Mostrando postagens com marcador diario. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diario. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de janeiro de 2015

Diario de um Engenheiro: Novo implante pode curar paralíticos


Com o avanço da ciência, novas tecnologias são criadas para o bem e o melhoramento da vida, dessa forma, um grupo de cientistas franceses criaram uma prótese capaz de tratar a paralisia em ratos, dando a eles a capacidade de voltarem a andar depois de algumas semanas de treinamento.

A prótese é maleável, sendo capaz de ser implantada na espinha e não causar desconforto aos pacientes, ainda em período de testes, indica um novo tratamento para pessoas que sofrem com a paralisia.



O implante se chama “E-Dura” e sua eficácia se deve a sua maleabilidade a qual imita o tecido mole que fica ao redor da espinha. A grande dificuldade dos cientistas por um grande tempo foi encontrar um material que pudesse ser maleável, como a espinha é um lugar sensível, qualquer implante  que fosse um pouco rígido poderia inflamar e ferir a espinha e é essa a diferença do E-Dura. O dispositivo é flexível o suficiente para ser inserido na medula espinhal pois imita as propriedades mecânicas do tecido vivo, além disso, fornece impulsos elétricos e drogas que ativam as células.
Para mais informações sobre o assunto, clique aqui

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Diário de um Engenheiro: Mars One, uma viagem sem volta


Como todo bom engenheiro, devemos sempre ficar informados e atualizados sobre diversos assuntos, assim, fugiremos um pouco do tema de biotecnologia nessa postagem (mas ainda assim voltados a engenharia) e iremos para outro campo, a astronomia e a viagem espacial. 

A muito tempo se debate a ideia da possível viagem do homem para outros planetas , mas cada vez mais, essa ideia se aproxima da realidade. Muitas pessoas sabem que o planeta que oferece as maiores chances de sobrevivência para o homem, fora a terra, é Marte, dessa forma, criou-se o projeto Mars One , o qual tem como objetivo fazer uma viagem apenas de ida á marte para a colonização do planeta vermelho.

Os futuros astronautas da missão serão escolhidos em 4 etapas:
Na primeira, a seleção é feita com base no currículo, carta de intenção e vídeo enviado pelo candidato.
Na segunda fase, os candidatos devem apresentar atestado médico e físico e se encontrarão com comitês regionais da missão para entrevistas.
Na terceira etapa, o processo passa para o nível nacional, de onde sairá um candidato por país selecionado. Essa etapa será transmitida pela TV e internet em cada país participante e o público desses países decidirá o próprio representante dentre um grupo de 20 a 40 candidatos por nação.

Na etapa final, os candidatos restantes, que precisam se comunicar bem em inglês, participarão de um evento transmitido pela TV em todos os países participantes para selecionar apenas 24 astronautas.

Viagem sem volta a Marte
Todo esse cuidado se deve as diversas condições difíceis do planeta vermelho, tal como a temperatura que pode chegar até -60º C, raios cósmicos, falta d’agua, ar irrespirável etc. Além disso, por ser uma viagem apenas de ida, é necessário que o viajante tenha uma boa socialização, para que não comprometa tanto a si mesmo quanto os outros pela limitação de pessoas no planeta.

Está previsto para que em 2018 um robô seja enviado ao planeta para começar a preparar o local e as condições para os astronautas e em 2023 o projeto pretende levar os viajantes para o planeta vermelho.

A viagem para Marte será um passo gigantesco para a humanidade, principalmente se o projeto der totalmente certo, será um marco histórico  e possibilitará grandes avanços para nós. Talvez com a conclusão do projeto, muitas perguntas sejam respondidas, mas provavelmente, muito mais perguntas a respeito do homem surgirão. 

Mas e você, o que acha sobre todo o projeto Mars One e sobre a viagem do homem a Marte? De a sua opinião nos comentários e, caso queira saber mais detalhes do projeto entre aqui ou no site oficial da Mars One.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Diário de um Engenheiro: doenças neurodegenerativas - doença de Parkinson

A doença de Parkinson, ou mal de Parkinson, atinge geralmente os idosos acima de 60 anos. Entretanto, a doença também acomete pessoas com idade inferior e em raros casos, antes dos 40 anos. Caracteriza-se principalmente por uma desordem motora progressiva, devido à degeneração e morte celular dos neurônios secretores de dopamina na substancia negra (componente do sistema motor), que controla/ajusta a transmissão dos comandos dos movimentos (vindos do cérebro e indo para os órgãos efetores, como músculos), sendo uma doença degenerativa do sistema nervoso central.  
Com o nível de dopamina reduzido, essa condução dos sinais fica prejudicada, comprometendo principalmente a parte motora, além de prejudicar outras funções que necessitam da dopamina.

