Mostrando postagens com marcador engenharia biotecnológica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador engenharia biotecnológica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Processador químico funciona com açúcar


Você já imaginou um sistema de processamento de informações baseado em cubos de açúcar?
É "o computador mais doce do mundo", segundo seu criador, Alexander Schiller, da Universidade de Jena, na Alemanha."A lógica binária que faz um processador de computador funcionar é baseada em decisões simples do tipo sim e não. Ou há, ou não há eletricidade fluindo entre os dois pólos de um condutor elétrico," explica Schiller.
De fato, já foram criados processadores que funcionam com ar, um processador que funciona com calor e até um processador mecânico.
Em um processador de computador, os transistores funcionam como interruptores, ligando e desligando a corrente elétrica. Então, tudo o que essas estranhas máquinas não-eletrônicas precisam é de uma forma de codificar os 0s e 1s da lógica binária, o que cada uma faz à sua maneira. A seguir, é só usar esses interruptores para montar as portas lógicas, os operadores AND, OR, NOT etc.
O que a equipe do professor Schiller fez foi usar substâncias químicas para representar os estados binários - um corante fluorescente e um agente que elimina a fluorescência.
É aí que entra o açúcar: quando moléculas de açúcar estão presentes, o supressor de fluorescência perde sua capacidade, e o corante fluorescente faz o seu trabalho - quando o corante não brilha, isto representa um 0, quando ele brilha, representa um 1.
O protótipo do processador de açúcar é pouco flexível: no estágio atual ele não chega aos pés de uma calculadora, sendo capaz de calcular o resultado de 10 + 15 - e leva cerca de 40 minutos para sair o resultado.
"Não é nosso objetivo desenvolver um competidor químico para os chips de computador atuais," apressa-se em ressaltar o pesquisador.
Na verdade, Schiller e sua equipe estão de fato tentando desenvolver um computador químico, mas de um tipo que possa executar funções lógicas em conjunto com a microfluídica, a técnica usada nos biochips e microlaboratórios.
Esses laboratórios em um chip têm várias aplicações, entre as quais fazer exames médicos, analisando amostras de urina ou sangue.
Embora analisar as amostras para um ou outro reagente seja simples, exames mais elaborados exigem decisões com base nos biomarcadores encontrados em cada estágio da análise.
E toda a plataforma será muito mais simples se for inteiramente química, sem depender de processamentos externos, o que torna um processador químico um objetivo que vale a pena ser buscado.

Para saber mais Clique Aqui

terça-feira, 28 de maio de 2013

Entrevista: Caio Pontes Godoi

Caio Pontes Godoi, 23 anos, formou-se em junho de 2012 no curso de Engenharia Biotecnológica pela UNESP Assis, em que participou da Biotec Júnior por três anos e, depois, foi estagiar na P&G, com sede no Panamá, onde foi contratado e trabalha atualmente. Vamos conferir um pouco sobre sua trajetória:


Caio Godoi


Descomplicando: Fale um pouco sobre a sua formação. Por que você se interessou em se matricular no curso de biotecnologia?

Caio: Bom, eu sempre gostei muito de exatas. Pra ser sincero, biologia não era o meu forte. Por outro lado, sempre fiquei fascinado em filmes e seriados de ficção científica. Ainda na escola, eu soube do curso de biotecnologia que recém havia sido criado na UNESP e fiquei curioso sobre o que seria. No segundo colegial, comecei a ler mais sobre biotecnologia e como o curso integrava conhecimentos de biologia e exatas. Isso para mim foi a chave na hora de optar pelo curso. O que também ajudou muito é que, no segundo colegial, eu mesmo fui assistir uma aula do curso na UNESP Assis e conversei com alguns alunos. Com isso, decidi prestar e, se eu passasse, entraria pra ver se eu gostava. Entrei, gostei bastante e hoje estou formado!

D.: Você fez as matérias da grade de engenharia durante a graduação?

C.: Quando entrei, o curso ainda era biotecnologia. Eu, inclusive, participei de reuniões e da "luta" pela engenharia com o Felipe Delestro (Curió) e alguns outros alunos. Sempre achei importante essa transição do curso, especialmente pelas oportunidades que nos seriam abertas em empresas e indústrias. Fiz a engenharia através do currículo especial e sou muito contente com todo o trabalho que o departamento de ciências biológicas fez em conseguir nos incluir nessa, apesar de algumas dificuldades que todo curso novo enfrenta.

D.: As suas expectativas ao fazer o currículo especial da engenharia foram correspondidas?

