Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Evite o desperdício de Água

         Atualmente, o estado de São Paulo enfrenta um sério problema quanto ao abastecimento de água na capital e em outras cidades. Isso se deve as mudanças climáticas que tem resultado em baixos níveis de chuva, em nível bem abaixo do esperado, assim a água não é reabastecida nas represas e outros sistemas hídricos. Pensando nesse cenário de crise, seguem algumas dicas que contribuem para evitar o desperdício de água.

         O controle da quantidade de litros de água gastos em atividades habituais é essencial no momento de hoje. Começando pelas atividades que envolvem a higiene pessoal, pesquisas indicam que fechar o chuveiro para se ensaboar pode economizar até 132 litros de água, enquanto fechar a torneira para escovar os dentes pode economizar até 20 litros. Além disso, vasos sanitários que possuem caixa de descarga acoplada podem economizar até 27 litros de água por descarga.

        Lembre-se também de economizar a água durante outras atividades, como ao lavar louça, o carro, calçada, jardim e ao lavar roupas. Ao lavar a louça, fechar a troneira no momento de ensaboar pratos e talheres pode economizar 105 litros de água. Para lavar roupa, indica-se que deixe as roupas acumularem para que ao serem lavadas, gastem a mesma quantia de água para um número grandes de roupas. Também, aconselhasse que a aguá desperdiçada após a lavagem possa ser armazenada e usada para lavar quintais e calçadas, evitando assim que se consuma água para tal atividade. Vale lembrar que 30 minutos de mangueira ligada equivale ao desperdício de 560 de litros d'água, portanto evite seu uso. Baldes e rodo são os melhores métodos para se limpar  a casa e evitar um grande desperdício de água.

        Por fim, é sempre bom consertar todo e qualquer tipo de vazamento de água o mais rápido possível. Por exemplo, uma simples torneira mal fechada pode desperdiçar até 46 litros de água por dia e caso ela esteja vazando um filete de água (equivalente a um mililitro) pode desperdiçar 2.000 litros de água por dia. Evite qualquer tipo de desperdício e tente conscientizar as pessoas próximas, só assim pode-se amenizar a atual crise da água que o estado passa.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Curiosidades: Ultrassom para ossos e metais

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desenvolveram um modo que permite com que o ultrassom penetre nos ossos e até mesmo em metais. Eles fizeram isto utilizando metamateriais (material produzido artificialmente com propriedades físicas não encontradas comumente na natureza) especiais, criados por eles mesmos, que anulam o efeito de distorção causado pelas características físicas dos ossos e dos metais.

De acordo com as simulações feitas por esta equipe de pesquisadores, 28% da energia das ondas de ultrassom passam por um osso. Quando o metamaterial é disposto sobre o osso, 88% da energia das ondas passa sobre eles.

Este é um grande feito que pode mudar a forma como os exames médicos são realizados, assim como pode ser também utilizado para aplicar energia em tumores cerebrais ou localizados dentro de ossos, queimando-os. Exames de ultrassom poderão também ser utilizados para checar peças de metal, como as de aviões.

A equipe trabalha agora na fabricação de protótipos de metamateriais que se adaptem bem à aplicações médicas e para o uso industrial.

Saiba mais aqui

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Curiosidades: Braço prostético controlado pela mente agora uma realidade

Um sueco foi a primeira pessoa no mundo a receber um braço prostético controlado diretamente pela mente. Essa prótese interage diretamente com osso, músculo e nervos e está em fase de testes desde Janeiro de 2013, mas somente agora os seus estudos foram revelados. 

foto: Reprodução/CNET
A técnica responsável por esta novidade é chamada de osseointegração, e consiste de implantar e fixar a prótese de titânio no osso, conectando eletrodos diretamente aos nervos e músculos, possiblitando a rápida leitura e resposta dos sinais elétricos provenientes do cérebro para o braço. De acordo com o pesquisador que lidera esta criação, Max Ortiz Catalan, da Chalmers Universidade de Tecnologia, Suécia, isso cria uma "relação íntima entre corpo e máquina; entre biologia e mecatrônica".

