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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Biossensor no combate a dengue



A dengue é considerada uma importante doença que afeta principalmente as regiões tropicais do planeta, causando milhões de infectados por esse vírus e dezenas de milhares de mortes todos os anos. O Brasil está localizado dentro dessa zona tropical, sendo tido como um dos países mais endêmicos dentre todos os que registram a doença.


Contudo, exames para a detecção da dengue ainda não são acessíveis para grande parte da população ou encontram dificuldades para a realização do diagnóstico precoce. Atualmente, o teste mais utilizado no Brasil só pode detectar a doença a partir do sexto dia, o que pode confundi-la com outras enfermidades e atrapalhar no tratamento adequado.


A partir disso, visando o barateamento do exame e a detecção precoce da dengue, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pelo professor Francisco Eduardo Gontijo Guimarães, criaram um aparelho que é capaz de diagnosticar o paciente em apenas 20 minutos e transmitir o resultado em tempo real para a visualização em um celular ou notebook.



O dispositivo é equipado com uma membrana metálica, onde são postos anticorpos específicos à proteína NS1, secretada na corrente sanguínea do hospedeiro pelo vírus da dengue nos primeiros dias de infecção. Ao entrar em contato com o sangue infectado, os anticorpos presentes no biossensor interagem com a proteína NS1, gerando um sinal elétrico e confirmando o diagnóstico.


O projeto encontra-se em etapa final de execução e deve ser introduzido em breve no mercado. Com esse novo teste, espera-se  ampliar o acesso ao diagnóstico precoce da dengue e a possibilidade de sua aplicação até mesmo nas regiões mais isoladas do país.  

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pesquisadores criam armadilha inteligente para combater a dengue


Mosquito 'Aedes aegypti', transmissor da dengueUm grupo de pesquisadores brasileiros e americanos desenvolveu uma armadilha tecnológica para capturar mosquitos causadores de doenças e pragas agrícolas. Essa armadilha usa inteligência artificial para atrair e distinguir os insetos em inofensivos ou não.  Os mosquitos são atraídos para a armadilha por dióxido de carbono e puxados por um fluxo de ar em direção ao sensor, onde são identificados por meio de um laser, que capta as oscilações causadas pelo movimento das asas dos mosquitos e transmite a informação para um circuito que classifica o inseto.Depois disso, podem ser liberados ou terminar no outro compartimento, grudados no papel. 



O método custa cerca de 30 reais e tem de 98% a 99% de possibilidade de acerto na captura dos mosquitos. Espera-se que a nova tecnologia será eficaz, principalmente, no combate aos mosquitos de gênero Anopheles, vetores da malária, e Aedes, transmissores da dengue e da febre amarela. Mas além disso, o dispositivo foi preparado para reconhecer, diversas outras espécies, como a mosca-de-banheiro, mosca-da-fruta, mosca doméstica, abelha, joaninha e besouro.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Nova febre pode ser transmitida no Brasil

Com a Copa do Mundo acontecendo no Brasil, um grande número de turistas de todas as partes do mundo chega ao país para assistir aos jogos, e pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão preocupados com a possibilidade de uma nova doença chegar ao Brasil, à febre chikungunya.

A introdução da nova febre parece inevitável uma vez que há fortes indícios de que os mosquitos Aedes aegypti e A. albopictus (transmissores da dengue) são eficazes em transmitir chikungunya.

Um trabalho do Instituto Oswaldo Cruz em conjunto com pesquisadores do Instituto Pasteur e da Universidade Pierre et Marie Curie avaliaram a suscetibilidade das espécies à infecção pelo chikungunya e também a quantidade de vírus que chegam à saliva e podem infectar pessoas picadas.

No Brasil, dentre os resultados das análises de 10 cidades de todas as regiões do país, a cidade do Rio de Janeiro teve o resultado mais preocupante. Foi constatado que 90% dos mosquitos apresentaram uma taxa de transmissão muito alta, e de 2 a 5 vezes mais rápida do que a transmissão da dengue.

Outro grande problema da febre chikungunya é apresentar sintomas semelhantes aos da dengue, e com isso, a possibilidade de coexistir com a dengue poderá confundir o diagnóstico.

