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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Cogumelos e a eletricidade

Depois da descoberta da bateria de madeira e sal, chegou a vez dos fungos. A vantagem da nova descoberta é que, em vez de uma simples bateria, foi criada uma biocélula, que produz energia de forma ambientalmente correta e sustentável, pois aproveita o metabolismo de microrganismos.
Em vez de utilizar os catalizadores tradicionais, como a platina, essas biocélulas utilizam enzimas, que otmizam as reações e são obtidas de fontes renováveis.
Os pesquisadores de Universidade de Freiburg, Sabine Sané e Sven Kerzenmacher tiveram a ideia de aumentar a vida útil das biocélulas, e para isso, desenvolveram uma técnica para reabastecer continuamente a biocélula com seu catalizador. O cogumelo Trametes versicolor cresce em árvores e libera uma enzima chamada laccase.
Ao permitir o desenvolvimento do cogumelo junto ao polo positivo da célula microbiana, a enzima é liberada continuamente no local onde é necessária para induzir a reação.
Diferente das biocélulas atuais que operam por cerca de 14 dias, a nova técnica permite um funcionamento contínuo por cerca de 120 dias.

Mais informações: clique aqui

domingo, 14 de abril de 2013

Bateria de Glicose



Marca-passos e outros aparelhos implantados no corpo humano poderão funcionar com eletricidade obtida do sangue.

Os usuários de marca-passo precisam ao longo de cinco a oito anos passar por uma pequena cirurgia para substituir a bateria do aparelho. Para manter o dispositivo implantado sem necessidade dessa troca, alguns grupos de pesquisa no mundo estão trabalhando para desenvolver microbiobaterias que convertem a energia química em elétrica no interior de vasos sanguíneos, utilizando biocatalisadores (enzimas ou microrganismos) para acelerar as reações químicas e gerar corrente elétrica. Um dos projetos mais promissores está sendo desenvolvido pela equipe do professor Frank Crespilho, coordenador do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces do Instituto de Química de São Carlos (IQ-SC), da Universidade de São Paulo (USP), que inclui também pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC), em Santo André (SP). Trata-se de uma biocélula a combustível (BFC, do inglês bio-fuel cells), que usa glicose do sangue de rato para produzir energia. Para testá-la, os pesquisadores implantaram esse dispositivo dentro da veia jugular de um roedor.