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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Diagnóstico fácil

Um equipamento de diagnóstico capaz de detectar até 20 doenças em apenas alguns minutos está sendo desenvolvido por um consórcio liderado por três instituições de pesquisa do Paraná. Chamado de plataforma para diagnósticos multiplex, o kit será produzido industrialmente, a partir de 2014, pela empresa Lifemed, com sede em Pelotas (RS). No início, o aparelho será utilizado para diagnóstico de HIV, citomegalovirose, rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite A, B e C em exames de pré-natal na Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde de assistência a mães e bebês. 
O equipamento é composto basicamente de três partes: micropartículas de poliestireno (o mesmo material usado para fabricar isopor); um disco de polímero, semelhante a um CD, chamado pelos pesquisadores de chip; e o equipamento que o faz rodar. Quem desenvolveu as partículas foi a equipe do físico Cyro Ketzer Saul, do Departamento de Física da UFPR. Cada uma delas tem cerca de 10 micrômetros de diâmetro (um micrômetro equivale à milionésima parte do metro). “Por meio de reações químicas, envolvemos as partículas com antígenos de um determinado patógeno, como vírus ou outros microrganismos causadores de doenças”, explica Krieger. O antígeno é uma proteína ou pedaço de proteína estranha ao organismo que provoca uma resposta imunológica com formação de anticorpos.
Até agora, o projeto já passou pela fase de bancada de laboratório, que comprovou sua viabilidade. “Já temos o que se chama uma prova de conceito”, explica Saul. “Sabemos que funciona e como funciona. Agora queremos produzir o equipamento industrialmente.” Para isso foi assinado em janeiro um convênio entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Fiocruz e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), que prevê a liberação de R$ 8 milhões para as próximas fases de desenvolvimento, validação e registro do kit. O ICC vai coordenar esta nova etapa, que será desenvolvida com participação de duas outras unidades da Fiocruz, Instituto Aggeu Magalhães, de Pernambuco, e Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), do Rio de Janeiro, além da UFPR, da UTFPR e do IBMP.

sábado, 30 de julho de 2011

Proteção ao Maracujá

      Nesta notícia, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo), em parceria com o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e a UEL (Universidade Estadual de Londrina) desenvolveram um kit de diagnóstico precoce da doença de difícil controle e de ocorrência generalizada em maracujá, conhecido como bacteriose do maracujá, causado pela bactéria Xanthomonas axonopodis. A cultura infectada, apresenta folhas com lesões e os frutos impróprios para o consumo, que traz prejuízos de 20 a 30% dos produtores, sendo que o Brasil é o maior produtor e consumidor mundial do maracujá, e vem registrando significativa perda no campo por causa da doença, que ao contaminar um maracujeiro, contamina todo o resto da cultura, sendo a única saída a queima de toda a plantação. Por essa razão, esse kit é de grande importância para eliminar possíveis disseminadores da bactéria, evitando maiores perdas de produção.
     Para o desenvolvimento do kit, a pesquisadora responsável Maria Lúcia Carneiro Vieira da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros (ESALQ-USP), coletou as bactérias em diferentes áreas de plantio do maracujá no Brasil, e através de análises genéticas, procurou-se saber a variabilidade entre todas as bactérias que atacam o maracujeiro, para depois comparar com o genoma de Xanthomonas contaminate de outras culturas, e desenvolver uma técnica específica para a Xanthomonas axonopodis do maracujá. A técnica utilizada nesse kit, é a reação em cadeia da polimerase (PCR), que a partir de uma amostra de folha do maracujeiro, vai amplificar uma sequência específica do genoma do patógeno (Xanthomonas axonopodis), se presente, e assim denunciar a presença do patógeno, e consequente eliminação da planta, para que não contamine outras.
    Para a realização da análise, não será preciso ir até um laboratório que faça o exame. Bastará enviar a amostra a ser analisada pelo correio, e o custo de cada análise ficará em torno de R$ 3,00, preço muito baixo perto de todos os danos que poderão ser evitados.
    Notícia da Pesquisa FAPESP online. Para ler a notícia original clique aqui.