9 de junho de 2012

Nanopartículas inibem 100% de metástases linfáticas em ratos

Segundo uma equipe de estudos formada por cientistas da Universidade de Navarra em colaboração com o Centro de Pesquisa do Câncer de Salamanca, espanhóis descobriram uma forma promissora de tratamento com nanopartículas que inibe 100% das metástases linfáticas em ratos com linfoma de manto.
O tratamento consiste em nanopartículas lipídicas carregadas do fármaco anti-tumoral edelfosina, que é administrado via oral. Estas nanopartículas permitem que o fármaco seja ativado somente nas regiões selecionadas afetadas, destruindo as células tumorais, e, garantem o efeito liberativo de maneira sustentada, se acumulando nos gânglios linfáticos.
O fármaco apresenta baixa toxicidade e por seu meio de administração via oral e não intra venoso como é o caso da quimioterapia, o paciente não precisaria ficar hospitalizado.
A comprovação da eficácia desses nanossistemas terapêuticos foi através de  testes em ratos com linfoma de manto, uma doença atualmente incurável e cuja evolução é variável em cada paciente, embora a média de sobrevivência seja de três a quatro anos.
As nanopartículas do fármaco têm a mesma eficácia de efeito terapêutico quando são administradas a cada quatro dias que o fármaco convencional diário. Além disso, a capacidade antimetastática das nanopartículas com edelfosina é de 100%, enquanto a do fármaco convencional é de 50%.
Estes resultados permitem uma vasta ampliação no campo de visão e na pesquisa e desenvolvimento de novas formas eficazes e seguras no tratamento do câncer.