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sábado, 12 de julho de 2014

Chip cerebral possibilita que um tetraplégico volte a mover sua mão

Pesquisadores dos Estados Unidos criaram um sistema que permitiu ao americano Ian Burkhard - paraplégico por conta de uma lesão na medula - a mover sua mão e dedos por pensamento.

O sistema que utiliza um microchip implantado ao cérebro, foi denominado Neurobridge e age fazendo com que os músculos recebam as informações diretamente do cérebro, desse modo, a parte lesionada não interfere em nada, uma vez que a informação passa direto pela lesão. E também, é algo inédito, uma vez que outros experimentos semelhantes já foram conduzidos, mas com membros robóticos, e não humanos.

No entanto, antes de o paciente poder receber o microchip em seu cérebro, foi preciso que ele utilizasse eletrodos em seu braço por alguns meses, para que os músculos que há anos já não funcionavam, fossem estimulados para que não demorassem a responder.

A equipe responsável pela pesquisa, vem trabalhando nela durante dois anos, e o americano lesionado foi o pioneiro nos testes. A operação que colocou o chip na sua cabeça, durou cerca de três horas e foi realizada em Abril deste ano, e tudo indica que essa técnica poderá vir a ser útil não só para lesões medulares, mas para casos de derrame e traumas cerebrais.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

domingo, 16 de setembro de 2012

Células-tronco recuperam movimento de ratos paraplégicos



Estudos publicados na revista Cell mostraram que tratamento com células-tronco pode recuperar movimentos de ratos paraplégicos. Na pesquisa foram utilizados ratos que sofreram, propositalmente, lesões na medula espinhal, que funciona como uma espécie de cabo de fibras, transmitindo impulsos do cérebro para o resto do corpo. Caso a medula seja lesionada, os impulsos não chegam ao seu destino, provocando a perda de movimentos. A aplicação de células-tronco fez com que os ratos voltassem a ter capacidade de movimentação nas pernas traseiras.
 
Células-tronco são aquelas que têm o potencial de se diferenciar em vários tipos de tecidos, como ósseo, sanguíneo, muscular e inclusive nervoso. Os cientistas, da Universidade da California e Universidade de Heidelberg, aplicaram células-tronco nos locais de grave lesão da medula em seis ratos e deixaram outros seis sem aplicações, sendo usados como grupo de controle. Neste caso, a maioria das células enxertadas nos ratos transformou-se em neurônios, nos quais surgiu um grande número de axônios, que são os prolongamentos que transmitem impulsos nervosos. Dessa maneira, foi possível restabelecer a ligação entre cérebro e membros, restaurando a movimentação das articulações e membros inferiores dos ratos. A pesquisa pode, futuramente, ajudar pessoas com lesões na medula a voltarem a andar.


Fonte: VEJA