Há outras próteses robóticas sofisticadas no mercado, mas elas utilizam eletrodos menos invasivos, que ficam sobre a pele do usuário, limitando o que elas podem fazer. Esta, por ser totalmente interna, sofre menos interferências de sinais elétricos provenientes de outros locais do corpo, garantindo melhor estabilidade e controle. O sueco que a utiliza, inclusive, segue sua rotina normal como motorista de caminhão desde que passou pela cirurgia, carregando peso e lidando com máquinas.  

O próximo passo agora é desenvolver tato. Enquanto a maior parte da informação segue do cérebro para a prótese, os eletrodos implantados nos nervos também podem enviar dados da prótese para o cérebro, e é nisso que os pesquisadores estão agora trabalhando. 

Para saber mais, clique aqui

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Curiosidades: Cientistas criam bactéria para produzir um biocombustível renovável

Uma equipe internacional de pesquisadores projetou com sucesso uma bactéria intestinal comum para produzir propano renovável. No momento eles só podem produzir pequenas quantidades,mas, se o desenvolvimento for ampliado para um processo comercialmente viável, então um dia ele poderia potencialmente levar a uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis.

Propano já é produzido como um produto durante o processamento do gás natural e de refinação de petróleo, mas estes recursos são finitos. Por isso, os pesquisadores precisam encontrar uma maneira de produzi-lo sem recorrer ás reservas fósseis, que é o que pesquisadores do Imperial College London e da Universidade de Turku têm vindo a trabalhar.



Os cientistas demonstraram com sucesso que é possível gerar propano usando este processo no momento em que esta, apesar do processo ainda produzir pequenas quantidades do combustível, dessa forma, a comercialização do produto ainda não pode ocorrer, devido a necessidade de produção muito maior do que se pode fornecer atualmente . 

De acordo com o pesquisador-chefe Patrik Jones , eles não tem certeza no momento com que precisão as moléculas de combustível são feitas. No entanto, novas pesquisas que estão atualmente em curso devem lançar luz sobre o processo. Jones prevê que eles poderiam obter um processo comercialmente viável em cerca de 5-10 anos. Em última análise, eles gostariam de usar este sistema em bactérias fotossintéticas, o que significa que eles poderiam converter energia solar em biocombustíveis.

Caso queira saber mais sobre a matéria, clique aqui (conteúdo em ingles)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Curiosidades: Engenharia do crescimento ósseo

