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domingo, 5 de janeiro de 2014

Combate ao vício: hormônio reduz os efeitos da maconha no cérebro

Cientistas descobriram um hormônio natural que reduz a euforia causada pela maconha, servindo como uma espécie de defesa espontânea diante dos efeitos causados pela droga.

Estudos revelaram que o hormônio diminui a atividade de um receptor no cérebro, bloqueando as alterações comportamentais causadas pelo tetrahidrocanabiol (THC), a principal substancia psicoativa da maconha.

A descoberta pode auxiliar no tratamento da dependência de maconha, além de permitir que as propriedades medicinais sejam exploradas sem que os efeitos comportamentais sejam expressos.

Os pesquisadores administraram grandes doses de cannabis em ratos e verificaram que as altas doses provocam uma elevação nos níveis desse hormônio no cérebro, o que acaba por bloquear os efeitos nocivos do THC que podem prejudicar o cérebro.

Os testes também foram realizados com células humanas que mostraram um efeito similar ao apresentado em ratos.

Se o efeito do hormônio for confirmado em humanos, está será a primeira terapia farmacológica para a dependência da maconha.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Uso de maconha para tratamentos médicos pode funcionar


Estudos na Universidade Hebraica de Jerusalém têm desenvolvido um tipo de maconha medicinal, em que a substância chamada THC - responsável pelos efeitos psicológicos e cognitivos - é neutralizada. De acordo com a especialista em imunologia da universidade, Ruth Gallily, outra substância muito importante da cannabis, o Canabidiol (CBD), tem propriedades "altamente benéficas e significativas" para quem sofre de artrite reumatóide, doença de Crohn e diabetes.

Em entrevista à BBC Brasil, Gallily, que estuda há 15 anos o uso medicinal da maconha, disse que o CBD "não gera qualquer fenômeno psicológico ou psiquiátrico e reprime reações inflamatórias, sendo muito útil para o tratamento de doenças autoimunes", todos os experimentos realizados, com sucesso, in vitro e em ratos do laboratório da Universidade Hebraica. De acordo com ela, que também é professora da Faculdade de Medicina, o índice de mortalidade em consequência de diabetes tipo 1 ou tipo 2 foi reduzido, nos animais, em 60%.

"Constatamos em nossas experiências que o CBD leva à diminuição significativa e muito rápida do inchaço em consequência da artrite", afirmou a pesquisadora, que também confirmou que o uso de cannabis em pacientes idosos que sofrem de artrite reumatóide pode melhorar muito a qualidade de vida deles, gerando efeitos maravilhosos. Também afirma que remédios à base de Canabidiol seriam muito mais baratos que medicamentos tradicionais no tratamento dessas doenças.

Em Israel, a empresa Tikkun Olam obteve a licença do Ministério da Saúde para desenvolver a maconha medicinal e cultiva variedades da planta em estufas. De acordo com o diretor de pesquisa da empresa, Zachi Klein, milhares de israelenses já são tratados com cannabis, com prescrição médica autorizada pelo Ministério da Saúde. De acordo com Klein, a empresa ainda busca desenvolver novos tipos de maconha, com proporções de THC e CBD diferentes, visando o tratamento de diferentes pacientes.

Pensa-se, também, em usar a cannabis em seu estado natural, com THC, para tratar pessoas com câncer, pois pode melhorar a qualidade de vida. Klein afirmou que "há pacientes para os quais o THC é muito benéfico, pois ajuda a melhorar o estado de espírito e abrir o apetite".

O responsável pela utilização medicinal da maconha no Ministério da Saúde, Yehuda Baruch, disse que "sem o THC, a cannabis será bem menos atraente para os traficantes de drogas" e que o CBD tem significados medicinais fortes, que devem, ainda, ser examinados. Por isso, nos próximos meses, o Ministério da Saúde dará início a estudos sobre os efeitos do CBD e do THC em pacientes que sofrem de doenças crônicas.


Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Maconha ?



Que o uso de drogas tem efeitos diversos no organismo já é um fato. Mas quais são os efeitos científicos delas no nosso corpo? Pesquisadores da Universidade de Farmacologia de Bristol, na Inglaterra, analisaram os efeitos negativos da maconha na memória e no pensamento e os resultados estão associados à alterações tanto na memória quanto na concentração, o que pode gerar problemas tanto sociais quanto neurofisiológicos.


Matt Jones, um dos autores da pesquisa, comparou o funcionamento do cérebro com uma orquestra: cada região faz sua parte em seu momento certo, e o resultado é algo mágico; porém se uma das regiões apresenta-se defeituosa, as redes cerebrais podem ficar 'desorquestradas'.

Para provar sua teoria, Jones e sua equipe administraram em um grupo de ratos um fármaco com princípio psicoativo semelhante ao da cannabis, a maconha, e mediram seus efeitos no sistema nervoso dos animais. Os resultados surpreenderam até os pesquisadores.

Em algumas regiões, a droga causou efeitos sutis, porém na área do hipocampo e do córtex pré-frontal, responsáveis pela tomada de decisões e memória, as ondas cerebrais foram completamente interrompidas.

O cientista ainda explicou: "O abuso da maconha é comum entre os esquizofrênicos, e estudos recentes mostraram que o princípio psicoativo da maconha pode provocar sintomas de esquizofrenia em indivíduos sãos".