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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Hospitais terão vacina contra vício de cocaína em até 3 anos, prevê médico


O tratamento tem função terapêutica e não "previne" o vício, mas fortalece o sistema imunológico do dependente e ajuda a combater o uso da droga, segundo o médico. "A vacina ajuda a produzir anticorpos específicos contra a cocaína", ressalta. A vacina contra o vício em cocaína deve estar pronta para ser usada em hospitais em até três Aanos, relatou um dos principais pesquisadores do projeto para desenvolver o produto nos Estados Unidos, o professor de psiquiatria da Universidade Baylor de Medicina, Thomas Kosten.

O princípio da vacina é o de vincular uma quantidade bem pequena da droga a uma proteína inofensiva. A substância resultante da combinação, ao ser injetada no organismo do viciado, faz com que seu sistema imunológico produza anticorpos contra a cocaína e a proteína. "Estes anticorpos 'seguram' a cocaína no sangue e evitam que ela chegue ao cérebro, prevenindo efeitos da droga, como euforia", afirmou o médico.

Os testes, até agora, indicaram que 40% dos vacinados tiveram redução no uso da cocaína. Após receber as aprovações necessárias do governo dos EUA, a vacina deve estar disponível também em farmácias, diz Kosten.



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Software é capaz de melhorar elaboração de medicamentos

Pesquisadores do Georgia Institute of Technology, nos Estados Unidos, desenvolveram software capaz de melhorar o desenvolvimento de medicamentos.
A abordagem permite saber quais drogas recém-criadas vão se ligar bem ao objetivo e vão funcionar e quais precisam ser melhoradas.
A teoria da perturbação da simetria adaptada (SAPT) permite aos cientistas estudar as interações entre as moléculas, tais como aquelas entre uma droga e seu alvo. No passado, algoritmos de computador que estudavam essas interações não covalentes eram muito lentos, limitando os tipos de moléculas que podem ser estudadas usando métodos mecânicos quantum precisos.
David Sherrill (à direita), líder da pesquisa
O novo programa, criado pelo professor de química David Sherrill, pode estudar moléculas com mais de 200 átomos mais rápido do que qualquer outro programa existente. "Nosso programa de análise rápida é projetado para melhorar o conhecimento sobre o porquê de certas moléculas serem atraídas umas pelas outras. Ele também pode nos mostrar como as interações entre as moléculas podem ser sintonizadas por modificações químicas. Tal conhecimento é a chave para o avanço do desenvolvimento racional de drogas", explica Sherrill.
Os algoritmos também podem ser usados para melhorar a compreensão das estruturas cristalinas e energéticas, bem como o arranjo 3D de macromoléculas biológicas. A equipe usou o software para estudar as interações entre DNA e proflavina; essas interações são típicos daquelas encontrados entre DNA e várias drogas anti-câncer.
Os pesquisadores da Georgia Tech decidiram distribuir seu código gratuitamente. O software deve estar disponível no início de 2012.
Eles agora planejam usar o software para estudar as interações não covalentes envolvendo indinavir, que é usado para tratar pacientes com HIV.



Fonte: ISaúde

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Maconha ?



Que o uso de drogas tem efeitos diversos no organismo já é um fato. Mas quais são os efeitos científicos delas no nosso corpo? Pesquisadores da Universidade de Farmacologia de Bristol, na Inglaterra, analisaram os efeitos negativos da maconha na memória e no pensamento e os resultados estão associados à alterações tanto na memória quanto na concentração, o que pode gerar problemas tanto sociais quanto neurofisiológicos.


Matt Jones, um dos autores da pesquisa, comparou o funcionamento do cérebro com uma orquestra: cada região faz sua parte em seu momento certo, e o resultado é algo mágico; porém se uma das regiões apresenta-se defeituosa, as redes cerebrais podem ficar 'desorquestradas'.

Para provar sua teoria, Jones e sua equipe administraram em um grupo de ratos um fármaco com princípio psicoativo semelhante ao da cannabis, a maconha, e mediram seus efeitos no sistema nervoso dos animais. Os resultados surpreenderam até os pesquisadores.

Em algumas regiões, a droga causou efeitos sutis, porém na área do hipocampo e do córtex pré-frontal, responsáveis pela tomada de decisões e memória, as ondas cerebrais foram completamente interrompidas.

O cientista ainda explicou: "O abuso da maconha é comum entre os esquizofrênicos, e estudos recentes mostraram que o princípio psicoativo da maconha pode provocar sintomas de esquizofrenia em indivíduos sãos".