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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Transmissão de Dados Orgânica

Todo equipamento eletrônico, desde uma pilha até um tablet, funciona por meio da transmissão de elétrons (partículas muito pequenas carregadas negativamente que compõe os átomos) para gerar informações. Já o corpo humano e os demais organismos vivos transmitem informação através de prótons (partículas maiores que os elétrons, carregadas positivamente, que compõe o núcleo dos átomos) e íons (partículas maiores, formadas por átomos de diferentes elementos químicos, carregadas tanto positiva quanto negativamente).

Cientistas da Universidade de Washington, nos EUA, e da Universidade de Waterloo, no Canadá, começaram a desenvolver um dispositivo eletrônico que funcione a partir da transmissão de prótons! Esse trabalho pode revolucionar o mercado de próteses e os tratamentos para paralisias, por possibilitar a troca de informações de eletrônicos com seres vivos.

Esse protótipo é feito de quitosana, uma açúcar encontrado em crustáceos, e de silício, o que o torna ainda inviável para aplicação em humanos, porém só a possibilidade de se estabelecer uma corrente de prótons já é um avanço enorme. E os pesquisadores pretendem testar com outros materiais que não provoquem rejeições ou danos físicos em seres humanos.

Para saber mais, clique aqui!



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Veias artificiais são criadas por cientistas

Pesquisadores do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, conseguiram criar uma veia artificial a partir de uma impressora 3D. Para tanto, eles utilizaram duas técnicas: a impressão 3D e a polimerização multifóton.

A primeira técnica é realizada por impressoras 3D, capazes de gerar objetos a partir de diversos materiais. Elas aplicam o material em camadas determinadas e as unem através de radiação ultra-violeta, tudo de acorde com um design já determinado. O uso da tinta também foi importante. Foi utilizado uma mistura de polímeros sintéticos com biomoléculas, que dá ao material propriedades como flexibilidade e elasticidade. 

Mas só essa técnica não era capaz de criar os vasos artificiais, então os cientistas a uniram a outra técnica: a polimerização de dois-fótons. Nessa técnica, pulsos de laser estimulam, em determinados pontos, as moléculas do material em criação. Essas duas técnicas unidas faz com que o material final seja um sólido elástico, semelhante aos vasos humanos naturais.

Apesar dessa pesquisa ainda ser inicial, ela já possui um grande na reconstrução de tecidos humanos pois abre portas para o conhecimento de como construir órgãos sintéticos, que poderão ser utilizados para transplantes humanos, diminuindo muito a enorme fila que o mundo possui.

Fonte: INFO Online

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Células Solares - Imprima sua Energia

 A nova tecnologia desenvolvida por uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, visa a geração de eletricidade através de células solares impressas em papéis.



Apresentando uma estrutura de pequenos retângulos coloridos, formados por cinco camadas muito finas de tintas especiais através da deposição química de vapor de polímeros e em temperaturas menores a 120 graus Celsius, esta nova técnica representa uma ruptura importante com os sistemas utilizados até agora para a criação da maioria das células solares, pois, de acordo com os pesquisadores envolvidos, os custos gerados devido aos materiais utilizados e instalação dos dispositivos fotovoltaicos atuais são aproximadamente mil vezes maiores do que a desenvolvida por eles. 


O invento mostrou-se bastante flexível e versátil, podendo ser aplicado não só a papéis, mas também a panos e plásticos - considerados materiais normalmente disponíveis e que podem ser facilmente presos a uma parede de apoio, reduzindo drasticamente os custos de instalações solares e consequentemente tornando este modelo de energia renovável mais acessível. Atualmente, as células solares impressas em papel têm eficiência de cerca de 1% - enquanto os aparelhos fotovoltaicos atuais apresentam taxas médias mundiais de 14%-  mas a equipe acredita que com adaptações e melhoria dos materiais tal eficiência possa ser significativamente ampliada.

Eletricidade já suficiente para pequenos dispositivos elétricos:


Para saber mais, clique aqui.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Unindo a Biologia com a Matemática!

Nesse post, trataremos sobre um assunto que mistura a biologia com a matemática e física, com o objetivo de produzir energia limpa. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, descobriram uma forma de conseguir energia solar com a ajuda de um vírus!
A energia solar é a conversão do calor emitido pelo sol em energia elétrica, e isso acontece com a ajuda de pequenas placas que captam e armazenam esse calor, chamadas de células solares. No estudo, publicado na revista Nature Nanotecnology, as células solares possuíam estruturas microscópicas em forma de tubo, os nanotubos de carbono, para tentar aumentar a quantidade de calor convertido em energia elétrica. Apesar dos minúsculos nanotubos de carbono conseguirem aumentar a eficiência das células solares, os pesquisadores esbarravam em um problema: eles tendiam a ficar todos unidos, grudados, não cobrindo toda a extensão da célula, o que é uma grande desvantagem, pois muito calor era perdido nas partes descobertas, além de ocorrerem alguns curto-circuitos nos locais de união dos tubos.
Ai que entra a história do vírus! Um vírus, conhecido como M13, que não é perigoso para humanos, apenas para bactérias, consegue fazer com que os nanotubos de carbono fiquem nos seus devidos lugares! Isso por causa de uma proteína que interage fortemente com o carbono dos nanotubos e impede que eles se aproximem. Além disso, o vírus foi geneticamente modificado para produzir um filme de dióxido de titânio, componente da célula solar, o qual aumenta a proximidade entre o calor do sol e os nanotubos, aumentando, então, a taxa de conversão em energia elétrica.

A reportagem sobre o artigo pode ser vista, na íntegra, no site da Agência Fapesp: http://agencia.fapesp.br/13783
E, para aqueles que assinam a Nature Nanotecnology, o link do artigo completo (Virus-templated self-assembled single-walled carbon nanotubes for highly efficient electron collection in photovoltaic devices (doi:10.1038/nnano.2011.50)) é:  www.nature.com/nnano