C.: Acho que a resposta dessa pergunta depende um pouco da expectativa que se tem. Minha maior expectativa era sair formado com o título de engenheiro. Pensando nisso, sim, atendi às minhas expectativas. Eu, assim como muitos dos meus colegas, sabia que não seria perfeito (ideal). Éramos os primeiros cursando as novas matérias. Em muitas delas necessitávamos de mais estrutura, como laboratórios e visitas técnicas a indústrias e, em outras, para ser sincero, professores mais capacitados (muitos eram substitutos e não dominavam tão bem o conteúdo). Acredito que a engenharia funciona e que tivemos falhas por conta de tudo ser muito novo. Acredito que as novas gerações de alunos já enfrentam menos problemas e que será assim, sempre melhorando.

D.: Quando você se interessou em fazer parte da Biotec Júnior e qual foi sua trajetória como colaborador?

C.: Interessei-me desde o primeiro momento em que escutei falar dela! (Risos)

Lembro-me bem! Passaram na nossa sala avisando que haveria um processo seletivo. Eu ainda estava no primeiro ano e não pensei duas vezes em participar. Acreditava e, hoje, acho ainda mais que essa abordagem (empresa júnior) é essencial na formação acadêmica. O que eu aprendi está muito além do que se aprende em uma sala de aula. Mais até do que colocar o conhecimento em prática, eu aprendi a lidar e liderar pessoas, organizar eventos, ser organizado e responsável não só por mim, mas pelos outros.

Na empresa, comecei como vice-diretor de comunicação e marketing. No final da primeira gestão, justamente pelas questões de evolução do curso para engenharia, enfrentamos uma crise na empresa. Ela tinha sido recém formada e não éramos ainda muito organizados. Por esse contexto de "engenharia/não engenharia", a presidente em questão renunciou e ficamos um pouco perdidos no começo, afinal éramos novos. Decidimos que daríamos um jeito e tocaríamos a empresa pra frente. Juntamo-nos, como se fosse uma "task force" e conseguimos, mesmo no meio dessa confusão, organizar o primeiro encontro de empreendedorismo em biotecnologia. Ficamos muito felizes pelo sucesso que teve o evento!

No final do mesmo ano, me candidatei à presidência com o Curió de vice. Meu ano de presidência na empresa, acredito que tenha sido bom. Focamo-nos muito na parte organizacional. Criamos a estrutura da empresa com diretorias, departamentos, tipos específicos de reuniões, organizamos o estatuto, legalizamos a empresa, ou seja, demos cara de empresa à nossa organizações júnior.

No fim da gestão, cada departamento já tinha sua autonomia. De verdade, que fiquei muito orgulhoso com tudo que conseguimos fazer em um ano!

Depois, fui para o conselho gestor. Nesse ano, infelizmente, já não pude contribuir tanto com a empresa, porque estava em iniciação científica.

D.: Você participou de mais alguma atividade de extensão no campus?

C.: Ah, sim! Eu sempre fui o tipo de estudante que abraça o mundo! (Risos)

Estive na Biotec Júnior por três anos, estive no LAMEM também por três anos, incluindo iniciação científica FAPESP e também dei aula de física no cursinho da UNESP por três anos. Muitas vezes, essas três atividades aconteceram ao mesmo tempo. Era um pouco de “Deus nos acuda”, mas valeu à pena!

D.: Qual foi o seu primeiro emprego? Fazia o que almejava antes de se formar?

C.: Então, meu primeiro emprego foi ainda enquanto estava na graduação. Dava aula de física no colégio dos professores em Assis e de inglês na Fisk. Sempre gostei de ser professor! Acho que ainda hoje tenho o instinto de explicar demais as coisas! (Risos)

Acho que a universidade me propiciou ter oportunidades em todas as áreas que eu pensava em atuar: professor, pesquisador e empresário.

D.: Onde você trabalha hoje? O que faz? É uma profissão que você pretendeu seguir em algum momento na graduação?

C.: Fora da UNESP, já tinha tido experiência como professor e decidi que queria uma experiência em uma empresa "sênior". Foi quando soube do processo seletivo da P&G e apliquei. Consegui estágio por cinco meses aqui no Panamá ano passado. No estágio, consegui ser recomendado para contratação e aqui estou! Se você me perguntar se eu pensava que estaria trabalhando com o que trabalho hoje, eu responderia não. Mas acho que não estaria tão contente como estou se estivesse em outra profissão.

Hoje trabalho na P&G aqui do Panamá. É a sede regional da empresa na América Latina. Trabalho numa área que se chama CMK (consumer & market knowledge), que é mais ou menos inteligência de mercado. Trabalho com a marca Pampers. Não trabalho com biotecnologia, mas posso dizer que a Biotec Júnior me ajudou em uns 80% nessa decisão. Muitas das coisas que aprendi com a Biotec Júnior, eu aplico aqui. Conhecer a estrutura e como é trabalhar em empresa foi essencial para minha escolha.

D.: Há muita oportunidade para um engenheiro biotecnológico de se trabalhar no exterior?

