quarta-feira, 18 de junho de 2014

Óculos inteligentes ajudam deficientes visuais a enxergar

Pesquisadores da Universidade de Oxford anunciaram ter conseguido grandes avanços no uso de óculos inteligentes para ajudar deficientes visuais a enxergar. Os óculos melhoram as imagens de pessoas e objetos que estejam próximos das lentes, o que dá ao usuário uma ideia mais clara do que o cerca. 

O aparelho permitiu, por exemplo, que os deficientes visuais vissem seus cães-guias pela primeira vez. Os óculos ainda são grandes e conectados a um laptop dentro de uma mochila. Mas os pesquisadores acreditam que poderão diminuir o tamanho até conseguir óculos de tamanho normal.

Até o final de 2014, os pesquisadores vão produzir um lote inicial de cem aparelhos, que serão oferecidos a pessoas cegas ou parcialmente cegas. Se este período de testes for bem-sucedido, os cientistas vão produzir mais equipamentos nos próximos anos. E, no futuro, eles esperam até diminuir o preço do aparelho para os britânicos, fazendo com que o kit todo custe o equivalente a um telefone celular.

Uma das pessoas que testou o dispositivo foi a britânica Lyn Oliver, que tem uma doença progressiva que faz com que ela tenha uma visão muito limitada. Agora com 70 anos, ela foi diagnosticada com retinite pigmentosa aos 20 anos. Ela pode ver movimentos, mas descreve a própria visão como "manchada". O cão-guia Jess ajuda Lyn a se movimentar, evitando a maior parte dos obstáculos e ameaças, mas eles geralmente não conseguem transmitir muitas informações sobre o ambiente onde estão. 

Mas agora Lyn começou a usar os óculos inteligentes, um aparelho que tem uma câmera 3D especialmente adaptada para ajudar a melhorar a visão. As imagens captadas pelos óculos são processadas em um computador e projetadas em tempo real nas lentes. Com isso, as pessoas e objetos próximos ganham mais brilho e definição.

Fonte: BBC


terça-feira, 17 de junho de 2014

Bananas modificadas geneticamente podem lidar com insuficiência de vitamina A

Bananas com mudanças genéticas podem vir a combater a mortalidade infantil em diversas áreas pobres do mundo. Pesquisadores alteraram a fruta para que ela detenha maiores quantidades de betacaroteno, substância que, dentro do organismo, é transformada em vitamina A.

Por volta de 10 quilos desta fruta, cultivados na Austrália, foram enviados ao estado americano de Iowa, onde serão conduzidos os primeiros testes com humanos. Este experimento durará cerca de seis semanas e os primeiros resultados são ainda esperados para este ano, 2014. Segundo os pesquisadores, estas bananas começarão a ser cultivadas na Uganda em 2020.

De acordo com James Dale, pesquisador da Universidade de Tecnologia de Queensland, por volta de 700.000 crianças morrem em todo o mundo e 300.000 ficam cegas devido à deficiência desta vitamina.

O projeto, com participação de cinco doutorandos de Uganda, é financiado pela fundação Bill e Melinda Gates, que já investiu 10 milhões de dólares ao longo dos nove anos desta iniciativa. Depois dos testes em Uganda, os pesquisadores acreditam que o projeto pode ser repetido em outros países como Ruanda, Quênia, Tanzânia e República Democrática do Congo.

domingo, 15 de junho de 2014

Mosquitos geneticamente modificados podem ajudar a combater a malária

Anopheles: O mosquito transmissor da maláriaA malária é provocada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles. Em uma nova iniciativa de conter esta doença, cientistas criaram mosquitos geneticamente modificados que produzem 95% de descendentes do sexo masculino, os quais não transmitem a doença e podem levar ao desaparecimento da espécie após algumas gerações.

Os mosquitos modificados receberam um gene que produz uma enzima chamada “endonuclease”, a qual fragmenta o DNA quando reconhece uma sequência específica. Nesse caso, a enzima ataca os cromossomos X durante a formação do espermatozoide, ocasionando um número mínimo de espermatozoides funcionais com esse cromossomo. Como a maior parte dos espermatozoides carregará o cromossomo Y, a maior parte dos descendentes gerados será macho.

Por ser uma alteração genética, essa predisposição a desenvolver espermatozoides Y é passada para parte dos descendentes de cada mosquito modificado, até que o número de fêmeas nas populações seja extremamente reduzido.
No entanto, a iniciativa desperta a preocupação de ambientalistas. A preocupação é para o impacto desconhecido de animais geneticamente modificados no equilíbrio da biodiversidade. . Eles argumentam que se uma espécie de mosquito for eliminada de uma região, isto abriria a oportunidade para uma espécie concorrente — e potencialmente perigosa — ocupar seu nicho.



sábado, 14 de junho de 2014

Cientistas criam bactéria que come o CO2 do ar

Cientistas da Universidade da Geórgia introduziram cinco genes de uma bactéria subaquática, Metallosphaera sedula, em uma bactéria que vive dentro de vulcões submarinos chamada de Pyrococcus furiosus. A partir dessa experiência, criou-se uma criatura que é capaz de alimentar-se de CO2.

A vantagem dessa bactéria transgênica sob as plantas é que elas se multiplicam mais rápido, podendo absorver mais CO2 do ar. "Agora podemos retirar o gás diretamente da atmosfera, sem ter de esperar as plantas crescerem", diz o bioquímico Michael Adams, autor do estudo.

