segunda-feira, 6 de maio de 2013

UFSCar e Unesp criam material que elimina quatro vezes mais bactérias

Tungstato de prata foi sintetizado por novo processo
             (Foto: Elson Longo/Arquivo pessoal)
 Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram um material com grande capacidade de matar bactérias e fungos. A descoberta trará benefícios a diversas áreas, como saúde, meio ambiente e eletrônica.

 "Ele degrada substâncias orgânicas, pode ser usado para despoluir rios”, afirmou Elson Longo, coordenador da pesquisa e professor do Departamento de Química da UFSCar.

 Após quatro anos de estudos, os pesquisadores sintetizaram o tungstato de prata utilizando um novo processo que resultou em um composto com propriedades bactericida, fungicida, fotoluminescente e fotodegradante.

 O novo material, originário da prata, atua no metabolismo da bactéria e impede que ela se desenvolva. "Ele não mata e depois a bactéria volta, ele continua matando. É de terceira geração bactericida, é outro nível de matar de bactérias", explicou Longo.

 Segundo o coordenador do estudo, a pesquisa ainda pretende avaliar melhor as propriedades do material artificial, que passará a ser desenvolvido em escala semi-industrial para novos testes e, pela sua grande eficácia, pode se tornar comercial em poucos meses.

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domingo, 5 de maio de 2013

Cientistas criam orelha biônica usando uma impressora 3D


Cientistas criam orelha biônica usando uma impressora 3DHá alguns anos atrás foi divulgada a criação de uma réplica da orelha humana através das impressoras 3D, no entanto, esta era apenas uma versão simples feita de silicone. Porém, recentemente, um grupo de pesquisadores liderado por Michael McAlphine conseguiu imprimir uma orelha usando células e cartilagem cultivadas artificialmente, divulgado pela Universidade de Princeton, o órgão produzido possui até mesmo cóclea.

A orelha artificial é capaz de captar ondas de rádio e com o uso de diferentes sensores, pode conseguir fazer o mesmo para sons acústicos, sendo teoricamente algo superior a orelhas comuns.

Apesar de todas essas vantagens da orelha biônica, o projeto do time de Michael McAlpine ainda é um mero protótipo. De acordo com ele, o órgão poderia, em teoria, ser ligado às terminações nervosas de um ser humano, mas antes disso precisam ser feitos diversos testes.


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sábado, 4 de maio de 2013

Leite materno auxilia no combate a bactérias resistentes


Cientistas descobriram uma proteína presente no leite materno que reduz a resistência aos antibióticos desenvolvida por algumas bactérias.


A proteína se apresenta como uma ótima opção para o combate as “superbactérias” que são resistentes aos antibióticos conhecidos e são muito encontradas no meio hospitalar.

Experiências com animais revelaram que a proteína, conhecido como HAMLET aumenta a sensibilidade de bactérias a diversos antibióticos, como por exemplo, a penicilina e a eritromicina.  Os resultados foram tão evidentes que as bactérias que eram resistentes a penicilina, como o estreptococo causador da pneumonia, recuperaram completamente sua sensibilidade aos antibióticos aos quais eram resistentes anteriormente.

Alem disso a proteína tem o potencial de reduzir a quantidade de antibióticos necessária para o controle da infecção, alem de permitir o uso de antibióticos mais comuns contra agentes infecciosos resistentes.

Identificou-se também que as bactérias tem dificuldade para desenvolver resistência à proteína, com isso elas acabam morrendo e esse fato ainda é observado para uma exposição continua das diferentes gerações de bactéria.

O diferencial desse tratamento é que diferente dos tratamentos sintéticos, HAMLET é uma substancia produzida naturalmente no leite humano não possuindo assim efeitos colaterais tóxicos possivelmente observados em antibióticos mais fortes indicados para patógenos mais resistentes.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Árvore genealógica celular


'Ilustração da Árvore genealógica celular'
As células são a unidade básica dos organismos vivos. O corpo humano é composto por uma grande variedade de células altamente especializadas, existindo mais de 250 tipos celulares diferentes.
Em uma investigação recente, cientistas da Universidade do Luxemburgo se propuseram a responder às seguintes perguntas: como se relacionam as células entre si? Quais os fatores próprios de cada uma delas? O que determina o desenvolvimento de uma determinada célula?

A equipe de investigação desenvolveu um método informático que utilizou dados biológicos de investigações anteriores para analisar os tipos celulares de uma forma nunca antes feita. Isto levou à identificação de fatores únicos para 166 diferentes tipos de células. Estes fatores, ou “reguladores mestres”, determinam o desenvolvimento das células e distinguem suas diferenças.
Com esta informação, foi possível mapear a relação entre os vários tipos, criando-se, assim, uma espécie de “árvore genealógica”. 

