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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Diário de um Engenheiro: Intoxicação por Tintas e Solventes Orgânicos

Os pintores ficam expostos a tintas e solventes orgânicos por muito tempo e a maioria deles não utilizam de equipamentos de segurança necessários para fazerem seus trabalhos. Na tinta estão presentes muitas substâncias químicas danosas á saúde humana, que em determinadas condições e concentrações podem produzir efeitos indesejáveis desde uma leve irritação na pele até uma intoxicação aguda grave ou um efeito crônico como o câncer. 

A principal via de entrada destes compostos no organismo é a via respiratória, mas a contaminação pela pele também pode se revelar importante. Os solventes orgânicos são compostos de larga utilização na indústria para a dissolução de várias substâncias. 

Os efeitos de uma exposição a tintas que são á base de solventes orgânicos caracterizam-se, fundamentalmente, por uma ação depressora do sistema nervoso central, ação irritante da pele e mucosas, lesão hepática e renal. 

A sintomatologia da intoxicação aguda é reconhecida, desde o século passado, e estão descritos os seus efeitos anestésicos – sonolência e entorpecimento, vertigens e tonturas, perda do poder de concentração e mesmo inconsciência. 

A exposição a concentrações inferiores ao limiar da intoxicação aguda pode dar origem a alterações do comportamento e psicomotoras com manifestações de fadiga, cefaleias, perda de memória e de atenção, e por vezes irritação das vias respiratórias superiores. Estas manifestações são reversíveis se a exposição cessar. 

Em 1984, a Organização Mundial de Saúde (OMS), com base em dados disponíveis, considera a possibilidade de uma exposição crónica a solventes orgânicos ter efeitos neurotóxicos e divide as alterações neuropsiquiátricas em três grupos de gravidade crescente.

Recentemente, a exposição a solventes tem sido considerada como um contributo para o desenvolvimento de surdez. Os resultados de alguns estudos desenvolvidos nos últimos anos, principalmente na Finlândia, apontam para que a exposição crônica a solventes orgânicos tenha também efeitos nocivos na fertilidade feminina e masculina. 

O estudo da incidência de cancro e da mortalidade por essa causa no grupo de expostos a solventes orgânicos tem também sido objeto de alguns trabalhos; os seus resultados apontam para um risco acrescido de cancro do sistema hematopoiético e do útero. 

Para o manuseio com segurança de tintas e solventes deve-se dar atenção á ventilação do ambiente e utilizar equipamentos de segurança individual como máscaras, luvas e roupas adequadas. 

Deivid Mazzi 
Graduando em Engenharia Biotecnológica

Bibliografia 

AVALIAÇÃO DE AGENTES QUÍMICOS EM INDÚSTRIA DE TINTAS. Disponível em: <http://www.abrafati.com.br/bnews3/images/multimidia/Documentos/06_S%C3%A9rgio%20Graff%20%20Avaliacao%20de%20agentes%20quimicos%20em%20industria%20de%20tintas.pdf> Acesso em: 06 out. 2012 

PINTO,R. Toxicicidade dos solventes no homem. Disponível em: < http://negocios.ma iadigital.pt/hst/sector_actividade/quimica/riscosmedprevqui/riscossolventes> Acesso em: 06 out. 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tinta inteligente pode monitorar rachaduras

Estrutura de nanotubos.

Redes de sensores vêm sendo utilizadas já há alguns anos para monitorar edifícios. Esses sensores são capazes de avisar o surgimento da menor fissura na estrutura de qualquer tipo de construção.
Mas a Universidade de Glasgow, na Escócia, investiu na inovação. O professor da Universidade, Mohamed Saafi, inventou uma solução que se diz melhor e mais barata: uma tinta capaz de detectar rachaduras.
A tinta é fabricada a partir de um subproduto da queima do carvão, conhecido como cinza volante, juntamente com uma estrutura de nanotubos. Uma vez aplicada, ela substitui os sensores eletrônicos na detecção das microfissuras, com a grande vantagem de que a aplicação da tinta equivale a instalar sensores sobre toda a estrutura.
A menor rachadura na estrutura de nanotubos que se forma depois que a tinta seca altera a condutância do material, o que pode ser lido por meio de eletrodos simples.
Um protótipo foi testado no monitoramento de pás e da base de concreto de uma turbina de vento. O pesquisador calcula que a tinta inteligente custe apenas 1% dos sensores exigidos pelas redes de monitoramento atuais.

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