É uma doença primária, idiopática, ou seja, sem causa óbvia da morte dos neurônios. Foi descrita pela primeira vez pelo médico inglês James Parkinson em 1817 (“Um ensaio sobre a Paralisia Agitante”), que posteriormente viria a ser homenageado com o seu nome “Parkinson”.

As principais manifestações clínicas são o tremor de repouso, rigidez muscular, bradicinésia/acinésia (lentidão/muita dificuldade do movimento voluntário) e instabilidade postural (prejudica equilíbrio e coordenação), podendo ser acompanhadas por outros sintomas não motoras, como diminuição da memória, distúrbios do sistema nervoso autônomo, alterações psíquicas, por exemplo. O quadro costuma ter um início lento e gradual, podendo ser limitado a uma metade do corpo e ao passar do tempo se manifestar em ambos os lados (geralmente de forma assimétrica dos sintomas nos 2 lados).

A doença de Parkinson e parkinsonismo não são sinônimos, pois este designa várias doenças com causas diferentes, mas que possuem em comum os sintomas parkinsonianos, já citados acima, sendo necessário a presença de pelo menos 2 deles. A doença de Parkinson é a forma mais frequente de parkinsonismo.

O diagnóstico da doença de Parkinson baseia se nas manifestações clínicas, o que pode levar a diagnósticos errados, visto que existem outras doenças com sintomas parecidas (parkinsonismo), e atrasar o tratamento. O auxílio no diagnóstico mais importante é a resposta à levodopa (precursora da dopamina), pois para quem está com a doença de Parkinson, essa resposta é quase sempre satisfatória.

Tratamento
É importante ressaltar que, apesar da busca de terapias capazes de retardar ou parar a degeneração de neurônios dopaminérgicos, ainda não há um tratamento definitivo. Os procedimentos apresentados a seguir não afetam o progresso da doença, mas visam à melhora nos sintomas.
O tratamento pode ser dividido em: farmacológicos; não farmacológicos; procedimento cirúrgico.

◆  Os fármacos visam principalmente o aumento do nível de dopamina.
Levodopa – aumenta o nível de dopamina, pois é um precursor da dopamina.
Mais comumente utilizada em associação com inibidores de dopa-descarboxilase periférica, para diminuir a dose administrada de levodopa. Ao longo prazo, a levodopa provoca a flutuação motora (encurtamento do efeito e/ou mudanças bruscas no estado de mobilidade) e discinesia (movimentos involuntários).
Anticolinérgicos – diminui o nível de acetilcolina cerebral em busca do equilíbrio com a dopamina (baixo nível).  Mais eficaz para tremor e rigidez, tendo atuação desprezível sobre acinesia. Uso limitado devido aos efeitos colaterais (alucinação, sonolência, confusão mental, turvação visual entre outros).
Agonista dopaminérgicos – atuam estimulando a secreção de dopamina nos receptores dos neurônios secretores de dopamina. Menos potente que a levodopa, mas mais potente que os outros. Administração em dose baixa para não desenvolver intolerância.
Inibidor da catecol-o-metil transferase (uso associado à levodopa):
Selegina – inibe irreversivelmente a enzima monoaminoxidase B, que degrada a dopamina. Outro mecanismo plausível seria a metabolização em derivados que podem ter atividade antiparkinsoniana (neuroprotetor). Geralmente para sintomas mais leves.
Amantadina – é um agente antiviral com ação ainda não totalmente esclarecida, mas há evidências de aumentar a liberação da dopamina. Possivelmente ação bloqueadora de receptores N-metil-D-aspartado, que na teoria facilita a transmissão de dopamina no estriado.

◆  A terapia não farmacológica pode minimizar alguns sintomas e/ou complicações.
A fisioterapia e terapia ocupacional são interessantes especialmente para os pacientes com instabilidade para andar e postural, pois trabalha para melhoria da força muscular, coordenação e equilíbrio.
Como a diminuição do volume da voz e a disartria (má coordenação dos músculos da fala) são frequentes, a fonoterapia também pode ser uma terapia que ajuda a minimizar desconfortos.
As alterações psíquicas acompanhadas, seja pelas mudanças neuroquímicas (redução dopamina), ação dos medicamentos ou mesmo a dificuldade decorrente do transtorno motor, podem levar à depressão ou algum transtorno psíquico. Assim, o tratamento psicológico também tem um papel importante para que o paciente e também seus familiares não deixem de ter qualidade de vida.
A dificuldade de executar movimentos além da dificuldade de deglutição junto com a motricidade gástrica afetada, muitas vezes, leva à desnutrição e perda de peso. Assim a alimentação também deve ser levada em consideração, para deixar em bom estado nutricional, sem esquecer da interação que pode ocorrer com o fármaco administrado no tratamento.

