sexta-feira, 14 de junho de 2013

Australianos desenvolvem 'olho biônico' que pode ajudar até 85% dos cegos

Gráfico olho biônico
Cientistas e designers australianos do Grupo de Visão da Universidade de Monash desenvolveram um protótipo de “olho biônico” para pessoas com deficiência visual causada por uma série de condições, como glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética, além de ajudar pessoas com danos em nervos ópticos.

O dispositivo é composto por óculos que captam a imagem ao redor do indivíduo através de uma câmera digital inserida na parte da frente dos óculos. Na parte interna dos óculos, existe um sensor que percebe os movimentos dos olhos e é utilizado para direcionar corretamente a câmera. Na lateral dos óculos, os especialistas inseriram um processador digital que recebe as informações visuais da câmera e as envia a um chip que deve ser inserido na parte de trás do cérebro do paciente. Esse chip, por sua vez, emite sinais elétricos ao córtex visual, que interpreta esses sinais como a visão.

Os testes em pacientes começarão no próximo ano e se os experimentos correrem como o esperado, ela terá o potencial de devolver a visão a até 85% das pessoas classificadas como clinicamente cegas (com pouca visão e percepção de luz ou então sem visão alguma).


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segunda-feira, 10 de junho de 2013

DNA com três fitas pode regular expressão de certos genes

O pesquisador Eduardo Gorab, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), desenvolveu um método para detectar moléculas de DNA compostas de três fitas entrelaçadas, em vez da tradicional dupla hélice (conformação padrão do ácido desoxirribonucleico).

Gorab e seu grupo de trabalho conseguiu detectar, em embriões de camundogos, uma conformação inusitada de DNA, composta por duas cadeias de DNA ligadas a uma de RNA. Tais triplas hélices foram identificadas num estágio bastante específico e inicial do processo de desenvolvimento do embrião, quando este tinha somente de duas a oito células. Nessa etapa da da formação do embrião, a presença das triplas hélices parecia aumentar a expressão de certos genes importantes para essa fase do processo. Posteriormente, em estágios mais avançados do embrião, quando esse conjunto de genes não era mais ativado, a fita de RNA acoplada às duas de DNA também não era mais detectada, evidenciando assim o papel da tripla hélice no aumento da expressão desse determinado conjunto de genes.

Por definição, a cromatina apresenta duas formas distintas: uma ativa, a eucromatina, em que o DNA está acessível e pode ser expresso por proteínas regulatórias; e uma inativa (heterocromatina), na qual o material genético está compactado e não pode ser utilizado. No trabalho com as células embrionárias dos roedores, a cromatina se encontrava em um estágio atípico, intermediário entre suas duas formas, mas que podia ser acessado e regulado pela tripla hélice. 

Embora o fenômeno da formação de moléculas de DNA com mais de duas fitas de ácidos nucleicos seja estudado desde 1950, os bioquímicos passaram a ter uma melhor compreensão dos mecanismos que podem levar ao surgimento desse tipo de material genético menos convencional apenas nos últimos 10 ou 15 anos aumentando assim a compreensão dos eventos genéticos que regulam toda a formação do embrião.

domingo, 9 de junho de 2013

Redes Neurais Artificiais no Diagnóstico do Câncer de Mama



Vencedora do Google Science Fair, Brittany Wenger (foto), uma americana de 17 anos, inovou ao elaborar uma ferramenta que diagnostica o cancro de mama quanto a capacidade da formação de metástase, isto é, se o tumor é maligno ou benigno.

A ferramenta é disposta na internet no endereço http://cloud4cancer.appspot.com/ e consiste numa rede neural artificial: um modelo de inteligência artificial inspirado no sistema nervoso humano que se aprimora com a experiência (conforme uma maior quantidade de dados for apresentado) e é capaz de reconhecer padrões complexos para humanos ou outros tipos de programas.

