sexta-feira, 31 de maio de 2013

Kit para exame completo de DNA por US$99


23andMe é uma empresa de genômica pessoal e biotecnologia  estado unidense que permite exames genéticos com rapidez para o cidadão comum.  A empresa te permite gerenciar melhor sua saúde e bem-estar, além de entender informações interessantes sobre você e seus ancestrais.

Basta comprar o kit, que será entregue em domicílio, no site da empresa por US$99, coletar a saliva, fazer o cadastro do seu kit no site e enviar a amostra de volta para a empresa. Após aproximadamente  8 semanas o relatório com os resultados serão postados no seu perfil no site. Esse relatório conterá informações de probabilidade genética, de propensão a doenças, informações sobre seu corpo, seus ancestrais e possíveis informações sobre seus filhos.

- Probabilidade genética: Mostra, por exemplo, que você tem  maior probabilidade de ter cabelo castanho e olhos azuis.

-Propensão a doenças: Compara o risco de desenvolver mais de 240 doenças, como diabetes, Alzheimer, Parkinson, aneurisma cerebral, vitiligo, quelóide, câncer, e alertando para as que você tem mais propensão genética de desenvolver. Além disso, dá informações gerais sobre a doença e recomendações de como se prevenir com mudanças de hábitos alimentares e de rotina.

- Informações sobre seu corpo: Mostra sua reação à medicamentos,  propensão à calvice, resistência à malária, se fica vermelho ao beber álcool, se é geneticamente intolerante a lactose, se consegue perceber certos tipos de sabores amargos e muito mais.

- Informações sobre seus ancestrais: Pode te dar informações desde o que você herdou de seus pais até a sua raça e a porcentagem dela (por  exemplo: 65,5% Europeu; 24,2% Africano sub-Saariano).

-Informações sobre seus filhos: Combinando os resultados de duas pessoas é possível calcular a probabilidade da criança ter olhos azuis, cabelo castanho, de ficar vermelho ao beber álcool, de ser geneticamente intolerante a lactose, de conseguir perceber certos tipos de sabores amargos, entre outras coisas.

Muitas pessoas já adquiriram seu kit e compartilham essa experiência, leia mais.

Descomplicando o Vestibular; Cinética Química - Parte II

Retomando a postagem passada de Cinética química, nós do descomplicando o vestibular trazemos a parte II desta aula.

Efeito da concentração de um reagente na velocidade de uma reação:

Modificando a concentração dos reagentes somos capazes de mudar o comportamento da reação química, deixando-a mais rápida ou mais lenta. Isso é comprovado através da Lei da Velocidade.
Como já foi discutido antes, a uma determinada temperatura, a velocidade da reação depende da concentração de reagentes. Observando qualquer reação química, percebemos que à medida que os reagentes são consumidos, a velocidade da reação começa a diminuir, a partir disto chegaram à conclusão de que velocidade de uma reação e concentração dos reagentes, elevado a alguma potência, são diretamente proporcionais. Isso significa que para uma reação: 
                                                                                                       A à B



[    ] à concentração molar ou molaridade;

X à chamado de ordem de reação;
 x = 0 à Reação de Ordem Zero (temos que a velocidade é constante e não depende da concentração de reagentes.).
x = 1 à Reação de primeira ordem.
x = 2 à Reação de segunda ordem e etc.
Lembrando que o valor de x só pode ser determinado experimentalmente.


Reação mais complexa:
                                                                                            a.A + b. B à produtos
                                                                                  

x = ordem de reação em relação a A;
y= Ordem de reação em relação a B;
(x+y) = ordem global de reação.

A proporcionalidade pode ser convertida em igualdade introduzindo a constante K- constante de velocidade. A equação resultante disto, é chamada de lei de velocidades. Segue abaixo:


Exercícios complementares:

(FUVEST) Em solução aquosa ocorre a transformação:
                                                      H2O2 + 2 I−  + 2 H+ → 2 H2O + I2
                                                                (Reagentes)         (produtos)
Em quatro experimentos, mediu-se o tempo decorrido para a formação de mesma concentração de I2, tendo-se na mistura de reação as seguintes transformações iniciais dos reagentes: 
Esses dados indicam que a velocidade da reação considerada depende de apenas da concentração de:
A) H2O2 e I−      B) H2O2 e H+    C) H2O2.   D) H+    E) I−




resposta correta: A  



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Brasileiros criam o 1º monitor cardíaco portátil do mundo

Pesquisadores brasileiros criaram o primeiro monitor cardíaco portátil do mundo, o Nexcor. O aparelho detecta problemas no coração do usuário e transmite os dados para uma central de atendimento ou hospital através da rede de celular.

