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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Software ajudar a detectar cegeira em diabéticos

Um cuidado indispensável com portadores de diabetes é identificar ou não se eles têm retinopatia diabética, uma enfermidade nos olhos que pode levar à cegueira. O risco aumenta se o controle da glicemia não for adequado e o paciente não procurar um oftalmologista. O diagnóstico é feito por mapeamento da retina ou por análise de fotografias coloridas produzidas por um aparelho chamado retinógrafo. 

Para auxiliar nessa análise e tornar o diagnóstico mais rápido, pesquisadores do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (IC-Unicamp) desenvolveram uma solução computacional que poderá ajudar na detecção e tratamento da doença. O software é capaz de analisar automaticamente imagens na retina, no fundo do olho, de pacientes diabéticos e indicar de forma precoce anomalias como hemorragias, alterações vasculares, cicatrizes e sinais de processos inflamatórios. 

A novidade ganha importância porque essa doença é a principal causa de cegueira na população ativa – entre 20 e 74 anos – em países desenvolvidos. “De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, atualmente o mal afeta 366 milhões de pessoas em todo o mundo e é estimado que este número cresça para aproximadamente 552 milhões até 2030”, diz o professor Anderson Rocha, do IC-Unicamp, coordenador do projeto. No Brasil, estima-se que cerca de 5% da população, ou perto de 10 milhões de brasileiros, são diabéticos, parte dos quais poderá vir a desenvolver a retinopatia diabética.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Cientistas refinam vírus que serve de vetor gênico para regeneração de retina



      De acordo com um artigo publicado online em 12 de junho e 2013, na revista Science Translational Medicine, utilizando retinas de ratos como teste comparado, cientistas criaram uma nova versão de vetor para a terapia gênica com o vírus adeno-associado (AAV) que pode aplicar genes profundamente na retina e melhorar problemas de visão em pacientes. Tal vetor pode melhorar a distribuição dos genes terapêuticos nas células-alvo e levar a tratamentos de terapia gênica mais mais seguros e menos invasivos. 


      Em contraponto com a técnica vetor atualmente utilizada, a injeção do vírus intravítrea, ou diretamente na retina -que não pode ser utilizada repetidas vezes sem danificar a retina e geralmente envolve internação hospitalar e anestesia geral-, tais pesquisadores conseguiram melhorar a autopenetração do vírus (fazendo testes e isolando apenas os genes que mostravam maior penetração, nomeados 7m8 AAV) que, sendo injetado apenas na primeira camada interna vítrea ocular, em uma semana já é detectado presente às células-alvo.
      As pesquisas se mostraram conclusivas quando em um grupo de cobaias, divididas em dois problemas de degeneração de retina, o vetor 7m8 AAV foi injetado da maneira tradicional, injeção intravítrea, e outro grupo recebeu o vetor "antigo" (AAV) com o mesmo método. Após um curto período de tempo, ambas as deficiências apontaram melhoras no funcionamento da retina no primeiro grupo, porém nenhuma no segundo, que necessita de mais tempo de tratamento.
      Mostrando-se efetiva, a técnica de refinamento de vetores está sendo adaptada para o melhoramento da penetração em outros tecidos vivos.
        Para saber mais, acesse o link.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Injeção contra a cegueira


     Cientistas da Universidade de Oxford anunciaram que conseguiram recuperar a visão de camundongos totalmente cegos com injeções nos olhos de células sensíveis à luz. 
  Foram usados como cobaias camundongos totalmente desprovidos de células fotoreceptoras sensíveis à luz em suas retinas. A pesquisa constituiu em injetar células precursoras - células primitivas e indiferenciadas - para desenvolver a estrutura da retina no olho. Constatou-se a formação de uma retina duas semanas após as injeções. 
    Estudos anteriores obtiveram resultados semelhantes com ratos que tinham uma retina parcialmente prejudicada e não desprovidos totalmente dela, como no estudo atual. Os ratos testados agora não eram capazes de distinguir entre a luz e a escuridão. 
     Para a comprovação da formação da retina, as cobaias que receberam a injeção foram testadas para ver se evitavam áreas iluminadas e se suas pupilas contraíam em contato com a luz e tiveram seus cérebros escaneados para aferir se a informação visual estava sendo processada pela mente.
    A equipe de pesquisadores de Oxford, que realizou o estudo, afirmou que sua pesquisa é semelhante aos tratamentos de pacientes de doenças degenerativas de vista. Caso a injeção seja comprovadamente eficaz, ela pode ser um grande avanço na ajuda para o retorno da visão de pessoas com cegueira por problemas na retina.
Para ler a reportagem completa, clique aqui. 


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mulher volta a enxergar após implante de "telescópio" no olho

Simulação do implante de um micro-telescópio do tamanho de uma ervilha
Boa tarde, leitores do Descomplicando a Biotec!

Hoje trazemos a reportagem sobre o implante que deverá devolver a visão para as pessoas que sofrem com problemas relacionados à retina, desenvolvido e implantado pelo Centro de Olhos do hospital da universidade americana US Davis, na Califórnia, Estados Unidos. Uma dessas pessoas é Virginia Bane (89), que sofre de Degeneração Macular Relacionada à Idade (AMD, na sigla em inglês), uma das principais causas de cegueira.