Em casos registrados de febre chikungunya nas Américas, o paciente foi infectado no exterior, no entanto uma epidemia se instalou na ilha de Saint-Martin, um território francês no Caribe, e se espalhou para outras ilhas e chegou à Guiana Francesa. Caso algum caso seja detectado no país, será preciso tomar providências para evitar a transmissão e eliminar o foco de mosquito na área. 

domingo, 13 de abril de 2014

Mosquito transgênico no combate a dengue

Nessa semana a Comissão Técnica de Biossegurança aprovou a comercialização de mosquitos transgênicos que atuam no combate a dengue, atestando que os mosquitos são seguros e não representam riscos a saúde humana e nem ao ambiente.

A alteração genética produziu mosquitos estéreis, que ao copularem com as fêmeas do mosquito não dão continuidade na reprodução da espécie. Como resultado, o número de insetos transmissores foi reduzido em até 90%.

O mosquito transgênico apresenta um gene a mais no seu DNA que faz com que seus descendentes morram no estágio de larva, sem nem chegar à fase adulta. Apenas os mosquitos machos seriam produzidos, já que as fêmeas são as responsáveis pela picada e transmissão.


Assim, evita-se o acréscimo de mais mosquitos com potencial de transmissão da doença no ambiente. A estratégia adotada seria a liberação de grandes quantidades de mosquitos transgênicos, em número maior do que os machos não transgênicos, de forma que a competição entre eles cresça e que a probabilidade de que os mosquitos estéreis copulem com as fêmeas seja muito maior.


Trata-se do primeiro produto desse tipo aprovado no país, e no mundo também, dessa maneira não existe um trâmite estabelecido para sua produção e comercialização. O mais provável é que o processo ainda tenha que passar pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brasil vai testar mosquito "vacinado" contra dengue



O projeto "Eliminar a dengue: Desafio Brasil" deve entrar em vigor no segundo semestre em 2014. O método foi desenvolvido e já testado na Austrália, mostrando-se muito eficiente. A pupolação de insetos transmissores da dengue foi completamente susbtituida pelos mosquitos "vacinados" e mesmo 18 meses depois as áreas continuam 100% livres da variante que transmite a doença.

O trabalho, no Brasil ainda em fase de testes, consiste em na inoculação laboratorial de uma variante da bactéria Wolbachia em embriões do mosquito. Essa bactéria é encontrada em 70% dos animais na naturza, incluindo os pernilongos "comuns". Uma vez no organismo do mosquito, essa bactéria impede o desenvolvimento do vírus da dengue.

Luciano Moreia, pesquisador da Fiocruz e chefe do projeto afirma que o método é extremamente seguro, pois a bactéria usada já faz parte do dia a dia. Sendo assim, não se trata de uma alteração genética ou introdução de um micro-organismo novo.

Uma vez introduzida na população de mosquitos, a Wolbachia se espalha com certa facilidade, embora a contaminação seja apenas vertical, ou seja, dos pais para a prole. Um benefício é que os mosquitos infectados tem mais sucesso na reprodução. Comparativamente com os "comuns", as fêmeas com Wolbachia produzem mais ovos, que vão originar mosquitos imunes à doença.

Antes de iniciar os testes com os mosquitos na natureza, os cientistas vão fazer pequenas adaptações no método desenvolvido da Austrália. "Os vírus que circulam nos dois países têm algumas diferenças. Isso precisa ser levado em consideração", explica Luciano Moreira.

Referências bilbiográficas: Folha de São Paulo

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vacina em teste apresenta eficácia parcial contra a dengue


Pela primeira vez, uma vacina mostrou-se parcialmente eficaz contra o vírus da dengue. Segundo um estudo publicado na edição desta terça-feira da revista médica The Lancet, uma "vacina candidata" desenvolvida pela companhia farmacêutica francesa Sanofi Pasteur demonstrou a maior eficácia entre as testadas até o momento, com 30,2%  de sucesso em um teste de fase 2, realizado com 4 mil crianças da Tailândia. 

