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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Universidades japonesas criam chip capaz de diagnosticar gripe

 Pesquisadores das universidades japonesas de Waseda, em Tóquio, e Hokkaido, no norte do país, desenvolveram um chip capaz de detectar o vírus da gripe com uma precisão até 10 mil vezes maior do que os métodos convencionais.

 Um sensor, acoplado ao chip, permite que os usuários descubram em dez minutos a presença de vírus causadores da gripe a partir de uma amostra de mucosa. Esta tecnologia, que modifica sua voltagem ao entrar em contato com os vírus, também é capaz de individualizar até 15 tipos diferentes da gripe com uma amostra de 0,025 mililitros de líquido nasal (aproximadamente a quantidade de uma gota).

 A equipe de cientistas, liderada pelo professor Tetsuya Osaka, da universidade de Waseda, considera que esta tecnologia ajudará a reduzir sensivelmente o tempo de diagnóstico da doença e, portanto, a possibilidade de propagação.

 Os pesquisadores esperam poder comercializar estes sensores tanto para centros médicos como para toda a população daqui a no mínimo três anos e no máximo cinco, e calculam que cada unidade poderia custar 50 ienes (R$ 1,13). Para isso que isso aconteça, planejam poder fabricá-lo em massa graças a uma parceria com empresas que produzem materiais médicos.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Saúde de recém-nascidos é melhorada com vacina para gripe

Um relatório publicado na edição de junho do periódico American Journal of Public Health mostrou que vacinas para gripe administradas em gestantes ajudou na saúde do recém-nascido, mesmo antes do seu nascimento. O estudo foi feito com 55.570 mães de um único filho, sendo que 23.340 destas receberam a vacina durante a gestação, entre novembro de 2009 e abril de 2010.
Essa análise mostrou que as mães que receberam a vacina contra H1N1, tiveram menos partos prematuros, óbitos fetais e recém-nascidos com tamanho inferior ao normal. Após levar em contas os outros fatores, como a idade da mãe, tabagismo e hipertensão, foi possível concluir que o risco do parto ocorrer antes da 32ª semana de gestação foi 27% menor em mães vacinadas do que as não-vacinadas, e o risco de óbito fetal foi 34% menor.
A autora do estudo, Deshayne B. Fell, epidemiologista da Better Outcomes Registry & Network, de Ottawa, afirmou que a vacina é segura e eficaz, além de não trazer efeitos colaterais para o feto. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA recomendam que a vacina contra a gripe seja dada em todas as gestantes.

Para ler mais, clique aqui.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

'Superanticorpo' pode resultar em vacina universal contra gripe

Cientistas encontraram um "superanticorpo", o FI6, capaz de combater todos os vírus da gripe tipo A em humanos e animais, e a descoberta pode abrir caminho para a produção de novos tratamentos antigripais.
Pesquisadores do Reino Unido e Suíça usaram um novo método para encontrar a "agulha no palheiro", e identificaram o anticorpo em um paciente humano capaz de neutralizar os dois principais grupos de vírus da gripe A.
É um passo preliminar, disseram eles, mas crucial para o eventual desenvolvimento de uma vacina universal contra a gripe.
Atualmente, os laboratórios precisam alterar todos os anos a composição das vacinas, de acordo com a cepa do vírus que estiver circulando -- um processo caro e demorado. Já a vacina universal poderia proteger as pessoas durante décadas, ou mesmo pela vida toda, contra todas as cepas de vírus da gripe.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Médica do Reino Unido e pela empresa privada suíça Humabs, e seu resultado foi publicado nesta quinta-feira na revista "Science".
Nesse artigo, os pesquisadores explicaram que os anticorpos atingem uma proteína do vírus chamada hemaglutinina. Devido à sua rápida evolução, existem hoje 16 subtipos diferentes da gripe A, divididos em dois grupos. Os humanos geralmente produzem anticorpos contra um subtipo específico.
Pesquisas anteriores já haviam localizado anticorpos que funcionam com vírus do grupo 1 e com a maioria dos vírus do grupo 2, mas não com ambos.
A equipe anglo-suíça usou um método que aplica a cristalografia de raios X para examinar enormes quantidades de amostras de células do plasma humano, aumentando assim suas chances de localizar o anticorpo "universal," mesmo sendo ele extremamente raro.
Ao identificarem o F16, eles o injetaram em ratos e furões, e descobriram que protegia também os animais contra os vírus do grupo 1 e 2.