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sábado, 10 de janeiro de 2015

Diario de um Engenheiro: Novo implante pode curar paralíticos


Com o avanço da ciência, novas tecnologias são criadas para o bem e o melhoramento da vida, dessa forma, um grupo de cientistas franceses criaram uma prótese capaz de tratar a paralisia em ratos, dando a eles a capacidade de voltarem a andar depois de algumas semanas de treinamento.

A prótese é maleável, sendo capaz de ser implantada na espinha e não causar desconforto aos pacientes, ainda em período de testes, indica um novo tratamento para pessoas que sofrem com a paralisia.



O implante se chama “E-Dura” e sua eficácia se deve a sua maleabilidade a qual imita o tecido mole que fica ao redor da espinha. A grande dificuldade dos cientistas por um grande tempo foi encontrar um material que pudesse ser maleável, como a espinha é um lugar sensível, qualquer implante  que fosse um pouco rígido poderia inflamar e ferir a espinha e é essa a diferença do E-Dura. O dispositivo é flexível o suficiente para ser inserido na medula espinhal pois imita as propriedades mecânicas do tecido vivo, além disso, fornece impulsos elétricos e drogas que ativam as células.
Para mais informações sobre o assunto, clique aqui

sexta-feira, 28 de março de 2014

Mulher recebe prótese de crânio feita em impressora 3D

Depois do surgimento das incríveis impressoras 3D, muitas coisas já foram impressas com finalidades diferentes, como uma orelha biônica, uma prótese para um patinho manco e até um minifígado. A novidade agora é a produção da parte de cima de um crânio, que foi feita em uma dessas impressoras e implantada em uma paciente, na Alemanha.
A mulher que recebeu o transplante é uma jovem de 22 anos que sofre de uma condição rara, capaz de fazer com que o crânio dela aumente de tamanho com o passar do tempo, por isso a urgência do procedimento. Só para você ter ideia, quando os médicos retiraram a parte do crânio que estava aumentando, ela já era três vezes mais grossa do que o normal. A tendência era que a estrutura ficasse cada vez mais espessa e “esmagasse” o cérebro.
Felizmente os médicos conseguiram fazer uma réplica do crânio da paciente e o material pôde ser usado para realizar o implante. A cirurgia durou 23 horas e o processo todo levou três meses, sendo o primeiro já realizado em um caso como esses.
O cirurgião Ben Vermeij, que conduziu todo o procedimento, explicou que os implantes usados nesse tipo de caso são moldados à mão, demoram a ficar prontos e são feitos com uma espécie de cimento, longe de ser o material correto para esse tipo de uso. Segundo ele, a impressora 3D permite que os médicos façam a prótese no tamanho ideal e com um material melhor, o que pode ser ainda mais eficiente na recuperação da paciente, que já está muito bem.
Confira a matéria completa clicando aqui!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Coração artificial autônomo é implantado em paciente pela primeira vez


coracao

Um implante de coração artificial autônomo ocorreu no hospital Georges Pompidou em Paris. O coração, criado pela empresa Carmat, foi inserido em um paciente com insuficiência cardíaca terminal.
Este tipo de cirurgia foi autorizado pelas autoridades de saúde francesas, gerando esperança para os paciente que a necessitam, devido a falta de corações para transplante. No entanto, ainda não se sabe das consequências do transplante por este ser o primeiro.
A empresa busca atenuar o sofrimento de milhares de pessoas com insuficiência cardíaca avançada devido a falta  de órgãos. Já que muitas vezes não há alternativas terapêuticas para esses pacientes.
A Carmat afirma que este coração artificial pode salvar milhares de vidas por ano, sem risco de rejeição e garantindo uma melhora na qualidade de vida. De acordo com a empresa, a prótese foi elaborada com base em pesquisas científicas "sólidas" e possuem "funcionalidade e duração exemplares".

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Japoneses criam fígado com células-tronco