O desenvolvimento de uma vacina contra a doença, também chamada de "gripe tropical", é considerado complexo porque não existe um, e sim quatro subtipos de vírus de dengue que circulam paralelamente.  A pesquisa tem demonstrado que a vacina candidata, denominada "CYD-TDV", tem eficácia entre 60% e 90% para os sorotipos DEN-1, DEN-3 e DEN-4. Apenas o vírus do sorotipo DEN-2 "resiste aos efeitos da vacina", mas mesmo assim para este sorotipo a vacina também deflagrou uma resposta imunológica, o que impulsiona os pesquisadores a continuar investigando e melhorando a vacina proposta.

O objetivo do grupo é testar a mesma "vacina candidata" em "diferentes contextos epidemiológicos" com a esperança de evidenciar um "benefício significativo", com o intuito que os números de casos diminua, assim como também diminuir a gravidade dos casos. Uma vez que o objetivo estabelecido pela OMS é reduzir à metade a mortalidade por dengue até 2020.

sábado, 2 de junho de 2012

Mosquitos transgênicos serão solto para combater a dengue



              Para os animais, o ato sexual é o caminho para a perpetuação da espécie. Um objetivo primordial que está se invertendo – pelo menos para o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Por meio de manipulação genética, uma população de machos criados em laboratório recebeu um gene modificado que produz uma proteína que mata a prole do cruzamento com fêmeas normais existentes em qualquer ambiente. Essa estratégia pode levar à supressão de um grande número de indivíduos dessa espécie, reduzir a pulverização de inseticidas para eliminar os mosquitos e, consequentemente, diminuir a incidência da doença entre seres humanos.

A primeira liberação na natureza desses animais geneticamente modificados no Brasil foi aprovada em dezembro de 2010 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A linhagem transgênica do Aedes aegypti desenvolvida pela empresa britânica Oxford Insect Tecnologies (Oxitec) deverá ser liberada no município de Juazeiro, no estado da Bahia, a partir deste mês pela bióloga Margareth Capurro, do Instituto de Ciên­cias Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a empresa Moscamed Brasil, instalada na mesma cidade baiana.
                A dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo, especialmente em paí­ses tropicais como o Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 50 milhões de pessoas contraem a doença anualmente, causando 550 mil internações hospitalares e 20 mil mortes. Hoje a única forma de controlá-la é eliminando seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Os insetos transgênicos desenvolvidos pela Oxitec poderão se transformar em uma opção para essa tarefa. Os machos da linhagem OX513A, como foi denominada pela empresa, são liberados para copular com fêmeas selvagens. Os descendentes desses acasalamentos herdam a proteína letal, morrendo ainda na fase de larva ou pupa. Para que sua produção seja possível em laboratório, eles foram programados para sobreviver quando recebem o antibiótico tetraciclina. Sem esse antídoto, que reprime a síntese da proteína letal, não haveria sobreviventes para serem soltos na natureza. A cepa transgênica contém um marcador genético fluorescente que se torna visível nas larvas quando elas recebem luz ultravioleta. Isso garante um controle maior de qualidade na produção e na dispersão no campo. A liberação contínua e em número suficiente desses insetos geneticamente modificados em ambientes infestados deve reduzir com o tempo a população dos mosquitos selvagens a um nível abaixo do necessário para transmitir a doença.
                A julgar pelos resultados obtidos em outros lugares do mundo, onde os mosquitos produzidos pela Oxitec foram soltos, há bons motivos para se esperar que a experiência dê certo no Brasil. Testes realizados no ano passado nas Ilhas Cayman, no Caribe, com 3 milhões de mosquitos geneticamente modificados, mostraram que houve uma supressão de 80% da população selvagem no local da liberação. Na Malásia foram obtidos resultados semelhantes. Eles motivam outros países a também realizar experiên­cias com os transgênicos da empresa britânica. A Oxitec informa em seu site que França, Índia, Cingapura, Tailândia, Estados Unidos e Vietnã já aprovaram a importação dos insetos.

                Se as pesquisas e o tempo mostrarem que essas estratégias, de usar engenharia genética para criar mosquitos transgênicos, são eficientes para controlar doen­ças como a dengue e a malária, haverá ainda outra vantagem. Essa forma de controle diminuirá a necessidade do uso de inseticidas e larvicidas. A curto prazo esses venenos podem ser mais baratos, mas com o tempo os insetos adquirem resistência a eles. Por isso, o uso de mosquitos transgênicos e estéreis parece ser uma boa opção para o futuro.

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