Estas descobertas podem servir de base para o desenvolvimento de terapias de substituição celular. Muitas doenças como o Parkinson, diabetes ou queimaduras extensas, resultam na perda de células ou na alteração da sua funcionalidade. Através dessa pesquisa, seria possível substituir as células doentes ou perdidas por outras saudáveis para curar os pacientes. 

Além disso, o estudo ilustra a importância crescente das ciências de computação para a biologia e a medicina. Só com a ajuda de computadores foi possível analisar estas enormes quantidades de dados biológicos para criar a primeira análise a grande escala das células.

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Uso de bactérias radioativas no combate ao câncer


Estudos mostram que uma cepa mais fraca da bacteria Listeria monocytogenes pode liberar radiação em tumores pancreáticos de camundongos, enfraquecendo-os, e deixar o tecido saudável ileso, conforme publicado na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences. Esse tratamento com a bactéria atenuada reduz drasticamente o número de metástases, sugerindo que se trata de uma estratégia promissora nas terapias anti-cancer pós-cirurgia de tecidos específicos e com efeitos colateras limitados.

A ideia de usar bactérias para o tratamento de câncer não é nova no mundo cientifico porém, nesse novo estudo os cientistas da Albert Einstein College of Medicine, em Nova Iorque, parearam essa técnica com isótopos radioativos para matar apenas células selecionadas, cancerígenas.

Isso indica que bactérias tem o potencial de liberar radiação em doses terapêuticas evitando a formação de metástases, pois nos procedimentos realizados elas foram implantadas antes que a metástase seja formada. Se o contrário, as cobaias provavelmente morreriam pelos tecidos tumorais já estabelecidos, umas vez que ainda há dificuldades na implantação do método no tecido tumoral original que necessitam de estudos adicionais, como afirma o biólogo Donald Buchsbaum.
      
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terça-feira, 30 de abril de 2013

Tatuagens de alta tecnologia como soluções para saúde.


Tatuagens de alta tecnologia, é a nova tecnologia que permite a estes avanços no ramo chamado de bio-eletrônica integrada, e espera-se dessa revolucionar os cuidados de saúde.

Nanshu Lu, professor assistente no Departamento de Engenharia Aeroespacial e Engenharia Mecânica da Universidade do Texas, em Austin, é uma das mentes por trás do projeto do tatuagem bio-eletrônica integrada, um arranjo complexo de filamentosos micro-metal e fios de silícia que medem sinais vitais e os movimentos musculares, transmitindo dados sem fios e movido a energia solar. 

Seu grupo trabalha em estreita colaboração com o corpo docente em engenharia elétrica, biomédica e química nacional e internacionalmente no desenvolvimento da eletrônica flexível da próxima geração, fotônica e terapêutica.

"Em termos de aplicação, seus usos vão desde produto
s de consumo como telas enroláveis ​​e células solares, a cuidados de saúde pessoal digital como eletrocardiograma e sensores de emoção, a jogos de computador. " diz Lu.

"O trabalho de Nanshu é muito emocionante desde o campo da bio-eletrônica integrada, mostrando a promessa para mudar fundamentalmente a saúde como dispositivos médicos interagem com o corpo humano", disse Noel Clemens, presidente da engenharia aeroespacial e engenharia departamento de mecânica. "Enquanto Nanshu faz uma pesquisa inovadora, ela é também um professor dedicado, que mostra um forte compromisso com seus alunos. Estamos orgulhosos de ter uma pessoa tão excepcional em nosso departamento. "

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Entrevista com Herina Satie Tatibana


Herina Satie Tatibana, cursando o quarto ano de Engenharia Biotecnológica, conta um pouco sobre cada atividade que participa no campus da Faculdade de Ciências e Letras em Assis, já que ele oferece diversas atividades que podem agregar muito conhecimento para a nossa formação, além da graduação.

Dentro da Biotec Júnior, empresa júnior em que é colaboradora há quase dois anos, foi trainee, membro, vice-diretora e diretora do departamento Administrativo/Jurídico e, hoje, faz parte do Conselho Gestor.

Descomplicando: Por que escolheu vir à UNESP Assis cursar Engenharia Biotecnológica?

Herina: Como sempre gostei muito da área de exatas e de biológicas, acreditei que eu poderia encontrar uma área que eu pudesse me identificar dentro desse curso, já que o mesmo engloba essas duas áreas. É ter a possibilidade de desenvolver habilidades, gerenciamento e capacidade de pensamento criativo e inovador.

D: Você faz alguma atividade no campus além da graduação?

