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segunda-feira, 24 de março de 2014

Primeiros macacos quiméricos

Animais quiméricos são animais que apresentam células geneticamente diferentes, devido à fusão de células de dois ou mais embriões. O quimerismo é raro em humanos, mas pode acontecer alguns animais como gatos, cães, aves e lagostas. Em laboratório já foram feitos camundongos, coelhos e ovelhas quiméricos e agora cientistas de instituições de pesquisa em Oregon, nos Estados Unidos, criaram os primeiros macacos combinando seis diferentes genomas e os animas são saudáveis.

Para criar esses animais os pesquisadores pegaram embriões em estágio inicial de diferentes macacos-rhesus e aplicaram a mistura na fêmea. Essas células iniciais eram  totipotentes, em que podem se dividir e produzir outras células diferenciadas.


“Não podemos modelar tudo em camundongos. Se queremos passar terapias em células-tronco do laboratório para as clínicas e de camundongos para humanos, precisamos compreender o que essas células nos primatas podem ou não fazer”, afirmou Shoukhrat Mitalipov, do Centro de Pesquisa em Primatas da Oregon Health & Science University, que coordenou a pesquisa.

Para saber mais sobre a matéria clique aqui.

sábado, 15 de junho de 2013

Tratamento com células-tronco ajuda na recuperação de pacientes que tiveram AVC


A Universidade de Glasgow, na Inglaterra, realizou o primeiro teste clínico de um tratamento com células-tronco para vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), com resultados positivos.
Os participantes do estudo realizado haviam sofrido derrame de seis a cinco anos antes do início do tratamento. Eles tiveram células-tronco neurais injetadas diretamente na parte do cérebro que sofreu danos relacionados ao AVC.

De acordo com o pesquisador Keith Muir, que está liderando o estudo, os participantes não apresentaram efeitos adversos e alguns deles apresentaram uma melhora de leve à moderada nas funções cognitiva e motora. Graças a isso, houve aumento na capacidade desses pacientes de realizar tarefas cotidianas de forma independente.

Não se sabe ao certo o quanto dessa melhora se deve exclusivamente ao tratamento, ou se pode ter havido algum efeito placebo. Para avaliar a eficácia do tratamento, é necessária a realização da segunda fase dos testes clínicos, que envolverá um maior número de participantes que tenham sofrido AVC há poucas semanas. Lembrando que para a conclusão do estudo em torno de um novo tratamento é preciso que haja três fases de teste.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cientistas usam clonagem para criar célula-tronco embrionária humana pela 1ª vez


  Depois de mais de 15 anos de fracassos de cientistas de todo o mundo, biólogos finalmente criaram células-tronco humanas com a mesma técnica que produziu a ovelha clonada Dolly, em 1996. Os pesquisadores transplantaram material genético de uma célula adulta em um óvulo, cujo próprio DNA havia sido removido.

  Do experimento resultaram células-tronco embrionárias humanas, as células aparentemente mágicas que são capazes de se transformar em qualquer uma dos mais de 200 tipos de células do ser humano.
  O procedimento, informou nesta quarta-feira (15) a revista Cell, abre uma nova frente para a medicina com células-tronco, que tem sido prejudicada por desafios técnicos, bem como questões éticas.

  Até agora, as fontes mais naturais de células-tronco humanas eram embriões humanos, cuja utilização em pesquisa cria dilemas éticos. A técnica divulgada nesta quarta-feira por cientistas da Oregon Health & Science University e do Oregon National Primate Research Center, usa óvulos humanos não fertilizados. 

  Eliminar a necessidade de embriões humanos pode aumentar as tentativas de utilização de células-tronco e suas descendentes para substituir células danificadas ou destruídas por problemas cardíacos, Mal de Parkinson, esclerose múltipla, lesões na medula e outras doenças devastadoras.