  Procedimento cirúrgico
É observado um interesse maior no tratamento cirúrgico numa fase avançada, quando ocorrem complicações motoras graves e que as alternativas farmacológicas não teve sucesso.  
Técnicas lesionais – destruição de uma parte da área cerebral, eliminando as células “anormais” e aliviando sintomas. No entanto, é relatado uma ”perda” do efeito após certo tempo da cirurgia. Talvez possa ser afirmado que o ato cirúrgico evita uma progressão mais rápida da doença, um suposto efeito neuroprotetor. Dependendo do perfil clinico do paciente, há variação na dose de levodopa administrada após a cirurgia.
Talamotomia: mais indicado para caso com predomínio de tremor e intolerância a medicamentos disponíveis. Complicações incluem apraxia do membro superior, disartria, disfagia, abulia 73, distúrbio da fala/da linguagem.
Palidotomia: escolha no tratamento de discinesias induzidas por levodopa. Complicações incluem disfunção cognitiva, disfagia, hemiparesia transitória, hemorragia subcortical entre outros.
Um estudo teve como objetivo avaliar o impacto da cirurgia estereotáxica  sobre a realização das atividades do cotidiano dos pacientes com doença de Parkinson, como a independência em realizar atividades essenciais, diretamente ligada à qualidade de vida, pois tem sido dada pouca ênfase. Observou-se melhora no grau de independência, especialmente, após 3 a 6 meses da operação, provavelmente devido ao período de adaptação e recuperação (logo após o ato cirúrgico). Lembrando que a cirurgia alivia o tremor e rigidez, principalmente, o que facilita a realização de atividades, mas ainda pode manter outros sintomas. E conforme a literatura, após certo período ocorreu a “perda” do efeito.
Alternativa do tratamento lesivo
Estimulação elétrica dos núcleos da base:
Introduz um eletrodo no cérebro e há grande semelhança nos efeitos obtidos com a “lesão cirúrgica”, pois permite o aumento da dose de levodopa e depois da dopamina (devido ao estimulo elétrico das células) promovendo melhora dos sintomas. Há a vantagem da possível suspensão do tratamento farmacológico e a desvantagem do custo, risco de infecção e falha no equipamento. O eletrodo é sustentado por bateria que dura de 3 a 5 anos.
Estimulação elétrica da coluna dorsal da medula:
Um estudo em 2009 propôs que essa estimulação restaurou a locomoção. Foi estimulada eletricamente a coluna dorsal da medula de camundongos com nível de dopamina extremamente baixo, o que levou ao aumento significativo da mobilidade e a diminuição da dose administrada de levodopa em 1/5 da dose usual. Em 2010 foi realizado o implante cirúrgico de estimuladores elétricos em 2 pacientes com a doença de Parkinson, mas os resultados não mostraram eficiência significativa como observado nos camundongos.
Acupuntura: estimulação neural
Há estudos que mostram que a acupuntura realizada (nos ratos) em pontos que previne a morte de neurônios restaura os níveis de dopamina e seu metabolismo. A estimulação elétrica associada à acupuntura, eletroacupuntura, também tem sido estudada junto com a acupuntura, levando em consideração o local dos pontos e a profundidade de inserir a agulha, por exemplo, para promover a diminuição dos sintomas.
Um estudo no Paraná propôs a utilização de recursos para estimular a medula, sem a necessidade do implante de eletrodos, ou seja, de custo e risco menor e com maior acessibilidade. Foram analisadas a acupuntura, eletroacupuntura e estimulação nervosa elétrica transcutânea em pontos variados para terapia dos sintomas de hipocinesia e bradicinesia.  Os resultados mostraram que a utilização desses métodos em determinados pontos apresentou efeito significativo no aumento da mobilidade dos membros superiores dos pacientes, o que indica a importância do local da estimulação neural no local de ação.
Implante de células dopaminérgicas da substancia negra fetal no estriado
Com o objetivo de recuperar inervações perdidas e aumentar o nível de dopamina, introduz um grupo de células (células tronco, que são indiferenciadas, capazes de multiplicar e diferenciar em vários tecidos, dependendo do estímulo recebido e sua origem). Em especial, as células tronco embrionárias que podem dar origem a todos os tecidos, seguida pelas de tecido adultos e do cordão umbilical.
Existem estudos mostrando essa eficácia na regeneração de neurônios e consequente melhora nos sintomas para pessoas com menos de 60 anos, não sendo observado melhora em pacientes com idade mais avançada. Foi observado também que pode ocorrer, em pequena parte, problemas apresentados pela administração da levodopa, como a discenesias e perda de eficácia ao longo do tempo.