Uma antiga promessa das pesquisas com células-tronco - de criar novos órgãos para substituir aqueles que venham a falhar - pode estar um passo mais perto de ser alcançada. Cientistas japoneses conseguiram desenvolver um "broto" de fígado humano em laboratório que, ao ser transplantado em um camundongo, se transformou em um órgão funcional.
O grupo trabalhou com as chamadas células-tronco de pluripotência induzida (iPS), as vedetes das pesquisas da área. Criadas a partir de reprogramação de células adultas, elas são tão versáteis quanto as células-tronco embrionárias, que têm a capacidade de se diferenciar em qualquer célula e tecido do corpo, com a vantagem de não precisar destruir um embrião para obtê-las.
Vários trabalhos já mostraram com sucesso a diferenciação das iPS e de outras células-tronco em diversas células específicas do corpo, mas nenhum deles havia sido bem sucedido em criar um órgão tridimensional e vascularizado.
Foi exatamente isso que conseguiu o trabalho publicado hoje na revista científica Nature. Como escrevem no artigo, os pesquisadores da Universidade da Cidade de Yokohama buscaram reproduzir o processo natural de organogênese.
A partir de células iPS humanas, eles primeiramente obtiveram células hepáticas que, misturadas com outras células, foram estimuladas in vitro e geraram um precursor do fígado.
Em seres humanos, esse broto é formado logo no início da gestação, por volta da 5.ª ou 6.ª semana. "Basicamente, nós mimetizamos esse estágio bem inicial de formação", explicou Takanori Takebe, líder do estudo, em coletiva à imprensa.
Esse broto de órgão foi então transplantado para o crânio do animal, de modo que fosse possível observar por uma espécie de janela como ele estava se desenvolvendo. A vascularização deu certo e ele amadureceu, se transformando em tecido hepático. Depois, era preciso descobrir se ele era funcional.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Rins bioartificiais

Neste domingo, a equipe de cientistas liderada por Harald Ott, do Massachussets General Hospital, nos Estados Unidos, publicou, na revista Nature Medicine, seu trabalho no desenvolvimento de um rim criado em laboratório.

O processo se dá inicialmente pela remoção das células velhas de rins de ratos mortos, utilizando uma solução detergente. O "órgão fantasma" funciona como  suporte de colágeno, com toda a rede de vasos sanguíneos e de tubos renais. Nesta estrutura, foram injetadas células capazes de dar origem aos vasos sanguíneos e ao tecido renal.

Após 12 dias em um biorreator que imitava as condições no corpo de um rato, consegui-se novos rins, capazes de filtrar o sangue, mesmo que em menores proporções do que um rim natural.

Os cientistas também transplantaram esses rins para ratos vivos que não possuíam um dos rins naturais. Nessas condições, o rim artificial também conseguiu realizar a filtração, no entanto, de forma um pouco mais limitada.

Ott planeja um refinamento quanto aos tipos de células utilizadas, visando uma funcionalidade maior para os novos rins. Segundo ele, "em um mundo ideal, tais enxertos podem ser produzidos de acordo com a demanda a partir de células do próprio paciente, ajudando-nos a vencer tanto a falta de órgãos quanto a necessidade de imunossupressão crônica".

Fontes: iSaude

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O fim da fila para transplantes?


    A primeira bioimpressora 3D comercial chega ao mercado já com a capacidade de replicar tecido celular e com a promessa de, um dia, gerar órgãos inteiros do zero. Se hoje pacientes esperam meses e até anos por um transplante, a tecnologia seria capaz de sanar esse problema, produzindo pedaços do corpo sob demanda. Soa futurista o bastante para você?
     A impressão 3D, que cria objetos tridimensionais depositando materiais camada por camada, como se fosse uma impressora “jato de tinta”, chegou definitivamente ao reino da nanotecnologia. Assim, Pinar Zorlutuna, da Universidade da Califórnia de San Diego, desenvolveu uma forma de fabricar, em poucos segundos, estruturas tridimensionais macias e biocompatíveis. As estruturas são ideais para o estudo e o cultivo de células em laboratório, incluindo o desenvolvimento de células-tronco e o crescimento de tecidos artificiais.
     Segundo Zorlutuna, o objetivo de longo prazo do trabalho é imprimir tecidos biológicos que possam ser usados diretamente pelos médicos, para transplantes ou enxertos. Por exemplo, ao verificar a parte do coração afetada por um infarto, os médicos "imprimiriam" uma seção artificial exatamente equivalente à parte danificada, e a substituiriam.
    A técnica foi batizada de DOPsL: dynamic optical projection stereolithography - estereolitografia por projeção óptica dinâmica.
     O problema é que esses implantes, gerados na máquina, ainda precisam passar por muitos testes antes de acabarem em corpos humanos. Ainda não se sabe se eles atuam exatamente como se tivessem crescido naturalmente, e nem quanto tempo aguentam saudáveis. A modelação 3D é complexa, especialmente porque necessita de diferentes tipos de células e tecidos. Por isso, ainda deve levar um bom tempo para vermos o dispositivo em hospitais, mas seria uma grande solução para o fim da espera de transplantes.