Segundo Anne Trafton do Escritório de Notícias do MIT (Massachusetts Institute of Technology) no dia 18 de Agosto de 2014, andaimes de tecidos revestidos podem ajudar no crescimento ósseo para reparar lesões ou defeitos congênitos. Elaborado por uma equipe de engenheiros químicos que conseguiram desenvolver um novo andaime de tecido revestido que poderá ser implantável com fatores de quando aplicado a lesões ósseas ou defeitos, este andaime revestido induz o organismo a formar rapidamente um novo osso que parece e se comporta exatamente como o tecido original.
Esse andaime revestido poderia oferecer uma melhoria dramática em relação ao tratamento em vigor de lesões ósseas que envolvem um transplante de osso a partir de uma outra parte do corpo do paciente(sendo esse um processo doloroso e não muito eficiente). Segundo Nisarg Shah, autor principal do artigo da pesquisa "Tem sido um problema médico realmente desafiador, e nós temos tentado fornecer uma maneira de resolver esse problema". Como ocorre o crescimento ósseo Dois dos fatores de crescimento ósseo mais importantes são o fator de crescimento derivado de plaquetas(PDGF) e  proteína morfogenética óssea 2(BMP-2). Como parte da cascata de cicatrização natural PDGF é um dos primeiros factores libertados imediatamente após uma lesão do osso, tais como fracturas. Depois de PDGF parece, outros fatores, incluindo BMP-2, ajudam a criar o ambiente certo para a regeneração óssea, recrutando células que podem produzir ossos e formação de uma estrutura de apoio, incluindo vasos sanguíneos. Os esforços para tratar a lesão óssea com estes factores de crescimento têm sido dificultado pela incapacidade para libertá-los de forma eficaz e controlada. 
Quando grandes quantidades de factores de crescimento são entregues muito rapidamente e são rapidamente eliminadas do local de tratamento de modo que eles possam ter um menor impacto na reparação de tecidos, e também podendo induzir efeitos colaterais indesejados. Esse processo leva tempo, portanto o ideal seria os fatores de crescimento seria liberado lentamente ao longo de vários dias ou semanas. Para conseguir isso, a equipe do MIT criou uma folha de andaime muito fina, porosa revestido com camadas de PDGF e BMP. Usando uma técnica chamada camada-por-camada do conjunto, que em primeiro lugar a folha revestida com cerca de 40 camadas de BMP-2; em cima do que são mais 40 camadas de PDGF. Isto permitiu que o PDGF a ser libertada de forma mais rápida, junto com uma libertação mais sustentada de BMP-2, que imita os aspectos da cura natural. Segundo Nicholas Kotov, professos de engeharia química da Universidade de Mighigan,"Esta é uma grande vantagem para a engenharia de tecidos para ossos, por causa da liberação de proteínas de sinalização tem que ser lento e tem que ser agendada". A folha de andaime tem cerca de 0,1 milímetros de espessura; uma vez que os revestimentos do fator de crescimento são aplicados, os andaimes podem ser cortados a partir da folha por encomenda, e no tamanho adequado para implantação num ferimento ou defeito ósseo. 
Reparação Eficaz
Os pesquisadores testaram o andaime em ratos com um defeito crânio grande o suficiente ( cerca de 8 milímetros de diâmetro) que não podia curar-se. Após o andaime ter sido implantado, os fatores de crescimento foram liberados em taxas diferentes. O PDGF, libertado durante os primeiros dias após implantação ajudou a dar início à cascata de cicatrização de feridas e na mobilização de células percursoras diferentes para o local da ferida. Estas células são responsáveis ​​pela formação de novos tecidos, incluindo vasos sanguíneos, estruturas vasculares de apoio, e osso. Além disso o BMP, libertado mais lentamente, em seguida, em algumas destas células imaturas para tornar os osteoblastos, responsável pela produção do osso. Quando ambos os fatores de crescimento foram utilizados em conjunto, essas células geraram uma camada de osso, assim que completaram duas semanas após a cirurgia, tornou-se indistinguível de um osso natural em sua aparência e as propriedades mecânicas, dizem os pesquisadores.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Curiosidades: Organismos sintéticos podem ajudar na colonização de Marte

De acordo com o geneticista Craig Venter, em uma palestra dada no evento TEDx NASA@Sillicon Valley, formas de vida artificiais que lidam com o gás carbônico já estão em produção. A equipe do biólogo está tentando desenvolver células que conseguem usar o gás carbônico para produzir alimento, combustível, plástico e outros produtos. Além do grande impacto na Terra, Ele acredita que os organismos poderão fazer de Marte um lugar menos inóspito, transformando a fina atmosfera do planeta vermelho, formada basicamente por CO2.

A equipe criou o primeiro organismo sintético do mundo. Os biólogos construíram o genoma da bactéria Mycoplasma mycoides de muitas unidades pré-montadas de DNA. Em seguida, eles transplantaram o genoma na célula de uma espécie semelhante que havia sido esvaziada do seu próprio genoma. A bactéria “hospedeira” logo começou a funcionar e reproduzir-se como uma ocorrência natural de M. mycoides faria.

“A criação de formas de vida novas poderia ajudar a resolver alguns dos problemas fundamentais do mundo, como fornecimento suficiente de energia, alimentos, água potável e medicamentos”, argumenta Venter e afirma que sua prioridade é exatamente essa: utilizar a vida sintética para ajudar a resolver esses grandes problemas na Terra. Nosso planeta, afinal, deve adicionar sua sétima bilionésima pessoa em apenas alguns meses, e o crescimento da população não vai parar por aí. Para alcançar esse objetivo, a empresa de Venter, Synthetic Genomics, está tentando desenvolver algas sintéticas que produzem biocombustíveis de forma barata e eficiente.