Tamires Lie Yamamoto


Referencias bibliográficas:
BORGES .V, et al. Avaliação das atividades da vida diária dos pacientes com doença de Parkinson submetidos a cirurgia estereotáxica, São Paulo, Brasil, 2002. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/anp/v60n2b/10208.pdf >. Acesso em: 12 Maio 2013.
BRAVO P. A. F.; NASSIF M. C. Doença de Parkinson: Terapêutica atual e avançada, Santiago, Chile, v.18, nº9/10, 2006. Disponível em: < http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/12/inf25a29.pdf >. Acesso em: 12 Maio 2013.
FERRAZ H. B.; BORGES V. Doença de Parkinson. Disponível em: <http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=1870>. Acesso em: 12 Maio 2013.
OKAMOTO O. K.;CAMPOS A. H. Perspectiva em terapia celular: células-tronco. 2004; 2(4):358. Disponível em: <http://www.einstein.br/biblioteca/artigos/Vol2Num4/Perspectivas%20em%20terapia%20celular.pdf>. Acesso em: 27 Maio 2013.
TEIXEIRA L. Tratamento cirúrgico para doença de Parkinson Informações básicas. Disponível em: <http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/12/tapoioparkinson8.pdf>. Acesso em: 27 Maio 2013.
YAEDU S. Y. O efeito da acupuntura, eletroacupuntura e estimulação nervosa elétrica transcutânea no tratamento dos sintomas de bradicinesia e hipocinesia na doença de Parkinson: Uma nova perspectiva. Curitiba, 2011. Disponível em: <http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/handle/1884/26406/DISSERTACAO%20FINAL.pdf?sequence=1>. Acesso em: 13 Maio 2013.
Disponível em: <http://www.medtronicbrasil.com.br/your-health/parkinsons-disease/treatment/index.htm>. Acesso em: 12 Maio 2013.
Disponivel em: <http://www.doencadeparkinson.com.br/resumodp.htm>. Acesso em: 12 Maio 2013.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Cientistas descobrem que um único gene pode realizar funções diferentes em uma planta

          Um estudo publicado na revista 'The Plant Cell', apontou que o gene ZIFL1 desempenha diferentes funções em uma planta. Uma equipe de cientistas, liderados por Paula Duque do Instituto de Gulbenkian de Ciência (Portugal), fizeram testes em plantas Arabidopsis thaliana e notaram que o gene produzia proteínas que agiam de maneiras diferentes, dependendo do local em que estava na planta. Os estudos constaram essas diferenças nas folhas e raízes.

            Nas raízes, o gene ZIFL1 produzia uma proteína de cadeia longa de aminoácidos, cuja função era de transportar o hormônio auxina, responsável pelo crescimento e diferenciação das plantas. Já nas folhas, o gene produzia uma proteína de cadeia curta, cuja região de funcionamento era nas folhas. A função que desempenhavam era de resistência a seca, evitando que o órgão perca água significativamente.

         Também, foram realizadas experiencias com as mesmas plantas na ausência do gene ZIFL1. Os resultados puderam comprovar que o gene era o responsável pela síntese dos dois tipos de proteínas, já que na ausência do gene as proteínas não eram produzidas pela planta. Além disso, notou-se que a ausência do gene prejudicou o crescimento da planta, ocorrendo de forma irregular. Nas folhas, a falta da proteína gerou ressecamento do órgão, percebendo que os estômatos permaneciam abertos independentes das condições ambientais. Desta maneira, foi comprovado que o ZIFL1 tem ação direta no fechamento dos estômatos das plantas.

       Essa característica de um gene poder realizar diferentes funções em locais distintos do corpo é conhecido como splicing. É uma técnica bastante estudada para o reconhecimento de um gene específico, podendo quantificar o número de proteínas que ele sintetiza, as regiões do corpo que elas atuam e suas funções. Acreditam-se que 90% dos 20 a 25 mil genes, que codificam proteínas do corpo humano, sofrem splicing. Sendo assim, os cientistas acreditam que possam existir 500 mil ou mais proteínas diferentes em humanos.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Diário de um Engenheiro: Inventor desenvolve folha sintética capaz de produzir Oxigênio

Cada vez mais vemos o quanto a qualidade do ar está em risco. Em cidades grandes como São Paulo, Nova Délhi (capital da India) e Pequim, existe uma alta taxa de poluentes no ar, comprometendo assim a saúde de seus habitantes.

Um novo método para o combate a poluição é a folha sintética (ainda em fase de testes) feita por Julian Melchiorr , um graduado da Royal College of Art, de Londres. A folha é criada a partir de proteínas extraídas da seda e cloroplastos, organela responsável pela realização da fotossíntese, dessa forma, ao equipar a folha sintética com agua e luz, a mesma supostamente age como uma folha real e produz oxigênio.

Mais do que filtrar e fornecer um ar puro, a folha sintética tem também como finalidade servir para o fornecimento de oxigênio em longas viagens para o espaço, “A NASA está pesquisando diferentes formas de produzir oxigênio para viagens espaciais de longa distância, este material pode permitir-nos explorar o espaço muito mais longe agora”  diz Julian.

