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sábado, 19 de julho de 2014

Vitamina B3, usada para reduzir colesterol, traz risco de morte



Um amplo estudo internacional divulgado nessa quarta-feira revelou que a niacina, popularmente conhecida como vitamina B3, traz riscos de morte. A mesma é usada no tratamento de pessoas com colesterol alto, onde teoricamente deveria reduzir o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Um estudo feito durante quatro anos na Grã-Bretanha, China e Escandinávia, com pessoas entre os 50 e os 80 anos, com colesterol elevado, revelou não haver benefícios que se traduzissem em uma redução da taxa dos problemas citados acima.

A niacina "se associou a uma tendência crescente de morte", informou o estudo, segundo o qual o composto também se associa "um aumento significativo de efeitos colaterais graves: problemas hepáticos, excesso de infecções, sangramento excessivo, gota, perda de controle (das taxas) de açúcar no sangue, no caso dos diabéticos, e desenvolvimento de diabetes naqueles que não padeciam dela quando começou o estudo".


"Poderia ocorrer uma morte a cada 200 pessoas que tomam niacina", disse Donald Lloyd-Jones, diretor de medicina preventiva da escola de medicina da Universidade Northwestern Feinberg e do hospital Northwestern Memorial. Usuários de niacina correm um risco 9% maior de morrer, ou seja, os benefícios ficam em segundo plano.

sábado, 15 de junho de 2013

Tratamento com células-tronco ajuda na recuperação de pacientes que tiveram AVC


A Universidade de Glasgow, na Inglaterra, realizou o primeiro teste clínico de um tratamento com células-tronco para vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), com resultados positivos.
Os participantes do estudo realizado haviam sofrido derrame de seis a cinco anos antes do início do tratamento. Eles tiveram células-tronco neurais injetadas diretamente na parte do cérebro que sofreu danos relacionados ao AVC.

De acordo com o pesquisador Keith Muir, que está liderando o estudo, os participantes não apresentaram efeitos adversos e alguns deles apresentaram uma melhora de leve à moderada nas funções cognitiva e motora. Graças a isso, houve aumento na capacidade desses pacientes de realizar tarefas cotidianas de forma independente.

Não se sabe ao certo o quanto dessa melhora se deve exclusivamente ao tratamento, ou se pode ter havido algum efeito placebo. Para avaliar a eficácia do tratamento, é necessária a realização da segunda fase dos testes clínicos, que envolverá um maior número de participantes que tenham sofrido AVC há poucas semanas. Lembrando que para a conclusão do estudo em torno de um novo tratamento é preciso que haja três fases de teste.