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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Transístor de nanotubo faz exame de saúde 1.000 vezes melhor

Transístor de nanotubo faz exame de saúde 1.000 vezes melhorO grande inconveniente dessa técnica atualmente usada é que os exames levam dias, ou até mesmo semanas, para ficarem prontos. Eles também são caros, complicados e só conseguem detectar alguns tipos de proteínas de cada vez.

Transistores são os elementos fundamentais dos processadores de computador e de todos os demais circuitos integrados.
Mas eles podem fazer bem mais do que isso: por exemplo, detectar doenças. Foi o que demonstraram Mitchell Lerner e seus colegas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Eles usaram um transístor de nanotubos de carbono, um dos mais promissores para o futuro da eletrônica, para detectar quantidades ínfimas de proteínas e outras moléculas.
A maioria dos exames de saúde é baseada na identificação dos chamados biomarcadores, moléculas que passam a circular pelos fluidos corporais - como sangue, urina ou suor - quando o corpo desenvolve algum tipo de doença.
Quando essas moléculas são proteínas, como geralmente ocorre na busca de biomarcadores para os diversos tipos de câncer, usa-se uma análise chamada imuno-ensaio. Um dos imuno-ensaios mais famosos é o ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay, exame de imuno-absorvente ligado a enzimas).

Exame transistorizado
Mas tudo pode ser substituído por sensores que são essencialmente transistores de nanotubos de carbono, que podem ser fabricados a um custo de US$0,25 cada um.
Testando esses novos sensores para detectar um biomarcador do câncer de próstata (osteopontina), os pesquisadores demonstraram que eles são 1.000 vezes mais precisos do que um exame ELISA tradicional.
Isso significa que os transistores de nanotubos de carbono poderão detectar os indicadores de doença muito mais precocemente, quando a concentração dos biomarcadores é menor.
Os transistores são montados lado a lado em um chip, permitindo detectar milhares de moléculas simultaneamente.
Quando o chip é mergulhado no líquido a ser examinado, os biomarcadores ligam-se a anticorpos específicos montados sobre cada transistor, alterando suas características eletrônicas. Medindo a tensão e a corrente de cada um deles pode-se determinar com precisão a concentração das moléculas indicadoras da doença.
Isso permitirá a detecção de uma grande variedade de doenças com um único exame, facilitando a realização de exames de rastreamento para diversas doenças em postos de saúde ou no próprio consultório médico.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Transmissão de Dados Orgânica

Todo equipamento eletrônico, desde uma pilha até um tablet, funciona por meio da transmissão de elétrons (partículas muito pequenas carregadas negativamente que compõe os átomos) para gerar informações. Já o corpo humano e os demais organismos vivos transmitem informação através de prótons (partículas maiores que os elétrons, carregadas positivamente, que compõe o núcleo dos átomos) e íons (partículas maiores, formadas por átomos de diferentes elementos químicos, carregadas tanto positiva quanto negativamente).

Cientistas da Universidade de Washington, nos EUA, e da Universidade de Waterloo, no Canadá, começaram a desenvolver um dispositivo eletrônico que funcione a partir da transmissão de prótons! Esse trabalho pode revolucionar o mercado de próteses e os tratamentos para paralisias, por possibilitar a troca de informações de eletrônicos com seres vivos.

Esse protótipo é feito de quitosana, uma açúcar encontrado em crustáceos, e de silício, o que o torna ainda inviável para aplicação em humanos, porém só a possibilidade de se estabelecer uma corrente de prótons já é um avanço enorme. E os pesquisadores pretendem testar com outros materiais que não provoquem rejeições ou danos físicos em seres humanos.

Para saber mais, clique aqui!