Por mais que a folha seja um protótipo, já é um grande passo para a ciência criar um produto que forneça oxigênio, tendo em vista que esse foi um dos grandes objetivos de vários cientistas para frear a poluição do ar, será mesmo que finalmente conseguimos um meio de deixarmos nosso ar mais puro?
 Leia mais (link em inglês)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Diário de um Engenheiro: Cateter cardíaco recebe circuito eletrônico flexível

  O cateter é um instrumento utilizado para corrigir problemas em veias e artérias. O cateter eletrônico é utilizado em músculos cardíacos para solucionar defeitos como a arritmia. Este instrumento realiza procedimentos no coração em uma única operação, onde anteriormente era necessário a utilização de vários deles, todos inseridos ao mesmo tempo no paciente.

  Esta nova criação possui em sua superfície um circuito eletrônico flexível que executa todas as funções necessárias, fazendo o diagnóstico e o tratamento necessários em uma única incisão. Este circuito contém sensores de temperatura - garantindo que não seja gerado calor em excesso, não danificando os tecidos saudáveis - sensores de pressão, para medir a pressão cardíaca; um sensor para eletrocardiograma, monitorando o coração durante o procedimento; e LED, para iluminar o local e permitir a obtenção de imagens em um monitor externo. 

  O circuito eletrônico é impresso na superfície de um cateter tradicional de polímero e fornece o calor necessário para eliminar tecidos danificados. O cateter utilizado pelos médicos é denominado balão endocardial, que consiste de um tubo longo e flexível com uma seção que apresenta uma parede mais fina.     Quando o dispositivo chega ao local do procedimento, ar comprimido é forçado através do tubo, fazendo com que a seção da parede mais delgada seja inflada e os circuitos eletrônicos expostos.

  O equipamento foi testado em animais sob efeito de anestésicos e no momento não há uma data certa para seu teste em humanos. Os pesquisadores criadores do cateter eletrônico estão também inserindo circuitos eletrônicos em luvas médicas, permitindo que  médicos meçam exatamente a temperatura ou o ritmo cardíaco do paciente apenas pelo toque.

Referências

Redação do Site Inovação Tecnológica, (2011). Cateter cardíaco ganha circuito eletrônico flexível.

Caroline Inocêncio
3º Ano Engenharia Biotecnológica


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Diário de um Engenheiro: Próteses biônicas

       Uma das mais promissoras áreas da biônica é aplicação da medicina, nomeadamente na produção de próteses para pessoas com deficiências motoras, visuais e auditivas.
      Para produção dessas próteses cada vez buscam mais tecnologias para que as mesmas possam não só suprir a função do membro que ocupa mais sim se tornarem em vários aspectos superiores.
 
Funcionamento:

       Por meio de sensores, computador e um pequeno motor, a prótese biônica consegue cruzar uma serie de dados do meio externo para adequar-se as necessidades do usuário.
        Esse cruzamento de dados é feito através de uma osseointegração, ou seja, a prótese não é apenas encaixada no corpo mais sim ligada aos ossos atrás de um implante de titânio.   Eletrodos são ligados às terminações nervosas, e os impulsos bioelétricos vindos do sistema nervoso do paciente, serão capturados por uma interface neural que o transmitirá pelo membro de titânio. O membro implantado possui um sofisticado software que decodifica os sinais neurais e transforma-os em comando para a prótese robótica.
Inovações em próteses:

        Entre as inovações de próteses se encontra a perna biônica que incorpora avanços tecnológicos de última geração, incorpora alimentação própria, sensores, atuadores e um computador rodando um programa de inteligência artificial que permite que os pacientes caminhem naturalmente e em segurança.  Ela também restaura a função muscular perdida e permite que os pacientes desempenhem todas as atividades normais do dia-a-dia.

       Além dessa há também próteses biônicas de braços ou somente para mãos. No âmbito das próteses para mão as tecnologias mais avançadas trazem motores individuas em cada dedo, para que se possam mover independentemente permitindo que a mão biônica tenha as mesmas possibilidades de pegar e segurar que uma mão humana. Já as próteses para braço são conectadas aos nervos residuais do braço amputado atrás de uma reinervação muscular permitindo seu melhor controle dando sensação de força e toque, permitindo pegar em objetos com naturalidade.
 
Referências
 
BBC,(2012),.Próteses biônicas ajudam inclusão de deficientes no mercado de trabalho. acedido em: 30 de maio 2013, em:
 
Lopes, A. D (2007). Um passo adiante. Acedido em 30 de maio de 2013, em: http://veja.abril.com.br/
 
Redação do Site Inovação Tecnológica ,(2009). Perna biônica com inteligência artificial chega ao mercado. Acedido em 30 de maio de 2013, em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/
 
Rodrigues, Alex,(2010). Modelos do sistema de controle motor humano a partir de uma perspectiva de engenharia de controle. Acedido em 30 de maio de 2013, em: http://sites.poli.usp.br/pmr/biomecatronica/
 
Karine Almeida

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Diário de um Engenheiro: Tratamentos endoscópicos para o enfisema pulmonar

Inovadoras técnicas endoscópicas para o tratamento do enfisema pulmonar vêm sendo aprofundadas desde o ano 2000Estas técnicas advêm da cirurgia redutora de volume pulmonar, uma das principais formas de tratamento para pacientes em estágio avançado da doença, juntamente com o transplante pulmonar. Os novos tratamentos são minimamente invasivos e incluem técnicas de remodelamento biológico (cola biológica e vapor) e técnicas com dispositivos reversíveis (válvulas e coils).