O objetivo é reduzir o grande número de mortes por infartos que não são percebidos nos primeiros instantes por não apresentarem sintomas. “O Brasil possui cerca de 1.200.000 pessoas com problemas cardíacos e a identificação precoce destas doenças poderá evitar milhares de mortes todos os anos”, afirma Antônio André, presidente da Corcam, desenvolvedora da tecnologia.

“A probabilidade de ocorrências de cardiopatias cresce devido à má qualidade da alimentação, obesidade, sedentarismo, estresse e o fumo. O Nexcor ajuda na identificação precoce, pode salvar vidas e economizar milhões de reais em despesas médicas e hospitalares”, afirma André.

O desenvolvimento levou cinco anos e envolveu 40 profissionais, entre médicos engenheiros e pesquisadores. “O Nexcor é um aparelho único em seu gênero com funcionalidades integradas e o primeiro totalmente autônomo, ou seja, que não depende de nenhuma ação do usuário”, diz André. 

O aparelho tem o tamanho de um celular e pode ser usado até mesmo no bolso do paciente. O monitoramento deve ser contínuo. Isso porque o Nexcor acompanha os batimentos do coração em tempo real.

O Nexcor será alugado sob prescrição médica e poderá ser encontrado em hospitais, clínicas especializadas e laboratórios ainda neste semestre. O valor da locação será de aproximadamente 600 reais por semana.

Para saber mais, clique aqui. 






terça-feira, 28 de maio de 2013

Entrevista: Caio Pontes Godoi

Caio Pontes Godoi, 23 anos, formou-se em junho de 2012 no curso de Engenharia Biotecnológica pela UNESP Assis, em que participou da Biotec Júnior por três anos e, depois, foi estagiar na P&G, com sede no Panamá, onde foi contratado e trabalha atualmente. Vamos conferir um pouco sobre sua trajetória:


Caio Godoi


Descomplicando: Fale um pouco sobre a sua formação. Por que você se interessou em se matricular no curso de biotecnologia?

Caio: Bom, eu sempre gostei muito de exatas. Pra ser sincero, biologia não era o meu forte. Por outro lado, sempre fiquei fascinado em filmes e seriados de ficção científica. Ainda na escola, eu soube do curso de biotecnologia que recém havia sido criado na UNESP e fiquei curioso sobre o que seria. No segundo colegial, comecei a ler mais sobre biotecnologia e como o curso integrava conhecimentos de biologia e exatas. Isso para mim foi a chave na hora de optar pelo curso. O que também ajudou muito é que, no segundo colegial, eu mesmo fui assistir uma aula do curso na UNESP Assis e conversei com alguns alunos. Com isso, decidi prestar e, se eu passasse, entraria pra ver se eu gostava. Entrei, gostei bastante e hoje estou formado!

D.: Você fez as matérias da grade de engenharia durante a graduação?

C.: Quando entrei, o curso ainda era biotecnologia. Eu, inclusive, participei de reuniões e da "luta" pela engenharia com o Felipe Delestro (Curió) e alguns outros alunos. Sempre achei importante essa transição do curso, especialmente pelas oportunidades que nos seriam abertas em empresas e indústrias. Fiz a engenharia através do currículo especial e sou muito contente com todo o trabalho que o departamento de ciências biológicas fez em conseguir nos incluir nessa, apesar de algumas dificuldades que todo curso novo enfrenta.

D.: As suas expectativas ao fazer o currículo especial da engenharia foram correspondidas?

C.: Acho que a resposta dessa pergunta depende um pouco da expectativa que se tem. Minha maior expectativa era sair formado com o título de engenheiro. Pensando nisso, sim, atendi às minhas expectativas. Eu, assim como muitos dos meus colegas, sabia que não seria perfeito (ideal). Éramos os primeiros cursando as novas matérias. Em muitas delas necessitávamos de mais estrutura, como laboratórios e visitas técnicas a indústrias e, em outras, para ser sincero, professores mais capacitados (muitos eram substitutos e não dominavam tão bem o conteúdo). Acredito que a engenharia funciona e que tivemos falhas por conta de tudo ser muito novo. Acredito que as novas gerações de alunos já enfrentam menos problemas e que será assim, sempre melhorando.

D.: Quando você se interessou em fazer parte da Biotec Júnior e qual foi sua trajetória como colaborador?