Vender ainda diz que os benefícios da vida sintética não tem que ser restritos ao nosso planeta. Enquanto organismos artificialmente feitos poderiam ajudar a conter o avanço das mudanças climáticas na Terra, em Marte eles poderiam fornecer os blocos de construção da vida, utilizando matérias-primas da própria atmosfera do Planeta Vermelho.  

O que você acha ? Segundo o geneticista, basta usar sua imaginação para mudar o futuro.



terça-feira, 17 de junho de 2014

Bananas modificadas geneticamente podem lidar com insuficiência de vitamina A

Bananas com mudanças genéticas podem vir a combater a mortalidade infantil em diversas áreas pobres do mundo. Pesquisadores alteraram a fruta para que ela detenha maiores quantidades de betacaroteno, substância que, dentro do organismo, é transformada em vitamina A.

Por volta de 10 quilos desta fruta, cultivados na Austrália, foram enviados ao estado americano de Iowa, onde serão conduzidos os primeiros testes com humanos. Este experimento durará cerca de seis semanas e os primeiros resultados são ainda esperados para este ano, 2014. Segundo os pesquisadores, estas bananas começarão a ser cultivadas na Uganda em 2020.

De acordo com James Dale, pesquisador da Universidade de Tecnologia de Queensland, por volta de 700.000 crianças morrem em todo o mundo e 300.000 ficam cegas devido à deficiência desta vitamina.

O projeto, com participação de cinco doutorandos de Uganda, é financiado pela fundação Bill e Melinda Gates, que já investiu 10 milhões de dólares ao longo dos nove anos desta iniciativa. Depois dos testes em Uganda, os pesquisadores acreditam que o projeto pode ser repetido em outros países como Ruanda, Quênia, Tanzânia e República Democrática do Congo.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cana-de-açúcar transgênica suporta escassez de potássio


  Diversos cientistas pesquisam para desenvolver os mais diferentes transgênicos, para que uma planta consiga crescer em um ambiente totalmente inapropriado. Sendo um ambiente inapropriado o que apresenta inúmeras condições adversas como resistência ao estresse hídrico (pouca disponibilidade de água) e a solos com alta salinidade, nos quais um organismo geneticamente modificado (OGM) cresce onde essa atividade não é possível. 
  No caso da cana-de-açúcar, um dos fatores mais restritivos a seu cultivo é a baixa disponibilidade de potássio(K) no solo. O nutriente é responsável pela produtividade da planta e também pela resistência a doenças e pestes. Dois genes, o CBL9 e o CIpK23, atuam na absorção do potássio pelas raízes.
  No estudo publicado no Plant Omics Journal (POJ) cientistas introduziram três sensores de sinalização da Arabidopsis thaliana uma planta com flor, de pequenas dimensões, nativa da Europa e Ásia. Herbácea da família das Brassicaceae, a que também pertence a mostarda. É um dos organismos modelo para o estudo de genética, em botânica, tendo um papel semelhante ao da drosófila, noutros tipos de pesquisa genética. Foi a primeira planta cujo genoma foi completamente sequenciado), isto resultou num incremento de 31% no conteúdo de potássio das variedades transgênicas plantadas.
  A avaliação também foi feita em cultura hidropônica, com um aumento de 35% no conteúdo do nutriente se comparado às espécies não transgênicas. Mesmo sob condições de pouca disponibilidade de potássio, a cana GM apresentou raízes mais longas, plantas com maior peso, e maior peso seco.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Curiosidades: a luz do vaga-lume



A luz do vaga-lume é um processo natural, que os cientistas chamam de bioluminescência. A luz destes besouros luminosos é produzida a partir de uma reação química com muita energia. Essa energia química é convertida em energia luminosa, sem que haja produção de calor. Por isso, a luz do bicho é fria, e ele não se aquece quando a emite.

A reação química que acontece no corpo do inseto é chamada de oxidação biológica. Existem quatro substâncias fundamentais para o organismo do vaga-lume emitir luz: oxigênio, o combustível (ou substrato) luciferina, a enzima chamada luciferase, e o ativador trifosfato de adenosina (ATP). Todos os seres vivos possuem ATP, que é a principal fonte energética usada pelo metabolismo das células. No caso dos vaga-lumes, essa energia é usada para emissão de luz.