O enfisema pulmonar causa um aprisionamento de ar no interior dos pulmões do paciente, provocando hiperinsuflação e levando a falta de ar e a limitação na realização de exercícios diários quando a doença atinge seu estágio mais avançado. Apesar de os novos tratamentos não curarem a doença, os mesmos podem ser recorridos em casos avançados de enfisema pulmonar, permitindo ao portador uma melhor qualidade de vida ao amenizar seus sintomas. 

A técnica mais conhecida no Brasil é a de utilização de válvulas, introduzida em 2007 pelos coordenadores do Núcleo de Tratamento do Enfisema do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Hugo Goulart de Oliveira e Dr.Amarilio Vieira de Macedo Neto, em Porto Alegre - RS, e recentemente acessível no Hospital Albert Einstein em São Paulo. 

Válvula brônquica
O tratamento se inicia com a broncoscopia - uma endoscopia respiratória que possibilita a visualização da parte interna das vias respiratórias - iniciando-se na laringe e terminando nos brônquios. Com o auxílio de um broncoscópio, são introduzidas e anexadas de duas a quatro válvulas brônquicas, comumente, nos pulmões do paciente. Estas válvulas fazem com que enquanto ocorre a respiração, o volume de ar nas áreas afetadas pelo enfisema diminua - evitando seu aprisionamento - e assim possibilitando que as partes mais saudáveis exerçam um melhor funcionamento, apurando a respiração e a realização de exercícios. 

As válvulas não causam dor, sua inserção dura cerca de uma hora e não há necessidade de anestesia. As mesmas podem ser substituídas por novas quando o médico achar necessário. Antes da implantação das válvulas são realizados exames para avaliar a função pulmonar e estudar a localização e a quantidade de válvulas exata a serem utilizadas. Após a operação o paciente permanece em observação por cerca de 3 dias, totalizando aproximadamente uma semana de permanência hospitalar. Além disso, tem continuidade uma reabilitação pulmonar.

O tratamento com válvulas brônquicas, assim como a cirurgia redutora de volume, só é indicado em casos avançados de enfisema, que podem terminar em um transplante pulmonar. Pelo fato de a cirurgia apresentar um índice alto de mortalidade, cerca de 5%, e ser muito invasiva, podendo causar alterações renais ou doença cardíaca, as novas técnicas permitem tratamentos com menos riscos aos pacientes e uma maior autonomia a estes, além de ser uma alternativa ao transplante de pulmão. 


Referências

HOSPITAL MOINHOS DE VENTO. Núcleo de Tratamento do Enfisema: Apresentação. Rio Grande do Sul, 2010. Disponível em
<www.hospitalmoinhos.org.br/content/especialidades/apresentacao-especialidade.aspx?d=134>.
OLIVEIRA, Hugo G. de; OLIVEIRA, Silvia M. de; NETO, Amarilio V. de Macedo. Tratamento endoscópico do enfisema/Bronchoscopic treatment of emphysema. Pulmão RJ, Rio de Janeiro, 20(2): 2-7, 2011. Disponível em
<www.vidadiagnostics.com/clinical_studies/docs/BronchoscopicTreatmentEmphysema.pdf>
SOCIEDADE BENEFICENTE DE SENHORAS HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS. Conheça o Programa de Tratamento Endoscópico do Enfisema. São Paulo, 2012. Disponível em <www.hospitalsiriolibanes.org.br/Informes/2012/5-Maio/18-05-12/nota-4.html>.

Bruno Pereira

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Diário de um Engenheiro: a utilização de sibutramina como tratamento para obesidade

A obesidade é uma doença crônica, multifatorial, de prevalência crescente, e atualmente representa um dos maiores desafios de saúde pública em todo o mundo. Esta doença induz anormalidades metabólicas que influenciam no desenvolvimento de diabetes mellitus e doenças cardiovasculares, associadas a um alto risco de morbidade e mortalidade. Muitas vezes, dieta, alterações do comportamento e a realização de exercícios regularmente são insuficientes para a perda de peso consciente ou para a manutenção do peso perdido. Portanto, muitas vezes, é necessário um tratamento farmacológico em conjunto com os outros fatores já citados.