C.: Interessei-me desde o primeiro momento em que escutei falar dela! (Risos)

Lembro-me bem! Passaram na nossa sala avisando que haveria um processo seletivo. Eu ainda estava no primeiro ano e não pensei duas vezes em participar. Acreditava e, hoje, acho ainda mais que essa abordagem (empresa júnior) é essencial na formação acadêmica. O que eu aprendi está muito além do que se aprende em uma sala de aula. Mais até do que colocar o conhecimento em prática, eu aprendi a lidar e liderar pessoas, organizar eventos, ser organizado e responsável não só por mim, mas pelos outros.

Na empresa, comecei como vice-diretor de comunicação e marketing. No final da primeira gestão, justamente pelas questões de evolução do curso para engenharia, enfrentamos uma crise na empresa. Ela tinha sido recém formada e não éramos ainda muito organizados. Por esse contexto de "engenharia/não engenharia", a presidente em questão renunciou e ficamos um pouco perdidos no começo, afinal éramos novos. Decidimos que daríamos um jeito e tocaríamos a empresa pra frente. Juntamo-nos, como se fosse uma "task force" e conseguimos, mesmo no meio dessa confusão, organizar o primeiro encontro de empreendedorismo em biotecnologia. Ficamos muito felizes pelo sucesso que teve o evento!

No final do mesmo ano, me candidatei à presidência com o Curió de vice. Meu ano de presidência na empresa, acredito que tenha sido bom. Focamo-nos muito na parte organizacional. Criamos a estrutura da empresa com diretorias, departamentos, tipos específicos de reuniões, organizamos o estatuto, legalizamos a empresa, ou seja, demos cara de empresa à nossa organizações júnior.

No fim da gestão, cada departamento já tinha sua autonomia. De verdade, que fiquei muito orgulhoso com tudo que conseguimos fazer em um ano!

Depois, fui para o conselho gestor. Nesse ano, infelizmente, já não pude contribuir tanto com a empresa, porque estava em iniciação científica.

D.: Você participou de mais alguma atividade de extensão no campus?

C.: Ah, sim! Eu sempre fui o tipo de estudante que abraça o mundo! (Risos)

Estive na Biotec Júnior por três anos, estive no LAMEM também por três anos, incluindo iniciação científica FAPESP e também dei aula de física no cursinho da UNESP por três anos. Muitas vezes, essas três atividades aconteceram ao mesmo tempo. Era um pouco de “Deus nos acuda”, mas valeu à pena!

D.: Qual foi o seu primeiro emprego? Fazia o que almejava antes de se formar?

C.: Então, meu primeiro emprego foi ainda enquanto estava na graduação. Dava aula de física no colégio dos professores em Assis e de inglês na Fisk. Sempre gostei de ser professor! Acho que ainda hoje tenho o instinto de explicar demais as coisas! (Risos)

Acho que a universidade me propiciou ter oportunidades em todas as áreas que eu pensava em atuar: professor, pesquisador e empresário.

D.: Onde você trabalha hoje? O que faz? É uma profissão que você pretendeu seguir em algum momento na graduação?

C.: Fora da UNESP, já tinha tido experiência como professor e decidi que queria uma experiência em uma empresa "sênior". Foi quando soube do processo seletivo da P&G e apliquei. Consegui estágio por cinco meses aqui no Panamá ano passado. No estágio, consegui ser recomendado para contratação e aqui estou! Se você me perguntar se eu pensava que estaria trabalhando com o que trabalho hoje, eu responderia não. Mas acho que não estaria tão contente como estou se estivesse em outra profissão.

Hoje trabalho na P&G aqui do Panamá. É a sede regional da empresa na América Latina. Trabalho numa área que se chama CMK (consumer & market knowledge), que é mais ou menos inteligência de mercado. Trabalho com a marca Pampers. Não trabalho com biotecnologia, mas posso dizer que a Biotec Júnior me ajudou em uns 80% nessa decisão. Muitas das coisas que aprendi com a Biotec Júnior, eu aplico aqui. Conhecer a estrutura e como é trabalhar em empresa foi essencial para minha escolha.

D.: Há muita oportunidade para um engenheiro biotecnológico de se trabalhar no exterior?

C.: Poxa, muita! Só esse semestre, há três estagiários aqui na empresa que estudam biotecnologia: uma chilena, um mexicano e outra.

Acho que a oportunidade está aí sim! Vejo a P&G, por exemplo, sempre de portas abertas a novos talentos. Acredito que, com muitos alunos trabalhando e fazendo estágio fora, também ajudam a divulgar o curso e possibilitar mais oportunidades para outros.

D.: Você fez algum curso de especialização?

