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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Bateria recarregável por suor humano!

A produção de energia renovável é um desafio mundial, e preocupa estudiosos do mundo inteiro, uma vez que a nossa principal fonte é o petróleo, esgotável e poluidor. Formas mais limpas e renováveis de se produzir energia estão em constante desenvolvimento, e é em cima disso que um laboratório nos Estados Unidos tem trabalhado.

A cientista Wenzhao Jia, da Universidade da Califórnia, em San Diego, descobriu um jeito um tanto quanto particular para se produzir energia "renovável". Através de uma substância que nosso corpo produz durante o exercício físico intenso, o lactato - muito semelhante ao ácido láctico -, uma biobateria acoplada à um adesivo na pele é eletricamente carregada.

É uma verdadeira inovação, pois apesar de algumas formas de o corpo humano carregar energia já
Adesivo contendo a biobateria.
existirem, esse método é o único a utilizar o suor. O que acontece no processo, é que uma enzima retira elétrons do lactato presente no suor e então gera uma pequena corrente elétrica. Voluntários conseguiram gerar cerca de  70 microwatts de energia durante 30 minutos na bicicleta ergométrica, o que já é o suficiente para carregar um relógio digital, que consome cerca de 10 microwatts.

De acordo com a pesquisadora, eles já fecharam uma parceria com uma startup de tecnologia, visando aumentar a produção de energia através dessa técnica, para que então seja introduzida no mercado. Com um futuro bem promissor, cientistas americanos dizem que a técnica poderá ser usada para carregar até mesmo smartphones!

Caso você tenha se interessado pela notícia, clique aqui para ser redirecionado para a matéria completa.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Economia Verde defende modos de produção mais sustentáveis


É possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação do planeta? Na última série de matérias sobre pegada ecológica, veiculada no site do Globo Ecologia, um dado alarmante, publicado pela ONG norte-americana Global Footprint Network, revelou que o ser humano tem consumido mais do que a capacidade de recomposição da natureza pode suportar. Se o desenvolvimento econômico é baseado no consumo, cria-se, dessa maneira, uma espécie de cheque-mate para o futuro do planeta. Como fazer com que economias mundiais possam crescer e vencer suas crises sem agredir o planeta? A resposta pode estar no termo economia verde.
O relatório “Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da
Pobreza – Síntese para Tomadores de Decisão”, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), define economia verde como aquela que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e promove a igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente riscos ambientais e a escassez ecológica. Ou seja, uma economia verde prevê baixa emissão de carbono e eficiência no uso de recursos naturais, além de ser socialmente inclusiva.

Segundo o relatório do PNUMA, no regime de economia verde, o crescimento de renda e de emprego deve ser impulsionado por investimentos públicos e privados, que priorizem a redução das emissões de carbono e da poluição, aumentando a eficiência energética e o uso de recursos. Dessa maneira, previnem-se perdas de biodiversidade do planeta.
O Programa das Nações Unidas alerta que para a transição de uma economia marrom, que depende excessivamente da energia proveniente dos combustíveis fósseis, para a verde, que explora os recursos renováveis, são necessárias determinadas condições facilitadoras. Isso inclui regulamentos nacionais, políticas, subsídios e incentivos, mercado internacional e infraestrutura legal e protocolos comerciais e de apoio. Para Luiz Felipe Guanaes, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da PUC (Unima), a conscientização do consumidor ditará as mudanças nos modelos econômicos.
“O mercado não é uma coisa fixa, ele vem se transformando desde o dia em que surgiu e a sua grande força de mudança é o consumidor, com seus impulsos de compra. A partir do momento em que a sociedade se conscientizar sobre o problema do meio ambiente, a tendência será a demanda por produtos ecologicamente corretos. Quanto mais consciente for o consumidor, mais ele exigirá meios de produção responsáveis em termos ambientais. Para isso, é preciso adequar o modo de produção atual”, explica o professor.

Ações em economia verde

Conforme explica Guanaes, a agricultura orgânica é uma alternativa de produção que vem assumindo cada vez mais espaço no incremento da economia verde no Brasil. “Há 25 anos, não havia demanda para esse tipo de produto, sendo que hoje esse mercado movimenta cerca de R$ 5 bilhões. Entretanto, esses produtos ainda sofrem sobretaxa devido à falta de investimento em tecnologia para baratear a produção, ficando mais caros que os tradicionais. Se conseguirmos baratear o preço dos vegetais orgânicos, incluindo também a implementação de cooperativismos mais inteligentes, eles baterão de frente com os tradicionais”, destaca.

O professor cita como exemplo a Alemanha, onde a agricultura orgânica ocupa 40% do mercado de produtos agrícolas. “Lá, há também o conceito do lixo como forma de energia. O incremento do mercado de reciclagem é uma oportunidade fantástica em todo o mundo. Na Alemanha, foi adotada uma rede de economia verde para a agricultura orgânica. A partir do lixo, grandes usinas de compostagem produzem matéria de orgânica que serve de adubo, barateando o cultivo orgânico. Ou seja, uma quantidade de energia que passava a ficar parada nos lixões, comprometendo o meio ambiente, é transformada em energia”, ensina.

No que diz respeito ao aproveitamento de energias renováveis, desde 2004, o Brasil tem investido na criação de parques com aerogeradores (hélices que fazem a captação do vento para geração de energia), que entraram em funcionamento em 2006. Como explica a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, (Abeeólica), Elbia Melo, o país possui um clima propício para esse tipo de geração de energia, que corresponde a 1%, dos 17% provenientes de fontes alternativas, do total da matriz energética do Brasil. “Nós brasileiros começamos a perceber que a nossa produção de energia eólica é muito melhor que nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, pois nossos ventos são melhores, além das condições do clima. Basicamente, empresas brasileiras que investem em produção de energia alternativas optam também pela eólica”, aponta a presidente.



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Células Solares - Imprima sua Energia

 A nova tecnologia desenvolvida por uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, visa a geração de eletricidade através de células solares impressas em papéis.



Apresentando uma estrutura de pequenos retângulos coloridos, formados por cinco camadas muito finas de tintas especiais através da deposição química de vapor de polímeros e em temperaturas menores a 120 graus Celsius, esta nova técnica representa uma ruptura importante com os sistemas utilizados até agora para a criação da maioria das células solares, pois, de acordo com os pesquisadores envolvidos, os custos gerados devido aos materiais utilizados e instalação dos dispositivos fotovoltaicos atuais são aproximadamente mil vezes maiores do que a desenvolvida por eles. 


O invento mostrou-se bastante flexível e versátil, podendo ser aplicado não só a papéis, mas também a panos e plásticos - considerados materiais normalmente disponíveis e que podem ser facilmente presos a uma parede de apoio, reduzindo drasticamente os custos de instalações solares e consequentemente tornando este modelo de energia renovável mais acessível. Atualmente, as células solares impressas em papel têm eficiência de cerca de 1% - enquanto os aparelhos fotovoltaicos atuais apresentam taxas médias mundiais de 14%-  mas a equipe acredita que com adaptações e melhoria dos materiais tal eficiência possa ser significativamente ampliada.

Eletricidade já suficiente para pequenos dispositivos elétricos:


Para saber mais, clique aqui.