H: Sim. Além da graduação, faço parte do LABI - Laboratório de Biotecnologia Industrial, no qual tenho um projeto sobre imobilização de enzimas visando obtenção de ésteres de uso industrial. Também ingressei na Pre-Inova, que é um Programa de Pré-Incubação que visa o empreendedorismo e a inovação, na qual atuo como coordenadora da Assessoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Atuo como Conselho Gestor na Empresa Biotec Jr. e auxilio na ENACTUS, uma ONG de cunho social.

D: Podemos perceber que você participa de muitas atividades de extensão. Você pode explicar sobre cada uma delas e porque se interessou em fazer parte delas?

H: Claro. A Biotec Jr. foi o primeiro projeto que tive interesse em ingressar, pois sabia que dentro da Empresa eu poderia crescer tanto profissionalmente como pessoalmente. É uma Empresa em que oferece assessoria e consultoria em Biotecnologia, e que propicia ao aluno atividades práticas, estas baseadas nos conhecimentos teóricos estudados em sala de aula, sem deixar de ter o caráter empresarial. Relacionado ao lado empresarial e criativo, comecei a fazer parte da Pré-Inova, que nos permite pensar de maneira dinâmica e inovadora, fazendo com que haja exploração de ideias novas de sucesso. Assim, ela apresenta como objetivo o auxílio no desenvolvimento de ideias surgidas das pessoas da Universidade, que queiram tirá-la do papel e torná-la palpável. O projeto que faço no Laboratório (Enzimologia) me ajudou a encontrar uma área que eu me identifico, já que sempre pensei em atuar na área industrial. E, pela ENACTUS, fazemos atividades sociais para que haja força de ação para a comunidade, causando impactos positivos e melhorando a qualidade de vida dos indivíduos. Por exemplo, o projeto de Biodigestor visa geração de energia para os próprios membros da Cooperativa de Assis. Interessei-me porque me considero uma pessoa pró-ativa e gosto de desenvolver capacidades, explorando um lado diferente e desafiador. Além disso, trabalhar em grupo e lidando com pessoas, com certeza poderá me auxiliar no futuro. Dentro desses projetos de extensão, pude desenvolver um lado empreendedor, o qual nunca havia pensado em seguir no mercado de trabalho.

D: Que área você pretende seguir na sua carreira profissional?

H: Pretendo seguir a área industrial, seja inserida em laboratórios ou em gestão de projetos.

D: O que a experiência na Biotec Júnior lhe agregou na parte pessoal e profissional? 

H: Dentro da Empresa, tive que trabalhar em grupo e a lidar com pessoas. Acredito que isso me dará uma vantagem no mercado competitivo de hoje e, não obstante, agreguei conhecimentos, principalmente, no ramo administrativo/jurídico, em que aprendi registrar ATAS, alterar estatutos, elaborar contratos, realizar um planejamento estratégico trienal da Empresa utilizando o método BSC (Balanced Scorecard), bem como a Análise SWOT. Aprendi, também, a ter compromisso e a liderar, já que fui Diretora deste departamento. Isso com certeza me desenvolveu profissionalmente e pessoalmente, ainda mais no quesito de gestão de Empresa, pois esta é fundamentada no conjunto de princípios, normas e funções elaboradas, constituída de pessoas e recursos, em prol de um objetivo comum. Outras habilidades que são desenvolvidas é a comunicação, a capacidade de solucionar problemas e paciência.

D: Como está sendo a experiência no Conselho Gestor da Biotec júnior? Quais são as funções desse departamento?

H: A experiência no Conselho Gestor está sendo ótima, porém um tanto confuso, já que este departamento não possui atividades definidas. Então, até agora pude estabelecer um planejamento e, além disso, é gratificante poder ajudar a sanar as dúvidas que aparecem na Empresa, poder ver a Empresa como um todo e aconselhar os membros a tomar um caminho correto, para que não comentam o mesmo erro, visando a sua melhoria e o crescimento. O conselho Gestor é responsável pela fiscalização e assessoramento da Empresa Júnior. Só pode ser do Conselho quem possui dois ou mais anos atuando dentro da Biotec Jr. Zela pelas decisões estratégicas da federação, tendo que auxiliar e controlar o planejamento estratégico, participando da sua criação, além de deliberar sobre casos omissos no estatuto. Por fim, proferir, sempre que necessário, a debater sobre assuntos que julgarem serem pertinentes dentro da Empresa.

D: Quais são as próximas conquistas que você deseja alcançar?

H: Pretendo, em um futuro próximo, fazer intercâmbio e ganhar uma bolsa de apoio à pesquisa através do meu projeto de enzimologia (IC), além de tentar um estágio em uma indústria.