C.: Não, nenhum. Acho que isso depende muito do tipo de profissão que se vai seguir depois da faculdade. A P&G, por exemplo, é uma empresa que gosta de "formar" seus funcionários. Dentro da empresa, fiz diversos cursos, mas não os chamaria de especialização. Sai da faculdade e fui direto para a empresa.

D.: Muito obrigada pela excelente entrevista, Caio! Parabéns pelas conquistas e nós da Biotec Júnior desejamos muito sucesso a você! 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Parasita resistente à droga antimalária é identificado no Cambodja

O novo tipo de parasita é imune ao tratamento por artemisinina, uma das principais drogas antimalária, e também é geneticamente diferente dos outros tipos encontrados no mundo.

"A habilidade notável deste parasita em sofrer mutações e em se tornar resistente fez com que todas as mais eficazes drogas que nós obtivemos nas últimas décadas se tonassem inúteis", afirmou Olivo Miotto, principal autor da pesquisa sobre o parasita publicada na Nature Genetics.

Não se sabe ao certo o motivo, porém desde os anos 50, os parasitas da região ocidental do Cambodja apresentam resistência às drogas antimalária. 

Foram estabelecidas as sequências de genoma de 800 espécies de parasitas coletados ao redor do mundo e, quando comparados aos outros, os parasitas do Cambodja confirmaram ser diferentes de todos os outros já encontrados.

Os cientistas afirmam que seria mais fácil identificar e rastrear esses novos tipos se os seus traços genéticos fossem conhecidos, pois ainda não se sabe quais mutações genéticas o parasita sofreu para se tornar imune ao tratamento de artemisinina. 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2010 houve cerca de 219 milhões casos de malária com 660 mil mortes ligadas à doença, sendo a África o continente mais afetado, com 90% das mortes causadas pela doença.

Mais irformações: BBC Brasil

domingo, 26 de maio de 2013

Novo passo na construção de tecidos artificiais.


As células dos tecidos no corpo humano formam arquiteturas específicas que são críticas para a função de cada tecido. Para formar tecidos artificiais, portanto, é preciso ajudar as células cultivadas in vitro a se lembrarem de suas posições.

A forma tradicional de se produzir os tecidos tem sido inserir células em matrizes de sustentação, os chamados “andaimes de suporte”, porem esta técnica demonstrou ter resultados variados e ainda não definitivos.

O estudante George Eng, da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, acaba de surpreender os pesquisadores da área, saindo totalmente desse paradigma tradicional dos andaimes.

Eng criou uma técnica de montagem de "microambientes celulares" que permite a criação de tecidos de forma parecida com que uma criança monta seu brinquedo usando blocos plásticos.

Cada bloco pode ser fabricado com o formato e a composição celular desejadas, sendo depois montados para formar o tecido completo.

O próximo passo da pesquisa é desenvolver circuitos vasculares funcionais entre os diversos blocos, de forma a prover alimento para todas as células no interior dos tecidos artificiais.

Leia mais aqui.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A Vitamina D pode ajudar no tratamento da asma, diz estudo


Luz solar | Foto: BBC

Pessoas que tem asma apresentam dificuldades respiratórias, quando suas vias aéreas ficam inchadas, inflamadas e contraídas. O tempo que pacientes que sofrem de asma ficam expostos ao sol, pode ter impacto sobre a doença, indica os estudos dos cientistas da King's College, em Londres. 



A vitamina D é fabricada pelo organismo durante a exposição ao sol. A pesquisa mostra que uma baixa desta vitamina, piora os sintomas da doença. Um dos resultados apresentados é que o contato coma  luz do sol "acalma" uma parte do sistema imunológico que é estimulada pela asma. 

"Nós sabemos que pessoas com altos níveis de vitamina D conseguem controlar melhor sua asma – esta conexão chama bastante a atenção", disse a pesquisadora Catherine Hawrylowicz. 

A equipe de cientistas realiza testes clínicos para verificar se a administração da Vitamina D realmente ajuda os pacientes a lidar com a doença. O foco destes estudos são pacientes que não respondem bem aos esteroides, medicamento administrado atualmente para o tratamento. "Nós sabemos que pessoas com altos níveis de vitamina D conseguem controlar melhor sua asma – esta conexão chama bastante a atenção", disse a pesquisadora Catherine Hawrylowicz.

"(...) sabemos que muitas pessoas com asma se preocupam com os efeitos adversos dessas drogas, então se a vitamina D reduzir a quantidade de remédios necessária, isto teria um impacto enorme na qualidade de vida desses pacientes", afirmou Malayka Rahman, da organização de caridade britânica voltada para o tratamento e esclarecimento sobre asma, a Asma UK.

Para saber mais, BBC