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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Controlando o Ebola

O Ebola é um vírus altamente mortal, chegando à 90% de letalidade, destrói as células de defesa e plaquetas dos seres humanos e atualmente não apresenta nenhum tratamento específico, seguro e eficaz.


Recentemente, uma pesquisa publicada na Science Translational Medicine demostrou que as drogas utilizadas para o tratamento de infertilidade feminina e câncer de mama podem ser utilizadas no combate ao Zaire ebolavirus, responsável pelo Ebola. A pesquisa demonstra a inibição da proliferação do vírus a partir de dois componentes dos fármacos: o citrato de clomifeno e o citrato de toremifeno.

O uso das drogas já foi testado em ratos infectados e estatisticamente comprovada sua eficácia. Segundo a pesquisa, os ratos que apresentavam o quadro de infertilidade e estavam infectados com o vírus, o medicamento fez efeito no tratamento da infertilidade e diminuiu a proliferação do Ebola, demonstrando que essa inibição pode ser um efeito colateral do fármaco.Os pesquisadores acreditam na criação de um tratamento para o vírus a partir desses componentes.
Leia mais: Veja

domingo, 9 de junho de 2013

Redes Neurais Artificiais no Diagnóstico do Câncer de Mama



Vencedora do Google Science Fair, Brittany Wenger (foto), uma americana de 17 anos, inovou ao elaborar uma ferramenta que diagnostica o cancro de mama quanto a capacidade da formação de metástase, isto é, se o tumor é maligno ou benigno.

A ferramenta é disposta na internet no endereço http://cloud4cancer.appspot.com/ e consiste numa rede neural artificial: um modelo de inteligência artificial inspirado no sistema nervoso humano que se aprimora com a experiência (conforme uma maior quantidade de dados for apresentado) e é capaz de reconhecer padrões complexos para humanos ou outros tipos de programas.

A partir de 9 dados de entrada que englobam uniformidade do tamanho e da forma das células tumorais, normalidade do nucléolo, características da atividade mitótica, entre outros, possibilita-se um diagnóstico rápido, preventivo e pouco invasivo do cancro, uma vez que uma técnica de FNA (Fine Needle Aspirates, Aspiração de agulha fina em português), o tipo de biópsia menos invasivo, é utilizada para a obtenção dessas entradas.

A rede arquitetada por Wenger chegou num grau de 99.11% de sensibilidade para tumores malignos e afirma que chegará à perfeição conforme maiores quantidades de dados forem coletados para que o treinamento da rede seja realizado, podendo assim ser utilizada no âmbito hospitalar por qualquer profissional com acesso à internet.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Coadjuvante inesperado no desenvolvimento do câncer

Há muito tempo, médicos e pesquisadores vem observando as diversas formas de câncer a fim de melhor diagnosticar, tratar e entender a origem e o motivo por trás do desenvolvimento dessa enorme variedade de expressão da doença. Sabe-se, portanto, que as células tumorais são os principais atores do câncer, porém os coadjuvantes, que são células normais que podem beneficiar o desenvolvimento do tumor, começam a ganhar atenção ultimamente, a fim de entender por que os tumores evoluem de modo diferente ou por que os tratamentos funcionam de modo distinto nas pessoas. 

Equipes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e do Hospital A. C. Camargo estão verificando que células de suporte de vários tecidos, conhecidas como fibroblastos, podem ser encontradas no microambiente tumoral e produzir fatores que favorecem o crescimento dos tumores. Em um dos experimentos realizados, as pesquisadoras da USP Maria Mitzi Brentani e Maria Aparecida avaliaram o perfil de expressão gênica por meio da cultura de células cancerosas e fibroblastos  obtidos de um tumor mamário e linfonodo comprometido pela doença. Foi observada uma influência recíproca entre as células, que resulta na alteração da expressão gênica tanto de fibroblastos quanto de células cancerosas. Além disso, verificaram que os fibroblastos aumentam a proliferação e a invasividade das células do câncer de mama.

Em outra linha de pesquisa, investigam por que o câncer de mama, doença que se manifesta principalmente em mulheres idosas - uma vez que é resultado do acúmulo de mutações genéticas que fazem as células se proliferaram sem controle -, pode em certos casos se apresentar em mulheres jovens. "Estamos examinando as mutações e o perfil molecular do tumor, para ver se ele tem alguma característica que o diferencia e ajude a explicar seu surgimento mais cedo", comenta Maria Aparecida. Em uma extensão do estudo e em conjunto com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ela está tentando identificar se hábitos, fatores ambientais e mutações somáticas (encontradas somente no tumor e não hereditárias) poderiam ser outros fatores implicados no desenvolvimento da doença em jovens.

Outro braço da pesquisa tenta avaliar os efeitos hormonais no câncer de mama, já que os hormônios sexuais, como estrógeno e progesterona, estimulam a proliferação das células mamárias, podendo então agir como promotores desse tumor.

Para maiores detalhes e informações sobre as linhas de estudo das pesquisadoras, acesse a   notícia na Revista Pesquisa Fapesp.