A partir de 9 dados de entrada que englobam uniformidade do tamanho e da forma das células tumorais, normalidade do nucléolo, características da atividade mitótica, entre outros, possibilita-se um diagnóstico rápido, preventivo e pouco invasivo do cancro, uma vez que uma técnica de FNA (Fine Needle Aspirates, Aspiração de agulha fina em português), o tipo de biópsia menos invasivo, é utilizada para a obtenção dessas entradas.

A rede arquitetada por Wenger chegou num grau de 99.11% de sensibilidade para tumores malignos e afirma que chegará à perfeição conforme maiores quantidades de dados forem coletados para que o treinamento da rede seja realizado, podendo assim ser utilizada no âmbito hospitalar por qualquer profissional com acesso à internet.

sábado, 8 de junho de 2013

Riscos de doenças ligadas à obesidade podem ser herdados de avó, diz estudo

Cientistas britânicos da Universidade de Edimburgo descobriram que os netos podem herdar de suas avós problemas de saúde ligados à obesidade, como cardiopatias e diabetes, mesmo que suas mães não apresentem indícios de tais doenças.

O estudo foi realizado com camundongos fêmeas com obesidade moderada, alimentadas com uma dieta rica em gordura e açúcar antes e durante a gravidez. A obesidade moderada ocorre quando o indivíduo tem Índice de Massa Corporal (IMC, calculado dividindo o peso pela altura elevada ao quadrado) entre 30 e 34,9.

Os cientistas chegaram à conclusão de que os riscos da obesidade eram passados para a segundo geração da prole, sendo que a primeira geração não apresentavam nenhum dos efeitos negativos do sobrepeso. O motivo para isso ainda não está esclarecido, mas, entre as hipóteses, estão as diferenças no ganho de peso ou a alimentação com um determinado tipo de comida durante a gravidez.

Segundo Amanda Drake, da Universidade de Edimburgo, "dado o aumento da obesidade no mundo, é vital entender como as gerações futuras podem ser afetadas por isso". Os experimentos com humanos para entender esse processo são desafiadores, mas possíveis. "Estudos realizados futuramente podem analisar essas tendências em humanos, mas precisariam levar em conta fatores genéticos, ambientais, sociais e culturais".

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Poderemos encontrar 10 planetas habitados em uma década?


Apesar da lamentável perda do telescópio espacial Kepler, a "reinicialização" da ferramenta pode significar que poderemos encontrar sinais de vida em planetas extrassolares dentro de uma década.



Uma tradicional ferramenta usada na busca de vida extraterrestre acaba de receber uma renovação completa.


E a ferramenta não é nenhum novo telescópio ou ferramenta de observação - é uma equação matemática.

Equação de Drake

Em 1961, o astrônomo Frank Drake criou sua agora famosa equação para calcular o número de civilizações detectáveis na Via Láctea.

Equação de Drake atualizada: 10 planetas habitados nesta décadaA equação de Drake inclui uma série de termos que, na época, pareciam ser impossíveis de se conhecer - como a existência dos planetas fora do nosso sistema solar.

Mas, nas duas últimas décadas, temos visto exoplanetas aparecerem como ervas daninhas, particularmente nos últimos anos, graças, em grande parte, ao telescópio espacial Kepler.
Com esses novos dados em mãos, Sara Seager, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, achou que era hora de dar uma atualizada na equação de Drake.

A nova versão restringe alguns dos termos originais da equação para incluir os dados mais recentes, tornando-a muito mais precisa - na descrição de Seager, se a equação original de Drake era um machado, a nova equação é um bisturi.

A equação original de Drake inclui sete termos que, multiplicados, dão o número de civilizações alienígenas inteligentes que poderíamos esperar detectar na Via Láctea.

Os dados do telescópio Kepler ajudaram a refinar dois termos: a fração de estrelas que têm planetas, e o número desses planetas que seriam habitáveis.

17 bilhões de Terras derrotam conservadorismo científico
Planetas habitados à vista

Mas o que realmente interessa é o resultado da equação remodelada.