Leia a notícia na íntegra aqui



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Processo de desenvolvimento do câncer

Cientistas da Universidade Livre de Bruxelas descobriram um fator que leva ao desenvolvimento de tumores malignos nas células cutâneas, segundo esses cientistas isso se deve à reprogramação celular.O estudo foi realizado no câncer basocelular, o tipo mais comum da Europa, Estados Unidos e Austrália.

Anteriormente à pesquisa, acreditava-se que o tumor era originado unicamente a partir de células-tronco mutantes, entretanto Cédric Blanpain e sua equipe demonstraram que a reprogramação de células adultas e saudáveis também poderiam gerar células cancerosas, logo os diferentes tumores deveriam assim ser originados por diferentes causas.

Os pesquisadores demonstraram também que a razão dessa reprogramação celular se deve à uma via bioquímica denominada Wnt/beta-catenina, que quando ativa transporta certas proteínas para o interior da célula que causam a reprogramação. A próxima medida a ser tomada, então, seria bloquear essa via. Os cientistas almejam a produção de um creme que impediria a ativação dessa via, impedindo a formação de tumores, que seria adicionado aos protetores solares.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Perda e ganho de material genético desafiam o uso dessas células em terapia

O neurocientista Stevens Rehen e sua equipe no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicaram na revista Frontiers in Cellular Neuroscience um artigo no qual eles discorrem e chamam a atenção para um fenômeno que atinge com frequência as células-tronco: a aneuploidia (perda ou o ganho de cromossos). A ocorrência desse evento deve exigir cautela no uso dessas células tanto em pesquisas como em potenciais terapias. 


Rehen afirma: “Embora também ocorra em organismos vivos e saudáveis, a aneuploidia observada nas células em cultura não enfrenta a pressão seletiva de mecanismos que as eliminem”, comenta Rehen, coordenador do Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias da UFRJ, onde esse tipo de célula é usado para tentar construir modelos experimentais do que ocorre em doenças neuropsiquiátricas."


Para Rehen a aneuploidia é aparentemente uma falha na divisão celular comum em órgãos que passam por fases aceleradas de desenvolvimento, como o cérebro. De modo geral, a aneuploidia é vista como indesejável porque pode levar ao desenvolvimento de doenças neurológicas e psiquiátricas e até mesmo à morte do feto. Nas células-tronco embrionárias em cultura a forma mais comum de aneuploidia é o ganho de uma cópia extra dos cromossomos 12, 17 ou 20, em geral observado em células tumorais. 

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domingo, 16 de setembro de 2012

Células-tronco recuperam movimento de ratos paraplégicos



Estudos publicados na revista Cell mostraram que tratamento com células-tronco pode recuperar movimentos de ratos paraplégicos. Na pesquisa foram utilizados ratos que sofreram, propositalmente, lesões na medula espinhal, que funciona como uma espécie de cabo de fibras, transmitindo impulsos do cérebro para o resto do corpo. Caso a medula seja lesionada, os impulsos não chegam ao seu destino, provocando a perda de movimentos. A aplicação de células-tronco fez com que os ratos voltassem a ter capacidade de movimentação nas pernas traseiras.
 
Células-tronco são aquelas que têm o potencial de se diferenciar em vários tipos de tecidos, como ósseo, sanguíneo, muscular e inclusive nervoso. Os cientistas, da Universidade da California e Universidade de Heidelberg, aplicaram células-tronco nos locais de grave lesão da medula em seis ratos e deixaram outros seis sem aplicações, sendo usados como grupo de controle. Neste caso, a maioria das células enxertadas nos ratos transformou-se em neurônios, nos quais surgiu um grande número de axônios, que são os prolongamentos que transmitem impulsos nervosos. Dessa maneira, foi possível restabelecer a ligação entre cérebro e membros, restaurando a movimentação das articulações e membros inferiores dos ratos. A pesquisa pode, futuramente, ajudar pessoas com lesões na medula a voltarem a andar.


Fonte: VEJA