No caso do olho atingido pela doença, pontos centrais não são vistos com clareza. "A degeneração macular danifica a retina e causa um ponto de cegueira no campo central de visão das pessoas. O implante telescópico restaura a visão ao projetar imagens sobre uma parte não danificada da retina, o que torna possível ver os rostos das pessoas e detalhes de objetos localizados diretamente diante delas", diz Mark Mannis, professor titular de oftalmologia e ciências da visão do Centro de Olhos do hospital da universidade americana US Davis, em Sacramento, na Califórnia.

Depois da implantação do micro-telescópio, Virginia diz: "Já consigo enxergar melhor. As cores são mais vibrantes, bonitas e naturais, consigo ler letras grandes com meus óculos." Virginia Bane é a primeira de uma lista de 50 pessoas que se voluntariaram nos Estados Unidos para receber o implante. "A visão de Virginia vai continuar melhorando com o tempo, conforme ela recondiciona seu cérebro para enxergar", diz Mannis.

Para acessar acessar a fonte da reportagem, clique aqui.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Prótese de retina ajuda restaurar visão

Uma das causas de cegueira é a degradação da retina, um tecido de trás do olho, responsável por traduzir o sinal de luz em estímulo nervoso. As próteses de retinas testadas até hoje tentavam produzir esse mesmo sinal neural, mas o sucesso era relativo, pois os pacientes ainda não conseguiam reconhecer rostos, por exemplo.

Prótese de retina que consegue traduzir imagem em sinais neurais foi testada usando a imagem do rosto de um bebê. A é a imagem original. B é a imagem após passar pelo software de codificação. C é após ter sido processada pelas células da retina. D é a imagem processada sem codificação.
Prótese de retina que consegue traduzir imagem em sinais neurais
foi testada usando a imagem do rosto de um bebê.
A é a imagem original.
B é a imagem após passar pelo software de codificação.
C é após ter sido processada pelas células da retina.
D é a imagem processada sem codificação.
Segundo Sheila Nirenberg, fisiologista da Escola Médica na Cornell University, esse entrave se deve a falta de codificação desses sinais, dificultando a formação de imagem. A partir disso, ela e seu orientando Chetan Pandarinath, desenvolveram um código, para recuperar parcialmente a visão de ratos.O primeiro passo foi a injeção células nervosas geneticamente modificadas com gene de sensibilidade a luz, encontrados geralmente em algas. E depois a adição dessa codificação. Um microchip processador junto a uma câmera poderiam ser encaixados em um par de óculos. A câmera registra a imagem e o chip codifica a imagem, levando o sinal para as células nervosas.

A pesquisa gerou bons resultados em ratos, espera-se projetá-la para humanos, dentro de um a dois anos, segundo a pesquisadora. 

Saiba mais aqui.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O implante de retina que restaura a visão com a ajuda da energia solar

Implante retinal.

Implantes eletrônicos que restauram a visão de cegos não são novos, mas um dos seus maiores entraves é a necessidade de uma fonte de energia externa. Agora, isso está prestes a mudar graças a um time de pesquisadores que construiu um implante digital a partir de pixels fotovoltaicos infravermelhos — assim, ele gera a sua própria energia.
Implantes digitais para o olho são feitos para substituir os receptores sensíveis a luz na retina, os quais se danificam por problemas de doença como a degeneração macular e a retinite pigmentosa em pessoas mais velhas, culminando na cegueira. Os implantes geralmente têm a forma de pequenas matrizes CCD, como aquelas vistas em câmeras digitais, as quais podem ser ligadas ao nervo ótico para prover uma sensação similar à da visão real.
O problema, porém, é que elas precisam de energia, o que significa anexar uma fonte de energia externa que acaba deixando o processo mais complexo. Agora um time de pesquisadores da Universidade de Stanford, da California, desenvolveu um sensor que se auto-energiza — e o mostrou em perfeito funcionamento em ratos.
Na realidade, o sistema, que é explicado em detalhes na Nature Photonics, trabalha usando um par de óculos capaz de obter informações visuais. Eles então retransmitem os dados para um chip implantado no olho usando um feixe de luz infravermelha de baixa intensidade — porque a luz natural é mil vezes mais fraca perto do que é necessário para fazer o implante funcionar. O implante detecta essa luz infravermelha e a converte em uma suave atividade elétrica ao longo da sua superfície, que por sua vez estimula os neurônios permitindo ao paciente “ver”.
Até agora, os pesquisadores testaram o dispositivo nas retinas de ratos cujos fotorreceptores foram destruídos e ele foi capaz de ativar os neurônios da maneira com que os pesquisadores esperavam.
Infelizmente, é difícil dizer o quão boa a visão realmente fica. Nesse sentido, um dos pesquisadores explicou à New Scientist que, ainda que os implantes transmitam a geometria corretamente, as cores com frequência aparecem aleatoriamente porque mais de um neurônio pode ser estimulado ao mesmo tempo. O próximo passo para eles, claro, é estender os experimentos animais a seres humanos.
Extraído de: Gizmodo Brasil