Equação de Drake atualizada: 10 planetas habitados nesta décadaSegundo Seager, pelo menos 10 planetas habitados - não "habitáveis", mas habitados - poderão ser observados já com o telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2017 - o cálculo original de Drake resultava em 2,3.

"Assim como na equação de Drake, alguns dos termos são sempre especulativos," reconhece a pesquisadora.


Será possível que poderemos de fato descobrir alienígenas bem próximos de nós? "É claro que eu acho que é possível. Por que outro motivo eu estaria trabalhando tão duro?" [Imagem: Sara Seager]
De qualquer, será possível que poderemos de fato descobrir alienígenas bem próximos de nós? "É claro que eu acho que é possível. Por que outro motivo eu estaria trabalhando tão duro?", disse ela.

E isto não é tudo.

O telescópio Kepler coletou dados durante quatro anos, mas até agora os astrônomos conseguiram analisar apenas os 18 primeiros meses - ou seja, os números poderão ficar ainda mais precisos.

E isto também não é tudo.

Com o aprimoramento das técnicas, e um monte de exoplanetas para testá-las, agora os astrônomos já estão se preparando para medir a atmosfera dos exoplanetas.

A análise dos gases associados com a vida em volta dos exoplanetas dará pistas reveladoras sobre sua composição - e sobre seus habitantes.

Segundo Seager, já nos próximos anos será possível melhorar ainda mais a equação, eliminando cada vez mais incertezas com a inserção de dados cada vez mais precisos, incluindo as "bioassinaturas atmosféricas".


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Novo método para fabricação de DNA em massa

Moléculas de DNA curtas e simples, chamadas de oligonucleotídeos, são essenciais em diversos campos da ciência. Essas moléculas não só possibilitam a análise do genoma de organismos, como vem sendo utilizadas em tratamentos de doenças.

Pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, e da Universidade de Harvard, nos EUA, desenvolveram um novo método, versátil e barato, de fabricação de oligonucleotídeos em massa. Esse método, melhor descrito na revista Nature Methods, visa melhorar a qualidade e aumentar a produção dessas moléculas.

O processo utiliza bactérias, que produzem uma longa cadeia de DNA, formada por repetições da sequência de interesse. Entre essas sequências repetidas, existem espaços conhecidos como "grampos", onde a cadeia dobra sobre si mesma e onde enzimas agirão cortando a cadeia em vários oligonucleotídeos.

Segundo os pesquisadores, esse método minimiza os erros e também pode ser utilizado na produção de oligonucleotídeos longos.

Para saber mais, leia em iSaude

sábado, 1 de junho de 2013

Nova vacina contra a malária tem resultado positivo na erradicação da doença

A vacina, desenvolvida por pesquisadores japoneses da Universidade de Osaka, pode diminuir em até 72%  do número de pessoas infectadas pela doença. O estudo foi feito a partir de testes aplicados em adultos no Japão e em uma zona de malária endêmica no norte de Uganda, África, entre 2010 e 2011. Os resultados foram publicados na revista científica americana "PLOS One" nessa semana.

Os pesquisadores desenvolveram a vacina em pó, com o nome de BK-SE36, a partir da modificação genética da proteína encontrada no protozoário, que foi misturada com gel de hidróxido de alumínio. Assim, a vacina destrói o protozoário ao entrar em contato com o corpo humano.

A malária é causada pelo protozoário do gênero Plasmodium, transmitida ao ser humano por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles. E, embora existam medicamentos contra a doença, estudos mostraram que alguns dos protozoários apresentaram crescente resistência a esses remédios, o que torna a vacina a melhor forma de combate à doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária mata cerca de 650 mil pessoas ao ano, a maioria são crianças africanas com menos de 5 anos de idade. A ocorrência da doença acontece majoritariamente em regiões de países subdesenvolvidos, situados em áreas quentes do planeta, em geral, próximas a linha do Equador, que sofrem com a carência de saúde pública e saneamento básico.

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