O processo começa quando uma parte do oxigênio que o inseto respira é enviada para dentro de células especiais chamadas fotócitos. Nestas células, a enzima luciferase ativa a luciferina com a energia do ATP e em seguida  insere o oxigênio para oxidar a molécula de luciferina. Esta reação luciferina/ATP/oxigênio, catalisada pela luciferase, produz uma molécula de oxiluciferina no estado fluorescente.

A reação da luciferina com oxigênio na presença da luciferase e do ATP só ocorre dentro dos fotócitos. Juntas, essas células especiais formam um tecido chamado lanterna, que é banhado de terminais de traqueias, que conduzem o oxigênio inspirado, e está conectado por neurotransmissores ao cérebro do bicho. Assim, o vaga-lume só se acende quando quiser.



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Curiosidades: barata ciborgue à venda



A Backyard Brains, companhia situada em Michigan e que objetiva levar ciência para um público comercial, desenvolveu um dispositivo que permite o controle via Bluetooth dos movimentos de uma barata de verdade. E, não parando por aí, a empresa começa a vender a “BarataRobô” em novembro desse ano. De acordo com os criadores, a intenção das vendas é popularizar a neurociência e ensinar neurotecnologia e eletrônica. 

Os cofundadores Greg Gage e Tim Marzullo desenvolveram um circuito que pode ser implantado em uma barata, numa cirurgia onde um fio será inserido na antena do animal permitindo que o sistema se comunique diretamente com os neurônios através de pequenos impulsos elétricos. Como as descargas elétricas produzidas são pequenas, a barata não chega a sentir dor, sendo o sinal interpretado como uma reação natural, como desviar de obstáculos.

Falando dos benefícios dessa invenção, Marzullo diz que a ideia é que até mesmo jovens cursando o ensino médio já comecem a se familiarizar com o assunto e aprender sobre os sinais elétricos no cérebro e sobre microcircuitos estudando o próprio aparelho.

Depois de algum tempo, a barata se acostuma com os estímulos e passa a ignorá-los, o que abre a possibilidade de estudar a adaptação e o hábito causado por sinais elétricos frequentes. A partir desse ponto o ciborgue chega ao fim, e a barata pode viver normalmente.

O kit da “BarataRobô” custa cerca de R$220 e contém o dispositivo acoplado às asas, três eletrodos, uma bateria e um aplicativo gratuito, atualmente disponível para iPhones.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Curiosidades: falsa memória



Uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu criar, pela primeira vez, falsas lembranças no cérebro de ratos, abrindo caminho para entender este misterioso processo neurológico entre os humanos. Segundo Susumu Tonegawa, do Massachusetts Institute of Technology, o método supõe reconhecer as células do cérebro que se alteram, física e quimicamente, durante a formação da lembrança, o que se conhece como 'engrama'.

"O mecanismo neuronal do cérebro para recuperar estas lembranças é o mesmo, não importa se a recordação é falsa ou verdadeira", explica Tonegawa. Os cientistas conseguiram identificar as células para lembranças específicas no hipocampo cerebral de ratos modificados geneticamente e programar o engrama para responder a impulsos de luz, com uma técnica conhecida como optogenética.

No experimento, os pesquisadores estimularam a criação de uma memória negativa nos camundongos. Eles foram colocados em uma câmara onde foram atingidos por eletrochoques leves. Dessa forma, passaram a associar o local com a sensação de medo. No momento da formação dessa memória ruim, as células envolvidas no processo puderam ser identificadas e ‘marcadas’ na presença de luz, graças às proteínas sensíveis à luz introduzidas pelo procedimento de engenharia genética.

Os camundongos foram então colocados em outra câmara, totalmente diferente da primeira e que, por isso, não provocou a sensação de medo. Tempos depois, os cientistas jogaram luz sobre o hipocampo dos animais, ativando aquelas células envolvidas no processo de formação da memória de medo. Nesse momento, os camundongos “congelaram” de medo, reação que teriam caso entrassem na câmara onde receberam os choques.

Foi possível perceber que a lembrança dessa falsa memória atingiu os mesmos centros de medo que a memória real havia atingido anteriormente.