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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Etanol formado por leveduras geneticamente modificadas

Para produzir o etanol a cana-de-açúcar passa por vários processos. Primeiro é preciso extrair o caldo da cana (garapa) que é aquecimento para a obtenção do melaço, depois o melaço é fermentado por leveduras, o que resulta em um baixo teor alcoólico, que é aumentado com a destilação fracionada.

A levedura utilzada para transformar o açúcar do melaço em álcool na fermentação é a Saccharomyces cerevisiae. Porém, algumas linhagens da levedura são sensíveis à temperatura necessário no processo e outras são sensíveis ao etanol formado. Por esse motivo, vários pesquisadores tentam modificar geneticamente essas leveduras para torná-las resistentes á altas temperaturas e ao etanol, visando também uma maior produção de etanol com a mesma quantidade de cana-de-açúcar e a diminuição do custo da produção.

Como exemplo desse tipo de pesquisa temos as pesquisas realizadas na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) conduzidas pelo professor Anderson Cunha,  financiadas pela FAPESP em parceria com a ETH Bionergia. A intenção das pesquisas é pegar os genes que causam a resistência ao calor e ao etanol em outras leveduras e transferi-los para linhagens bem adaptadas ao processo industrial. Anderson Cunha e sua equipe tiram amostras das leveduras das dornas de fermentação e no laboratório fazem a seleção e os testes. Com essa pesquisa foi possível criar uma banco de dados com 400 linhagens de leveduras com características fermentativas distintas.

Outra forma de melhorar a levedura Saccharomyces cerevisiae  é  identificando genes presentes em outros microorganismos, como fungos polimórficos, que produzem enzimas celulolíticas, capazes de fazer a hidrólise da celulose, uma característica interessante para o etanol de segunda geração, e passar esses genes para a levedura. Esse é objetivo dos estudos sob a coordenação do professor Francisco Maugeri Filho, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também financiados pela FAPESP.

Para ler o artigo completo clique aqui.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Uso de LED acelera a fermentação na produção de cerveja


Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) descobriram que o uso de luzes de LED pode acelerar a fase de fermentação na produção de cerveja, reduzindo o tempo gasto nesse processo de 15% a 20%, sem alterar a qualidade da bebida.
“A partir de algumas observações em outros tipos de experimentos e na literatura, sabíamos que a luz em determinadas circunstâncias pode acelerar o metabolismo celular. Mas nós não encontramos nada referente ao processo de produção de cerveja. Então decidimos aplicar a mesma técnica, a mesma ideia, na fabricação de cerveja”, explica o empresário e pesquisador Éverton Estracanholli.
A aceleração da fermentação acontece quando fontes de LEDs, diodos emissores de luz fabricados com material semicondutor na forma de dispositivos semelhantes a lanternas, são mergulhadas nas dornas em que as levedurasSaccharomyces cerevisiaese nutrem dos carboidratos do malte de cevada para produzir álcool, gás carbônico e consequentemente cerveja. A novidade já está em uso na microcervejaria Kirchen na cidade de São Carlos.
 O funcionamento desse processo inovador de produção é apresentado no vídeo “Microcervejaria usa luz para acelerar fermentação”. Assista ao vídeo em: Revista FAPESP