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sábado, 4 de maio de 2013

Leite materno auxilia no combate a bactérias resistentes


Cientistas descobriram uma proteína presente no leite materno que reduz a resistência aos antibióticos desenvolvida por algumas bactérias.


A proteína se apresenta como uma ótima opção para o combate as “superbactérias” que são resistentes aos antibióticos conhecidos e são muito encontradas no meio hospitalar.

Experiências com animais revelaram que a proteína, conhecido como HAMLET aumenta a sensibilidade de bactérias a diversos antibióticos, como por exemplo, a penicilina e a eritromicina.  Os resultados foram tão evidentes que as bactérias que eram resistentes a penicilina, como o estreptococo causador da pneumonia, recuperaram completamente sua sensibilidade aos antibióticos aos quais eram resistentes anteriormente.

Alem disso a proteína tem o potencial de reduzir a quantidade de antibióticos necessária para o controle da infecção, alem de permitir o uso de antibióticos mais comuns contra agentes infecciosos resistentes.

Identificou-se também que as bactérias tem dificuldade para desenvolver resistência à proteína, com isso elas acabam morrendo e esse fato ainda é observado para uma exposição continua das diferentes gerações de bactéria.

O diferencial desse tratamento é que diferente dos tratamentos sintéticos, HAMLET é uma substancia produzida naturalmente no leite humano não possuindo assim efeitos colaterais tóxicos possivelmente observados em antibióticos mais fortes indicados para patógenos mais resistentes.


sábado, 16 de junho de 2012

Leite materno humano bloqueia transmissão do HIV a ratos 'humanizados'

Pesquisa mostrou que animais sensíveis à infecção que receberam o leite de mães saudáveis misturado com o vírus não adoeceram


Um experimento realizado na Universidade da Carolina do Norte, no Estados Unidos, mostrou que, em ratos 'humanizados' (animais manipulados para serem suscetíveis a doenças humanas), o leite materno humano impede a transmissão oral do vírus HIV. Segundo os autores do estudo, quando os animais receberam leite materno misturado ao vírus HIV, a doença não se manifestou, diferentemente de quando foi dada aos ratos uma solução contendo apenas o vírus. Os resultados dessa pesquisa foram publicados nesta quinta-feira a revista Plos Pathogens.


Entre os ratos que foram expostos a solução com o vírus HIV, 100% foram infectados, explica o coordenador do estudo, Víctor García. No entanto, quando os cientistas administraram HIV misturado com leite materno humano saudável, 100% ficaram livres da infecção.


As estatísticas indicam que mais de 15% das novas infecções com o vírus HIV ocorrem em bebês e, sem tratamento, apenas 65% deles sobrevive mais de um ano, enquanto menos da metade chega aos dois anos de vida. O artigo indica que, embora se atribua ao aleitamento um número significativo dessas infecções, a maioria dos bebês amamentados pelas mães soropositivas não tem a infecção, apesar da exposição prolongada e repetida.


Objeto de estudo — Para resolver a questão sobre se o aleitamento transmite o vírus ou protege contra ele, os pesquisadores recorreram a um modelo de rato 'humanizado' em laboratório. "Os ratos são, por essência, resistentes à maioria das doenças que afetam os humanos", afirma García. "Para usá-los neste tipo de estudos, é preciso torná-los parcialmente humanos.


Esses ratos são trabalhados um por um, introduzindo-lhes células-tronco da medula óssea humana às seis semanas de idade", diz García. O vírus HIV infecta somente os chimpanzés e os humanos, mas só deixa os humanos doentes. Com a reconfiguração de células humanas, os ratos tornam-se suscetíveis à infecção com o HIV.


"A próxima etapa do estudo é determinar se o leite de mães infectadas tem o mesmo efeito", anunciou o cientista. Mas, segundo ele, o que já foi estabelecido pela primeira parte do estudo dá novas pistas sobre o isolamento de produtos naturais que poderiam ser usados para combater o vírus.


Fonte: VEJA - Notícia online

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vaca clonada na Argentina começa a produzir leite similar ao materno


Uma vaca clonada por cientistas argentinos com genes bovinos e humanos começou a produzir leite similar ao materno como forma de contribuir na luta contra a mortalidade infantil, informou nesta segunda-feira, 11, a universidade responsável pelos estudos.

Pesquisadores da Universidade Nacional de San Martín (Unsam) e do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) inseriram dois genes humanos codificadores de duas proteínas presentes no leite humano em "Issa", uma vaca clonada no ano passado.

As proteínas são lactoferrina e a lisozima, incorporadas no DNA da vaca, também conhecida como "Rosinha". "Esta é uma maneira de contribuir com a luta contra a mortalidade infantil, já que uma proteína permite evitar doenças infecciosas do aparelho digestivo e evitar anemia nos recém-nascidos", explicou o reitor da Unsam, Carlos Rota.

De acordo com o investigador Germán Kaiser, do Grupo de Biotecnologia da Reprodução do INTA, a pesquisa não pretende substituir o vínculo mãe-filho durante a lactação, mas é destinada aos bebês que, por distintas razões, não têm acesso ao leite de suas mães, acrescentou.

Os cientistas conseguiram assim incluir na vaca transgênica dois genes humanos no genoma bovino, o que permitiu que as duas proteínas estivessem presentes na glândula mamária durante a amamentação, indicou a universidade.

"Issa", nascida em abril de 2011 no INTA, foi apresentada em junho do ano passado pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Na ocasião, Cristina garantiu que a vaca se transformaria na "primeira no mundo capaz de produzir leite materno".

Argentina entrou no clube da clonagem destinada a criar vacas transgênicas com fins medicinais em agosto de 2002, com o nascimento de "Pampa", fruto de uma clonagem realizada por analistas do laboratório local Bio Sidus com o intuito de obter leite bovino com a proteína de crescimento humano "hGH".

Os descendentes de "Pampa", a primeira bezerra clonada na América Latina, produzem leite do qual é extraída essa proteína para produzir remédios para crianças com problemas de crescimento com menor custo.

Nos últimos anos, cientistas argentinos clonaram cavalos e touros a fim de obter exemplares de melhor rendimento.