C.: Poxa, muita! Só esse semestre, há três estagiários aqui na empresa que estudam biotecnologia: uma chilena, um mexicano e outra.

Acho que a oportunidade está aí sim! Vejo a P&G, por exemplo, sempre de portas abertas a novos talentos. Acredito que, com muitos alunos trabalhando e fazendo estágio fora, também ajudam a divulgar o curso e possibilitar mais oportunidades para outros.

D.: Você fez algum curso de especialização?

C.: Não, nenhum. Acho que isso depende muito do tipo de profissão que se vai seguir depois da faculdade. A P&G, por exemplo, é uma empresa que gosta de "formar" seus funcionários. Dentro da empresa, fiz diversos cursos, mas não os chamaria de especialização. Sai da faculdade e fui direto para a empresa.

D.: Muito obrigada pela excelente entrevista, Caio! Parabéns pelas conquistas e nós da Biotec Júnior desejamos muito sucesso a você! 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Entrevista com Herina Satie Tatibana


Herina Satie Tatibana, cursando o quarto ano de Engenharia Biotecnológica, conta um pouco sobre cada atividade que participa no campus da Faculdade de Ciências e Letras em Assis, já que ele oferece diversas atividades que podem agregar muito conhecimento para a nossa formação, além da graduação.

Dentro da Biotec Júnior, empresa júnior em que é colaboradora há quase dois anos, foi trainee, membro, vice-diretora e diretora do departamento Administrativo/Jurídico e, hoje, faz parte do Conselho Gestor.

Descomplicando: Por que escolheu vir à UNESP Assis cursar Engenharia Biotecnológica?

Herina: Como sempre gostei muito da área de exatas e de biológicas, acreditei que eu poderia encontrar uma área que eu pudesse me identificar dentro desse curso, já que o mesmo engloba essas duas áreas. É ter a possibilidade de desenvolver habilidades, gerenciamento e capacidade de pensamento criativo e inovador.

D: Você faz alguma atividade no campus além da graduação?

H: Sim. Além da graduação, faço parte do LABI - Laboratório de Biotecnologia Industrial, no qual tenho um projeto sobre imobilização de enzimas visando obtenção de ésteres de uso industrial. Também ingressei na Pre-Inova, que é um Programa de Pré-Incubação que visa o empreendedorismo e a inovação, na qual atuo como coordenadora da Assessoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Atuo como Conselho Gestor na Empresa Biotec Jr. e auxilio na ENACTUS, uma ONG de cunho social.

D: Podemos perceber que você participa de muitas atividades de extensão. Você pode explicar sobre cada uma delas e porque se interessou em fazer parte delas?

H: Claro. A Biotec Jr. foi o primeiro projeto que tive interesse em ingressar, pois sabia que dentro da Empresa eu poderia crescer tanto profissionalmente como pessoalmente. É uma Empresa em que oferece assessoria e consultoria em Biotecnologia, e que propicia ao aluno atividades práticas, estas baseadas nos conhecimentos teóricos estudados em sala de aula, sem deixar de ter o caráter empresarial. Relacionado ao lado empresarial e criativo, comecei a fazer parte da Pré-Inova, que nos permite pensar de maneira dinâmica e inovadora, fazendo com que haja exploração de ideias novas de sucesso. Assim, ela apresenta como objetivo o auxílio no desenvolvimento de ideias surgidas das pessoas da Universidade, que queiram tirá-la do papel e torná-la palpável. O projeto que faço no Laboratório (Enzimologia) me ajudou a encontrar uma área que eu me identifico, já que sempre pensei em atuar na área industrial. E, pela ENACTUS, fazemos atividades sociais para que haja força de ação para a comunidade, causando impactos positivos e melhorando a qualidade de vida dos indivíduos. Por exemplo, o projeto de Biodigestor visa geração de energia para os próprios membros da Cooperativa de Assis. Interessei-me porque me considero uma pessoa pró-ativa e gosto de desenvolver capacidades, explorando um lado diferente e desafiador. Além disso, trabalhar em grupo e lidando com pessoas, com certeza poderá me auxiliar no futuro. Dentro desses projetos de extensão, pude desenvolver um lado empreendedor, o qual nunca havia pensado em seguir no mercado de trabalho.

D: Que área você pretende seguir na sua carreira profissional?

H: Pretendo seguir a área industrial, seja inserida em laboratórios ou em gestão de projetos.

D: O que a experiência na Biotec Júnior lhe agregou na parte pessoal e profissional? 

