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sábado, 20 de dezembro de 2014

Enzima para o branqueamento da celulose

A empresa Verdartis Desenvolvimento Biotecnológico, originada de um grupo de pesquisas da USP de Ribeirão Preto, desenvolveu um novo tipo de enzima capaz de fazer o branqueamento da celulose durante o processamento da madeira para produção de papel de modo mais barato, eficiente e ecologicamente correto.

A celulose possui elementos fibrosos, como a lignina, que adquirem cor amarronzada durante o seu processamento para produção de papel. Dessa forma, para que o papel tenha a cor branca padrão, diversos compostos químicos, entre eles o dióxido de cloro, de alto custo e de difícil descarte, são necessários para a etapa de branqueamento, uma vez que quebram a lignina em moléculas menores.

Assim, as novas enzimas desenvolvidas pela Verdatis através de engenharia genética, utilizando a bactéria Escherichia coli, atuam de forma específica quebrando a lignina, necessitando de quantidades menores de dióxido de cloro para o branqueamento, o que reduz os custos do processo.

Na verdade, este tipo de enzima branqueadora de celulose já existe no mercado, porém o que difere estas enzimas já existentes da recém produzida é o seu baixo custo de produção, a sua especificidade para cada processo industrial, ou seja, a enzima é criada especificamente para o processo ao invés de modificar o processo para a enzima, e o seu  extremamente baixo lançamento de resíduos na água.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Bateria recarregável por suor humano!

A produção de energia renovável é um desafio mundial, e preocupa estudiosos do mundo inteiro, uma vez que a nossa principal fonte é o petróleo, esgotável e poluidor. Formas mais limpas e renováveis de se produzir energia estão em constante desenvolvimento, e é em cima disso que um laboratório nos Estados Unidos tem trabalhado.

A cientista Wenzhao Jia, da Universidade da Califórnia, em San Diego, descobriu um jeito um tanto quanto particular para se produzir energia "renovável". Através de uma substância que nosso corpo produz durante o exercício físico intenso, o lactato - muito semelhante ao ácido láctico -, uma biobateria acoplada à um adesivo na pele é eletricamente carregada.

É uma verdadeira inovação, pois apesar de algumas formas de o corpo humano carregar energia já
Adesivo contendo a biobateria.
existirem, esse método é o único a utilizar o suor. O que acontece no processo, é que uma enzima retira elétrons do lactato presente no suor e então gera uma pequena corrente elétrica. Voluntários conseguiram gerar cerca de  70 microwatts de energia durante 30 minutos na bicicleta ergométrica, o que já é o suficiente para carregar um relógio digital, que consome cerca de 10 microwatts.

De acordo com a pesquisadora, eles já fecharam uma parceria com uma startup de tecnologia, visando aumentar a produção de energia através dessa técnica, para que então seja introduzida no mercado. Com um futuro bem promissor, cientistas americanos dizem que a técnica poderá ser usada para carregar até mesmo smartphones!

Caso você tenha se interessado pela notícia, clique aqui para ser redirecionado para a matéria completa.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Terapia gênica no tratamento da síndrome de Hurler

Conhecida também como gargulismo ou mucopolissacaridose tipo I (MPS I), a síndrome de Hurler é uma doença genética autossômica recessiva causada pela deficiência da enzima IDUA, que ajuda na quebra de açucares presentes no organismo.

Distúrbio que causa a morte de crianças em todo mundo, a síndrome de Hurler, entre outros danos a diversos órgãos, também pode levar a doenças de articulação, deficiências intelectuais, problemas de coração, crescimento anormal dos ossos, além de características faciais peculiares.

Atualmente, são realizados tratamentos, como o transplante de medula óssea e transplante de sangue do cordão umbilical, além da terapia de reposição enzimática, o que, infelizmente, não garante a sobrevivência dos pacientes.

Entretanto, cientistas norte-americanos do Centro Médico Hospitalar para Crianças de Cincinnati e do Instituto Nacional de Doenças Neurológicas e Derrame (NINDS, em inglês), desenvolveram uma terapia gênica com o potencial de curar pacientes portadores de tal síndrome. Os pesquisadores inseriram geneticamente na medula óssea, um gene que é capaz de produzir a enzima IDUA, após introduzirem as células modificadas em ratos diagnosticados com a doença e a realização de testes, verificaram que a modificação conseguiu eliminar completamente a doença presente no organismo dos animais. Tal fato animou os cientistas, a pesar de ser necessário a realização de outros estudos para concluir se a terapia pode ser aplicada em seres humanos.