Entre os vários tratamentos farmacológicos para o controle da obesidade, existe o tratamento com a sibutramina. Este fármaco e seus metabólitos têm ação sobre o sistema nervoso central, atuando como inibidor da recaptação de noradrenalina e serotonina, e é classificado terapeuticamente como anorexígeno. É indicada em pacientes com IMC (índice de massa corpórea) maior ou igual a 30 kg/m2, ou maior ou igual a 27 kg/m2 associado a algum fator de risco como hipertensão. No mercado brasileiro este fármaco encontra-se disponível com nomes comerciais como Reductil ® (Abbott), Plenty ® (Medley), Cloridrato de sibutramina monoidratado (Medley), além de outros produtos que estão em lançamento e os formulados pelas farmácias magistrais. As principais apresentações farmacêuticas disponíveis no comércio são cápsulas de 10 e 15 mg, de preparação industrial, e cápsulas obtidas por manipulação.

A sibutramina exerce suas ações farmacológicas predominantemente através de seus metabólitos amino secundário (M1) e primário (M2), que são inibidores da recaptação de noradrenalina, serotonina (5-hidroxitriptamina, 5-HT) e dopamina. O composto de origem, a sibutramina, é um potente inibidor da recaptação de serotonina. Amostras plasmáticas obtidas de voluntários tratados com sibutramina causaram inibição significativa tanto da recaptação de noradrenalina (73%) quanto da recaptação de serotonina (54%), mas sem inibição significativa da recaptação da dopamina (16%).

A sibutramina e seus metabólitos (M1 e M2) não são agentes liberadores de monoaminas. Eles não apresentam afinidade para um grande número de receptores de neurotransmissores. Em modelos experimentais em animais utilizando ratos magros em crescimento e obesos, a sibutramina produziu uma redução no ganho de peso corporal. Acredita-se que isto tenha resultado de um impacto sobre a ingestão de alimentos, isto é, do aumento da saciedade, mas a termogênese aumentada também contribuiu para a perda de peso. Demonstrou-se que estes efeitos foram mediados pela inibição da recaptação de serotonina e noradrenalina.

A sibutramina é bem absorvida e sofre extenso metabolismo de primeira passagem. Os níveis plasmáticos máximos (Cmax) foram obtidos 1,2 horas após uma única dose oral de 20 mg de cloridrato de sibutramina monoidratado, e a meia-vida do composto principal é de 1,1 horas. Os metabólitos farmacologicamente ativos M1 e M2 atingem Cmax em 3 horas, com meia-vida de eliminação de 14 e 16 horas, respectivamente.

A farmacocinética da sibutramina e seus metabólitos em indivíduos obesos é semelhante àquela observada em indivíduos de peso normal. O índice de ligação às proteínas plasmáticas da sibutramina e seus metabólitos M1 e M2 é de 97%, 94% e 94%, respectivamente. O metabolismo hepático é a principal via de eliminação da sibutramina e de seus metabólitos ativos M1 e M2.

Os efeitos colaterais mais comuns associados à sibutramina são boca seca, dor de cabeça, constipação, e insônia. A sibutramina também pode aumentar levemente a pressão sanguínea de alguns pacientes. Desta forma, é recomendado que pessoas tomando sibutramina tenham a pressão sanguínea monitorada. Este fármaco é contraindicado para aqueles que apresentam pressão alta sem controle, histórico de AVC, doença cardíaca ou arritmia cardíaca.

Letícia Rustici Chica


Referências
CORREA, Lívia L. et al . Avaliação do efeito da sibutramina sobre a saciedade por escala visual analógica em adolescentes obesos. Arq Bras Endocrinol Metab,  São Paulo,  v. 49,  n. 2, abr.  2005 .  
MANCINI, Marcio C.; HALPERN, Alfredo. Tratamento Farmacológico da Obesidade. Arq Bras Endocrinol Metab,  São Paulo,  v. 46,  n. 5, out.  2002 .
DIEFENBACH, Isabel C. et al. Desenvolvimento e Validação de Metodologia Analítica
para o Doseamento de Sibutramina em Cápsulas. Latin American Journal of Pharmacy, 27 (4): 612-7 (2008), May 15, 2008.

HALPERN, Alfredo et al . Experiência clínica com o uso conjunto de sibutramina e orlistat em pacientes obesos. Arq Bras Endocrinol Metab,  São Paulo,  v. 44,  n. 1, fev.  2000 . 

Autoria desconhecida. Disponível em: http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM%5B25274-1-0%5D.PDF.  Acesso em:  14 jun. 2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Diário de um Engenheiro: como funcionam as terapias para Hepatite C e quais os novos medicamentos


A hepatite C é uma doença infecciosa causada pelo vírus da hepatite C (VHC) e que afeta, sobretudo, o fígado. Na maioria das vezes é assintomática, atinge o nível crônico e apresenta um risco aumentado de desenvolver cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC).

A progressão da doença depende mais de fatores do hospedeiro, como, por exemplo, a duração da infecção, a idade mais avançada e o consumo excessivo de álcool, e não tanto do genótipo ou do nível sérico do RNA do vírus da hepatite C (VHC).