H: Dentro da Empresa, tive que trabalhar em grupo e a lidar com pessoas. Acredito que isso me dará uma vantagem no mercado competitivo de hoje e, não obstante, agreguei conhecimentos, principalmente, no ramo administrativo/jurídico, em que aprendi registrar ATAS, alterar estatutos, elaborar contratos, realizar um planejamento estratégico trienal da Empresa utilizando o método BSC (Balanced Scorecard), bem como a Análise SWOT. Aprendi, também, a ter compromisso e a liderar, já que fui Diretora deste departamento. Isso com certeza me desenvolveu profissionalmente e pessoalmente, ainda mais no quesito de gestão de Empresa, pois esta é fundamentada no conjunto de princípios, normas e funções elaboradas, constituída de pessoas e recursos, em prol de um objetivo comum. Outras habilidades que são desenvolvidas é a comunicação, a capacidade de solucionar problemas e paciência.

D: Como está sendo a experiência no Conselho Gestor da Biotec júnior? Quais são as funções desse departamento?

H: A experiência no Conselho Gestor está sendo ótima, porém um tanto confuso, já que este departamento não possui atividades definidas. Então, até agora pude estabelecer um planejamento e, além disso, é gratificante poder ajudar a sanar as dúvidas que aparecem na Empresa, poder ver a Empresa como um todo e aconselhar os membros a tomar um caminho correto, para que não comentam o mesmo erro, visando a sua melhoria e o crescimento. O conselho Gestor é responsável pela fiscalização e assessoramento da Empresa Júnior. Só pode ser do Conselho quem possui dois ou mais anos atuando dentro da Biotec Jr. Zela pelas decisões estratégicas da federação, tendo que auxiliar e controlar o planejamento estratégico, participando da sua criação, além de deliberar sobre casos omissos no estatuto. Por fim, proferir, sempre que necessário, a debater sobre assuntos que julgarem serem pertinentes dentro da Empresa.

D: Quais são as próximas conquistas que você deseja alcançar?

H: Pretendo, em um futuro próximo, fazer intercâmbio e ganhar uma bolsa de apoio à pesquisa através do meu projeto de enzimologia (IC), além de tentar um estágio em uma indústria.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Entrevista com Camila Betterelli Giuliano

A aluna de Engenharia Biotecnológica da UNESP, Camila B. Giuliano, de 22 anos, conta sobre sua experiência na presidência da Biotec Júnior e nos Estados Unidos, pelo programa Ciência sem Fronteiras.


Camila Betterelli Giuliano irá cursar o 5º ano de Engenharia Biotecnológica na UNESP Assis, foi presidente da Biotec Júnior em 2011 e bolsista do programa ciências sem fronteiras em 2012, programa pelo qual foi aos Estados Unidos estudar na Boston University e estagiar em Harvard.





Biotec Jr.: Por que você escolheu cursar engenharia biotecnológica na UNESP Assis?

Camila: Porque eu sempre gostei muito de biologia, mas nunca achei que um curso de biológicas iria me motivar o bastante. Além disso, eu sempre tive certa facilidade com exatas, mas sempre achei cursos só de exatas muito pesados. Então, quando descobri o curso de Engenharia Biotecnológica, achei que era a mistura perfeita.

BJ.: Quais são as funções de uma empresa júnior?

C.: Uma empresa júnior tem como principal função, do ponto de vista dos membros, por em prática o que foi aprendido em aula e deixar o membro mais próximo do que seria o mercado de trabalho pós-formado.
Do ponto de vista da comunidade acadêmica, é uma forma de devolver para a comunidade os impostos investidos na universidade, como forma de serviços de qualidade com baixo custo.

BJ.: Por que você escolheu entrar na Biotec Júnior?

C.: Porque as empresas seniores gostam de pessoas que tem noção de uma corporação, mas não tem os vícios de uma empresa grande ainda. Então, eles vão ter mais facilidade de treinar esse tipo de pessoa e empresas sempre valorizam pessoas que fizeram mais do que apenas passar pela faculdade. Atividades extracurriculares mostram pró-atividade e atitude, qualidades bastante procuradas hoje.

BJ.: O que atuar na empresa júnior te agregou na carreira acadêmica e profissional?

C.: Trabalhar em equipe é sempre algo que necessita ser exercitado, pois a parte mais difícil, seja em qualquer área da vida, é lidar com pessoas. A posição de liderança que eu assumi na empresa me ensinou muito sobre isso, além de noções de gestão. Outra coisa que a empresa me mostrou e eu confirmei depois, fazendo estágio em laboratório, é que eu gosto muito mais dessa parte, de gerência e administração, do que da pesquisa em si. Então, meu contato com a empresa pode ter um grande impacto nas minhas decisões depois de formada.

BJ.: O que a Biotec Júnior representa para você?

C.: Eu tenho muito carinho pela empresa. Nas duas gestões que passei nela, aprendi muito e lidei com pessoas maravilhosas.

Confira, semana que vem, a segunda parte dessa entrevista, em que Camila conta sobre sua jornada de intercâmbio na Boston University e em Harvard!