A ideia é criar usinas de absorção de CO2, onde este microrganismo seria criado em grande escala, para frear o aquecimento global. Além disso, poderia aproveitar o metabólito secretado, o ácido 3-hidroxipropiônico, para fazer acrílicos por exemplo.

No entanto, caso essa bactéria se reproduza de forma descontrolada, ela pode consumir CO2 em excesso e esfriar demais a atmosfera, podendo ocasionar uma era glacial. A segurança natural contra essa problemática é a restrição de 70ºC para a bactéria conseguir absorver o CO2, temperatura que só poderia ser mantida artificialmente nas usinas. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Terapia gênica no tratamento da síndrome de Hurler

Conhecida também como gargulismo ou mucopolissacaridose tipo I (MPS I), a síndrome de Hurler é uma doença genética autossômica recessiva causada pela deficiência da enzima IDUA, que ajuda na quebra de açucares presentes no organismo.

Distúrbio que causa a morte de crianças em todo mundo, a síndrome de Hurler, entre outros danos a diversos órgãos, também pode levar a doenças de articulação, deficiências intelectuais, problemas de coração, crescimento anormal dos ossos, além de características faciais peculiares.

Atualmente, são realizados tratamentos, como o transplante de medula óssea e transplante de sangue do cordão umbilical, além da terapia de reposição enzimática, o que, infelizmente, não garante a sobrevivência dos pacientes.

Entretanto, cientistas norte-americanos do Centro Médico Hospitalar para Crianças de Cincinnati e do Instituto Nacional de Doenças Neurológicas e Derrame (NINDS, em inglês), desenvolveram uma terapia gênica com o potencial de curar pacientes portadores de tal síndrome. Os pesquisadores inseriram geneticamente na medula óssea, um gene que é capaz de produzir a enzima IDUA, após introduzirem as células modificadas em ratos diagnosticados com a doença e a realização de testes, verificaram que a modificação conseguiu eliminar completamente a doença presente no organismo dos animais. Tal fato animou os cientistas, a pesar de ser necessário a realização de outros estudos para concluir se a terapia pode ser aplicada em seres humanos.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cana-de-açúcar transgênica suporta escassez de potássio


  Diversos cientistas pesquisam para desenvolver os mais diferentes transgênicos, para que uma planta consiga crescer em um ambiente totalmente inapropriado. Sendo um ambiente inapropriado o que apresenta inúmeras condições adversas como resistência ao estresse hídrico (pouca disponibilidade de água) e a solos com alta salinidade, nos quais um organismo geneticamente modificado (OGM) cresce onde essa atividade não é possível. 
  No caso da cana-de-açúcar, um dos fatores mais restritivos a seu cultivo é a baixa disponibilidade de potássio(K) no solo. O nutriente é responsável pela produtividade da planta e também pela resistência a doenças e pestes. Dois genes, o CBL9 e o CIpK23, atuam na absorção do potássio pelas raízes.
  No estudo publicado no Plant Omics Journal (POJ) cientistas introduziram três sensores de sinalização da Arabidopsis thaliana(É uma planta com flor, de pequenas dimensões, nativa da Europa e Ásia. Herbácea da família das Brassicaceae, a que também pertence a mostarda. É um dos organismos modelo para o estudo de genética, em botânica, tendo um papel semelhante ao da drosófila, noutros tipos de pesquisa genética. Foi a primeira planta cujo genoma foi completamente sequenciado), isto resultou num incremento de 31% no conteúdo de potássio das variedades transgênicas plantadas.
  A avaliação também foi feita em cultura hidropônica, com um aumento de 35% no conteúdo do nutriente se comparado às espécies não transgênicas. Mesmo sob condições de pouca disponibilidade de potássio, a cana GM apresentou raízes mais longas, plantas com maior peso, e maior peso seco.

domingo, 1 de junho de 2014

Brasileiros descobrem vírus gigante na Amazônia

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Universidade Aix-Marseille, na França descobriram nas águas do Rio Negro, na Amazônia, um vírus gigante. O mesmo foi batizado de Samba e é o maior vírus identificado no país, tendo doze vezes o tamanho do vírus da dengue e cem vezes mais material genético.

A pesquisa se baseou em coletar amostras, analisá-las em laboratório, depois isolar o vírus em uma ameba para que este pudesse se reproduzir, já que para isso necessita parasitar outros organismos.

"O Rio Negro é um meio ácido, diferente de outros rios", disse Jônatas Abrahão, professor de virologia da UFMG, dando uma possível explicação para o surpreendente tamanho do Samba e sua quantidade elevada de material genético necessária para a adaptação do vírus a esse rio.

Mais curiosidades a respeito dessa descoberta são a capacidade do vírus de codificar mil proteínas e a composição do mesmo por 1,2 milhão de pares de bases de DNA.

Contudo, ainda não se foi definido se o vírus é um risco à saúde humana. O professor salientou que o tamanho e a complexidade do Samba não o tornam necessariamente mais perigoso.

Os cientistas também anunciaram a descoberta de um vírus batizado de Rio Negro, que infecta o Samba. Por essa característica, o Rio Negro é classificado como um virófago, nome dado a um vírus que parasita outro. Ele é capaz de diminuir a multiplicação do Samba e provocar defeitos de formação nos "descendentes".

Para ver a reportagem na íntegra clique aqui.