O tratamento atual padrão para a hepatite C crônica inclui o interferon em associação com a ribavirina, durante um período de tempo que varia de acordo com o genótipo e a cinética do vírus. Na globalidade, a eficácia da terapia com a combinação interferon α e ribavirina ronda os 50%, o que significa que cerca de metade dos doentes não responde ao tratamento atual, tornando a repetição do tratamento a única alternativa para estes doentes, não obstante a sua escassa probabilidade de sucesso. A procura incessante de uma resposta virológica mantida (RVM) justifica-se plenamente pelo fato de se reconhecer que a erradicação do vírus está associada à cura da infecção, o que nos doentes com cirrose implica uma redução drástica da incidência de CHC e da mortalidade.

Com a recente aprovação dos primeiros DAAs, os inibidores da protease boceprevir e telaprevir, que já estão sendo distribuídos pelo SUS, um maior número de doentes tem a oportunidade de conseguir a cura da hepatite C. Os ensaios da fase II em doentes, usando o telaprevir em combinação com o interferon alfa 2α e a ribavirina, mostraram um acréscimo de 20%-26% na RVM nos regimes com telaprevir, comparativamente ao tratamento padrão 3,4. Estes estudos demonstraram, também, que o regime de 12 semanas de telaprevir em associação com 24 semanas de interferon mais ribavirina era o melhor compromisso entre a eficácia e a segurança e, por outro lado, realçaram a importância da ribavirina na prevenção da recidiva.

Nos doentes não respondedores, a terapêutica tripla com telaprevir, seguindo o mesmo esquema de 12 semanas, com 36 semanas adicionais de terapêutica standard, mostrou taxas de RVM de 83% nos recidivantes, 59% nos respondedores parciais e 29% nos respondedores nulos5. Com o boceprevir, incluindo a fase de lead-in e uma terapêutica tripla durante 32 semanas mais 12 semanas adicionais de terapêutica standard, a taxa de RVM foi de 75% nos recidivantes e de 52% nos não respondedores (neste ensaio não foram incluídos respondedores nulos).

A terapêutica antivírica da hepatite C tem evoluído desde os anos oitenta por acréscimos de eficácia pautados pelo fator 20: 20% de cura nos estudos iniciais com a monoterapia com o interferon convencional; 20% de aumento com a junção da ribavirina; 20% com a introdução do interferon e, finalmente, mais 20% com a terapêutica tripla associando um inibidor da protease.

Não obstante este extraordinário progresso, ainda existem fronteiras por conquistar: a cura para cerca de um quarto dos doentes com genótipo 1 que não responde à terapêutica tripla, a cura para os 20% de doentes com os genótipos 2 ou 3 que não respondem ao tratamento padrão e que não beneficiam da adição dos inibidores da protease e ainda confirmar se os atuais inibidores da protease são ativos no genótipo 47,8.

                                                                                                                    Nicola Sato

 

Referencias Bibliográficas:
1. Swain MG, Lai MY, Shiffman ML et al. A sustained virologic response is durable in patients with chronic hepatitis C treated with peginterferon alfa-2a and ribavirin. Gastroenterology 2010;139:1593-1601. 
2. Velosa J, Serejo F, Marinho R, et al. Eradication of hepatitis C virus reduces the risk of hepatocellular carcinoma in patients with compensated cirrhosis. Dig Dis Sci 2011;56:1853-1861.       
3. McHutchinson JG, Everson GT, Gordon SC, et al. Telaprevir with peginterferon and ribavirin for HCV genotype 1 infection. N Engl J Med 2009;360:1827-1838.
4. Hézode C, Forestier N, Dusheiko G, et al. Telaprevir and peginterferon with or without ribavirin for chronic HCV infection. N Engl J Med 2009;360:1839-1850.       
5. Zeuzem S, Andreone P, Pol S, et al. Telaprevir for retreatment of HCV infection. N Engl J Med 2011;364:2417-2428. 
6. Jacobson IM, McHutchinson JG, Dusheiko GM, et al. Telaprevir for previously untreated chronic hepatitis C virus infection. N Engl J Med 2011;364:2405-2416.  
7. Foster GR, Hézode C, Bronowicki JP, et al. Activity of telaprevir alone or in combination with peginterferon alfa-2a and ribavirin in treatment-naïve genotype 2 and 3 hepatitis-C patients: final results of study C209. J Hepatol 2010;52:S27.        
8. Benhamou Y, Moussalli J, Ratziu V, et al. Activity of telaprevir monotherapy or in combination with peginterferon alfa-2a and ribavirin in treatment-naïve genotype 4 hepatitis-C patients: final results of study C210. Hepatology 2010;52:S719.    
9. Velosa, J. Boceprevir e Telaprevir: na Rota da Cura da Hepatite C. J Port Gastrenterol. v.18 n.4 Lisboa jul. 2011